Tag Archives: poesia

Atrito – Giuseppe Ungaretti #umpoemapordia

Com minha fome de lobo amaino meu corpo de cordeiro Sou como a barca ínfima e o libidinoso oceano (Giuseppe Ungaretti nasceu no Egito, onde seu pai participou da construção do Canal de Suez. Estudou na Sorbonne (França), combateu na … Continue lendo

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Verbo Ser – Carlos Drummond de Andrade #umpoemapordia

Que vai ser quando crescer? Vivem perguntando em redor. Que é ser? É ter um corpo, um jeito, um nome? Tenho os três. E sou? Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito? Ou a gente só … Continue lendo

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Poema Melancólico a não sei que Mulher – Miguel Torga #umpoemapordia

Dei-te os dias, as horas e os minutos Destes anos de vida que passaram; Nos meus versos ficaram Imagens que são máscaras anónimas Do teu rosto proibido; A fome insatisfeita que senti Era de ti, Fome do instinto que não … Continue lendo

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nalgum lugar em que eu nunca estive, alegremente além – E. E. Cummings #umpoemapordia

nalgum lugar em que eu nunca estive, alegremente além de qualquer experiência, teus olhos têm o seu silêncio: no teu gesto mais frágil há coisas que me encerram, ou que eu não ouso tocar porque estão demasiado perto teu mais … Continue lendo

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O amor louco – André Breton

“Para todo o sempre, como sobre a areia branca do tempo, e graças a este instrumento que se destina a medi-lo, mas que por ora apenas vos fascina e esfomeia, para todo o sempre, reduzido a um infinito fio de … Continue lendo

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Augúrios da Inocência – William Blake #umpoemapordia

(Para ver um mundo em um grão de areia E um paraíso numa flor do campo, Segure o infinito na palma de sua mão E a eternidade em uma hora.) (A íntegra, em inglês, do poema de William Blake. Infelizmente … Continue lendo

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Vazio – Augusto Frederico Schmidt #umpoemapordia

A poesia fugiu do mundo. O amor fugiu do mundo — Restam somente as casas, Os bondes, os automóveis, as pessoas, Os fios telegráficos estendidos, No céu os anúncios luminosos. A poesia fugiu do mundo. O amor fugiu do mundo … Continue lendo

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Silêncio, amor – autor desconhecido #umpoemapordia

Silêncio, amor Deixe-me sentir o desabrochar do seu instinto Quebrando os grilhões do preconceito E se perdendo nas matas escuras do pecado Silêncio, amor Deixe-me saciar a sede de expectativa nas curvas mais sensíveis do teu corpo E depois me … Continue lendo

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O teu riso – Pablo Neruda #umpoemapordia

Tira-me o pão, se quiseres, tira-me o ar, mas não me tires o teu riso. Não me tires a rosa, a lança que desfolhas, a água que de súbito brota da tua alegria, a repentina onda de prata que em … Continue lendo

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Ao largo – Marina Colasanti #umpoemapordia

Um homem nada só em mar aberto. Metade do seu corpo nada em água metade do seu corpo nada em céu e ele todo em azul nada e mais nada. Um homem quando nada não é barco é casco e … Continue lendo

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