Arquivo da categoria: poesia

Aos que virão depois de nós – Bertold Brecht #umpoemapordia

Realmente, vivemos tempos muito sombrios! A inocência é loucura. Uma fronte sem rugas denota insensibilidade. Aquele que ri ainda não recebeu a terrível notícia que está para chegar. Que tempos são estes, em que é quase um delito falar de … Continuar lendo

Publicado em poesia | Marcado com , , , | Deixe um comentário

Não se mate – Carlos Drummond de Andrade #umpoemapordia

Carlos, sossegue, o amor é isso que você está vendo: hoje beija, amanhã não beija, depois de amanhã é domingo e segunda-feira ninguém sabe o que será. Inútil você resistir ou mesmo suicidar-se. Não se mate, oh não se mate, … Continuar lendo

Publicado em poesia | Marcado com , , , | Deixe um comentário

Poema – Frank O’Hara (1950) #umpoemapordia

Se eu soubesse exatamente porque a castanheira parece estar a ponto de flamejar ou morrer, suas pirâmides tremulam, eu te contaria? Talvez não. Nós devemos manter o interesse por selos estrangeiros, horários de trem, placares de baseball, e psicologia anormal, … Continuar lendo

Publicado em poesia | Marcado com , , | Deixe um comentário

A Poesia é uma Arma Carregada de Futuro – Gabriel Celaya #umpoemapordia

Quando já nada se espera particularmente exaltante, mas palpitamos e seguimos aquém da consciência, feramente existindo, cegamente afirmando como um pulso que golpeia as trevas; quando miramos de frente os vertiginosos olhos claros da morte; dizemos as verdades: as bárbaras, … Continuar lendo

Publicado em poesia | Marcado com , , , | 1 Comentário

Julga-me a gente toda por perdido – Luís de Camões #umpoemapordia

Julga-me a gente toda por perdido, Vendo-me tão entregue a meu cuidado, Andar sempre dos homens apartado E dos tratos humanos esquecido. Mas eu, que tenho o mundo conhecido, E quase que sobre ele ando dobrado, Tenho por baixo, rústico, … Continuar lendo

Publicado em poesia | Marcado com , , , | Deixe um comentário

Nem Sequer Sou Poeira – Jorge Luis Borges #umpoemapordia

Não quero ser quem sou. A avara sorte Quis-me oferecer o século dezassete, O pó e a rotina de Castela, As coisas repetidas, a manhã Que, prometendo o hoje, dá a véspera, A palestra do padre ou do barbeiro, A … Continuar lendo

Publicado em poesia | Marcado com , , | Deixe um comentário

#umpoemapordia Ana Cristina Cesar

Tenho uma folha branca e limpa à minha espera: mudo convite tenho uma cama branca e limpa à minha espera: mudo convite tenho uma vida branca e limpa à minha espera. (Ana Cristina Cesar)

Publicado em poesia | Deixe um comentário