Livro reúne fotos de carros solitários dos anos 70 em Nova York

Este slideshow necessita de JavaScript.

Entre 1974 e 1976, o fotógrafo Langdon Clay percorreu as ruas de Nova York durante a noite para registrar velhos carangos (gíria da época para carrões), alguns em estado bem duvidoso, quase abandonados. Essa série de fotos foi publicada no final do ano passado num livro (Langdon Clay: Cars: New York City, 1974–1976) com 115 imagens – aqui, para comprar na Amazon.

Clay fotografou os carros com uma câmera Leica, tripé, lente de 40mm e filme Kodachrome, sempre com longas exposições (ou seja, velocidade muito baixa de obturador, o que dá um ar meio fantasmagórico para os ambientes ao redor dos carros). A premissa, básica: um carro, uma rua, um cenário de fundo. E as cores da noite.

“Eles são os reis da noite, aqueles Charges, Gremlins, Checkers, Galaxies 500, Fairlanes, Sables, Rivieras, LeSabres e Eldorados. Eles exibem sem vergonha alguma seus amassados, ferrugem e portas empenadas.”

Sempre que vejo um carro antigo, principalmente anos 70 ou 80, eu paro para admirar. São guerreiros sobreviventes, e têm um charme particular. Já tive minha cota de carros antigos – Marea, Kadett, Fusca, Gol bolinha, Parati – mas se algum dia voltar a ter um carro, certamente será uma dessas valorosas latas-velhas. Tipo uma Variant mostarda que vi certa vez na rua João Moura, em Pinheiros (SP). O cara queria 15 mil irreais – ficou querendo…

(fonte: Hyperallergic)

Publicado em carro, fotografia | Marcado com , , , , | Deixe um comentário

A Segunda Ida – Philip Levine #umpoemapordia

Novamente o
dia começa, mas
ninguém quer sua sanidade
ou sua claridade ofuscante. A luz do dia
não é o que viemos até aqui buscar.
Uma pitada de sal, um pingo de aguardente em nossa xícara
de lágrimas, um bilhete para a vida que virá, uma vida curta de
longas noites e amanheceres ausentes e um pouco de misericórdia no chá.

(tradução minha mesmo, desculpa qualquer coisa)

Original em inglês:

The Second Going

Again the
day begins, only
no one wants its sanity
or its blinding clarity. Daylight is
not what we came all this way for. A
pinch of salt, a drop of schnapps in our cup
of tears, the ticket to the life to come, a short life of
long nights & absent dawns & a little mercy in the tea.

Philip Levine é um poeta americano, nascido em Detroit (1928), ganhador do prêmio Pulitzer de Poesia em 1995. Suas obras têm como tema os operários e suas causas. Morreu em 2015, aos 87 anos, de câncer no pâncreas.

Publicado em Sem categoria | Marcado com , , , , | Deixe um comentário

Poema – Frank O’Hara (1950) #umpoemapordia

Se eu soubesse exatamente porque a castanheira
parece estar a ponto de flamejar ou morrer, suas pirâmides

tremulam, eu te contaria? Talvez não.
Nós devemos manter o interesse por selos estrangeiros,

horários de trem, placares de baseball, e
psicologia anormal, ou tudo se perde. Eu

poderia te contar além do que eu e você
suportaríamos, e eu suponho que você responderia

com gentileza. É uma coisa terrível se sentir como
quem faz um piquenique e esqueceu o almoço.

E todas as coisas se resolvem sozinhas,
elas se entendiam sem nós antes. Mas deus,

fez tudo então! E agora é a nossa árvore
que está em flamas, ainda florescendo, como se

não tivesse nada melhor para fazer! Não temos nós
um dever com ela, como se ela fosse uma mina de ouro

nós sucumbimos a íngremes montanhas desertas,
ou a uma criança suja, ou a um abscesso fatal?

Frank O’Hara foi um poeta e crítico de arte americano, um dos fundadores da chamada Escola de Nova York, que reunia teatro, pintura, poesia e música, sempre numa linguagem mais comum, sem afetação. Foi curador de arte no Museu de Arte Moderna de Nova York nos anos de 1960, mas abandonou o cargo para dedicar-se integralmente à literatura. Morreu atropelado, aos 40 anos.

Publicado em poesia | Marcado com , , | Deixe um comentário

Oficina de Safari Urbano em Brasília

Hoje recebi esta proposta de oficina de safari urbano em Brasília, dias 12 e 13 de maio. São 40 vagas e as inscrições são gratuitas. Na verdade, 39 vagas agora, porque uma já é minha. 🙂

A programação está bem interessante, com atividades internas (palestras e organização de roteiros de caminhadas) e caminhadas propriamente ditas pela cidade. Depois, o pessoal se reúne, analisa e avalia o resultado do roteiro elaborado e posto em prática.

Em toda cidade que morei (Rio, SP, Brasília), sempre circulei a pé por todo canto, a qualquer hora. Inicialmente por necessidade (a grana era curta, até pra pegar transporte público), depois por prazer e satisfação de corpo e mente.

Com o passar dos anos, fui desenvolvendo um bom ‘desconfiômetro’ pras armadilhas que toda cidade oferece, e também técnicas pra lidar com inúmeras situações e personagens urbanos, que nem sempre são agradáveis ou amistosos. Mas em geral, conheci pessoas e lugares incríveis com essas caminhadas – numa delas, pelo centro de SP, tive meu “dia perfeito” loureediano…

Captura de Tela 2017-05-02 às 16.14.29.png

Andar é a melhor forma de vc conhecer o lugar onde vive – e a si mesmo. Ou como bem diz o Guia para se Perder, da Sociedade Flaneur:

“Tome o seu tempo e aproveite a viagem. O resto é por conta da serendipidade e você.”

Publicado em comportamento | Marcado com , , , , | Deixe um comentário

Manifesto Banksy anti-publicidade, agora em HQ

(aqui, o manifesto em português)

Já assistiu ao documentário sobre o Banksy? Aproveita que tá no Youtube legendado em português!

Publicado em HQs e charges, politica | Marcado com , , | Deixe um comentário

Anonymous collective – Stereolab

You and me are molded by things
Well beyond our acknowledgment

You and me are shaped by some things
Well beyond our acknowledgment

Publicado em musica | Marcado com , , | Deixe um comentário

Lowdown – Wire

The time is too short
But never too long
To reach ahead
To project the image
Which will in time
Become a concrete dream
Another cigarette
Another day
From A to B
Again avoiding C, D, and E
‘Cause E’s
Where you play the blues
Avoiding a death
Is to win the game
To avoid relegation
The big E
Drowning in the big swim
Rising to the surface
The smell of you
That’s the lowdown
That’s the lowdown
Drowning in the big swim
Rising to the surface
The smell of you
That’s the lowdown

Wire é uma banda inglesa formada em 1976 e considerada uma das mais importantes da cena punk e pós-punk. Pink Flag é o primeiro disco da banda.

Publicado em musica | Marcado com , , , | Deixe um comentário