Category Archives: poesia

Quem mandou? – Alice Ruiz #umpoemapordia

Você já veio com contra indicação altos riscos de contaminação não dei bola joguei a bula fora quem mandou? Chegou assim de vírus, radiação contaminando minh’ alma e coração não dei bola joguei a bula fora quem mandou? Tive febre … Continue lendo

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Missão – Leonard Cohen #umpoemapordia

Trabalhei no meu trabalho Dormi no meu sono Morri na minha morte E agora posso abandonar Abandonar aquilo que faz falta E abandonar aquilo que está cheio Necessidade de espírito E necessidade no Buraco Amada, sou teu Como sempre fui … Continue lendo

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Sol To – Arnaldo Antunes

    Fonte: Site oficial de Arnaldo Antunes

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Três poemas e uma entrevista do aniversariante Julio Cortázar

LA MOSCA Te tendré que matar de nuevo. Te maté tantas veces, en Casablanca, en Lima, en Cristianía, en Montparnasse, en una estancia del partido de Lobos, en el burdel, en la cocina, sobre un peine, en la oficina, en … Continue lendo

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Telegrama de Cora Coralina para Carlos Drummond de Andrade

Telegrama pra lá de poético de Cora Coralina para Carlos Drummond de Andrade, acho que  por conta do aniversário dele (31 de outubro). O telegrama é parte do acervo do Arquivo do Museu de Literatura Brasileira, da Fundação Casa de … Continue lendo

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Do Desejo – Hilda Hilst #umpoemapordia

I Porque há desejo em mim, é tudo cintilância. Antes, o cotidiano era um pensar alturas Buscando Aquele Outro decantado Surdo à minha humana ladradura. Visgo e suor, pois nunca se faziam. Hoje, de carne e osso, laborioso, lascivo Tomas-me … Continue lendo

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Asas – Italo Calvino

Poemas são asas A espera de pássaros É dolorosa a jornada das aves sem asas Que, por não conhecerem o céu, Ainda migalham metáforas pelo chão (trecho do conto A Aventura de um Poeta, do livro Os Amores Difíceis, de 1958)

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A Cruz da Estrada – Castro Alves

Caminheiro que passas pela estrada, Seguindo pelo rumo do sertão, Quando vires a cruz abandonada, Deixa-a em paz dormir na solidão. Que vale o ramo do alecrim cheiroso Que lhe atiras nos braços ao passar? Vais espantar o bando buliçoso … Continue lendo

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Eterno – Carlos Drummond de Andrade #umpoemapordia

E como ficou chato ser moderno. Agora serei eterno. Eterno! Eterno! O Padre Eterno, a vida eterna, o fogo eterno. (Le silence éternel de ces espaces infinis m’effraie.) — O que é eterno, Yayá Lindinha? — Ingrato! é o amor … Continue lendo

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Ao Amor Antigo – Carlos Drummond de Andrade

O amor antigo vive de si mesmo, não de cultivo alheio ou de presença. Nada exige nem pede. Nada espera, mas do destino vão nega a sentença. O amor antigo tem raízes fundas, feitas de sofrimento e de beleza. Por … Continue lendo

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