Arquivo do autor:jhcordeiro

9/10 – Uma Balada do Mar Salgado – Hugo Pratt

“Sozinho, Corto repensou as palavras de Crânio. Tinha razão: aquela guerra distante provocava sua ressaca naqueles mares tranquilos. Os interesses contrapostos provocavam reações em cadeia que acabavam por envolver povos inocentes. Mas agora tinha de pensar em si mesmo, decidir … Continuar lendo

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7/20 – Fluxo-Floema – Hilda Hilst

“Um escritor, senhores, muito bem, o que escreves? Escrevia, sabem, sobre essa angústia de dentro. PARA AÍ. Senhores, eis aqui, um nada, um merda neste tempo de luta, enquanto nos despimos, enquanto caminhamos pelas ruas carregando no peito um grito … Continuar lendo

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7/20 – O Grande Gatsby – Scott Fitzgerald

“Sorriu compreensivamente – muito mais do que compreensivamente. Era um desses sorrisos raros que tem em si algo de segurança eterna, um desses sorrisos com que a gente talvez depare quatro ou cinco vezes na vida. Um sorriso que, por … Continuar lendo

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6/20 – Contos de Herman Melville

“Prefiro não fazê-lo.” Bartleby, o escrivão – um dos contos dessa coletânea do Herman Melville, da editora Cultrix – é perfeito retrato do trabalhador comum sob as engrenagens da máquina de moer gente também conhecida como capitalismo.

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5/20 – Um Anarquista e Outros Contos – Joseph Conrad

“Conversamos pela primeira vez no Museu Nacional, em Nápoles, nas salas do piso térreo que contém a famosa coleção de bronzes de Herculano e Pompéia, aquele maravilhoso legado de arte antiga, cujas delicadas perfeições foram preservadas pela fúria catastrófica de … Continuar lendo

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4/20 – Um Artista do Mundo Flutuante – Kazuo Ishiguro

“Sabe, Obasan, você deve pensar seriamente em aceitar essa oferta e mudar para algum outro lugar agora. É uma grande oportunidade. Mas estou aqui há tanto tempo, disse ela, e abanou com a mão a fumaça do cigarro. Podia abrir … Continuar lendo

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2/20 – Moby Dick – Herman Melville

“Mas de súbito, ao espreitar mais e mais as profundidades, ele viu bem longe, lá embaixo, uma branca mancha vivente, não maior do que uma doninha branca, subindo com admirável celeridade e aumentando ao emergir, até que se virou, e … Continuar lendo

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Os Homens Ocos – T.S. Eliot (1925)

I Nós somos os homens ocosOs homens empalhadosUns nos outros amparadosO elmo cheio de nada. Ai de nós!Nossas vozes dessecadas,Quando juntos sussurramos,São quietas e inexpressasComo o vento na relva secaOu pés de ratos sobre cacosEm nossa adega evaporada Fôrma sem … Continuar lendo

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Fevereiro – Matilde Campilho (2014)

Escute só, isto é muito sério. Anda, escuta que isso é sério! O mundo está tremendamente esquisito. Há dez anos atrás o Leon me disse que existe uma rachadura em tudo e que é assim que a luz entra, não … Continuar lendo

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Vão-se os anéis, fica Saturno

Casamento em ponto morto, almoçam sem troca de olhares. Breves tilintares dão cores ao longo silêncio, que interrompe-se com a pergunta fortuita: “Saturno é o que tem anéis, né?” #AmoremTemposdePandemia

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