Arquivo da tag: poema

O Dia Em Que Os Discos Voadores Chegaram – Neil Gaiman #umpoemapordia

Naquele dia, os discos voadores aterrissaram. Centenas deles, dourados, Em silêncio, descendo dos céus como se fossem grandes flocos de neve, E, os Terráqueos, estavam parados e observavam, enquanto eles desciam, Na espera, com bocas secas, aguardando para descobrir o … Continuar lendo

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Motivo – Cecilia Meirelles #umpoemapordia

Eu canto porque o instante existe e a minha vida está completa. Não sou alegre nem sou triste: sou poeta. Irmão das coisas fugidias, não sinto gozo nem tormento. Atravesso noites e dias no vento. Se desmorono ou se edifico, … Continuar lendo

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Verbo Ser – Carlos Drummond de Andrade #umpoemapordia

Que vai ser quando crescer? Vivem perguntando em redor. Que é ser? É ter um corpo, um jeito, um nome? Tenho os três. E sou? Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito? Ou a gente só … Continuar lendo

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Ouvir Estrelas – Olavo Bilac #umpoemapordia

Ora (direis) ouvir estrelas! Certo Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto, Que, para ouvi-Ias, muita vez desperto E abro as janelas, pálido de espanto … E conversamos toda a noite, enquanto A via láctea, como um pálio … Continuar lendo

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Augúrios da Inocência – William Blake #umpoemapordia

(Para ver um mundo em um grão de areia E um paraíso numa flor do campo, Segure o infinito na palma de sua mão E a eternidade em uma hora.) (A íntegra, em inglês, do poema de William Blake. Infelizmente … Continuar lendo

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Três poemas e uma entrevista do aniversariante Julio Cortázar

LA MOSCA Te tendré que matar de nuevo. Te maté tantas veces, en Casablanca, en Lima, en Cristianía, en Montparnasse, en una estancia del partido de Lobos, en el burdel, en la cocina, sobre un peine, en la oficina, en … Continuar lendo

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Do Desejo – Hilda Hilst #umpoemapordia

I Porque há desejo em mim, é tudo cintilância. Antes, o cotidiano era um pensar alturas Buscando Aquele Outro decantado Surdo à minha humana ladradura. Visgo e suor, pois nunca se faziam. Hoje, de carne e osso, laborioso, lascivo Tomas-me … Continuar lendo

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Asas – Italo Calvino

Poemas são asas A espera de pássaros É dolorosa a jornada das aves sem asas Que, por não conhecerem o céu, Ainda migalham metáforas pelo chão (trecho do conto A Aventura de um Poeta, do livro Os Amores Difíceis, de 1958)

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A Cruz da Estrada – Castro Alves

Caminheiro que passas pela estrada, Seguindo pelo rumo do sertão, Quando vires a cruz abandonada, Deixa-a em paz dormir na solidão. Que vale o ramo do alecrim cheiroso Que lhe atiras nos braços ao passar? Vais espantar o bando buliçoso … Continuar lendo

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Eterno – Carlos Drummond de Andrade #umpoemapordia

E como ficou chato ser moderno. Agora serei eterno. Eterno! Eterno! O Padre Eterno, a vida eterna, o fogo eterno. (Le silence éternel de ces espaces infinis m’effraie.) — O que é eterno, Yayá Lindinha? — Ingrato! é o amor … Continuar lendo

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