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Tag Archives: poesia
Gardênias e Hortênsias – Ná Ozzetti e José Miguel Wisnik #umpoemapordia
Gardênias e hortênsias Não façam nada Que me lembre Que a este mundo eu pertença Deixem-me pensar Que tudo não passa De uma terrível coincidência Subir No raio de uma estrela Subir até Sumir Subir até sumir No brilho puro … Continue lendo
Publicado em musica, poesia
Com a tag #umpoemapordia, José Miguel Wisnik, música, Ná e Zé, Ná Ozzetti, Paulo Leminski, poesia
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Vale – Lara Amaral #umpoemapordia
A rede presa entre dois morros uma altura que não meço em palmos balanço com pés e cabeça pendurados equilibrando o frio tenso no estômago meus cabelos não alcançam o chão são os cílios que varrem a vegetação quero dormir … Continue lendo
Fim – Mário de Sá-Carneiro #umpoemapordia
Quando eu morrer batam em latas, Rompam aos saltos e aos pinotes, Façam estalar no ar chicotes, Chamem palhaços e acrobatas! Que o meu caixão vá sobre um burro Ajaezado à andaluza… A um morto nada se recusa, Eu quero … Continue lendo
Publicado em poesia
Com a tag Fernando Pessoa, Fim, Mario de Sá-Carneiro, poesia
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Ciganos – Miguel Torga #umpoemapordia
Tudo o que voa é ave. Desta janela aberta A pena que se eleva é mais suave E a folha que plana é mais liberta. Nos seus braços azuis o céu aquece Todo o alado movimento. É no chão que … Continue lendo
Tira-Teima – Bernardo Vilhena #umpoemapordia
Tire a faca do peito e o medo dos olhos Ponha uns óculos escuros e saia por aí. Dando bandeira Tire o nó da garganta que a palavra corre fácil sem desculpas nem contornos Direta: do diafragma ao céu da … Continue lendo
Publicado em poesia
Com a tag #umpoemapordia, Bernardo Vilhena, poesia, Tira-Teima
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Adultos – Vladimir Maiakovski #umpoemapordia
Os adultos fazem negócios. Têm rublos nos bolsos. Quer amor? Pois não! Ei-lo por cem rublos! E eu, sem casa e sem teto, com as mãos metidas nos bolsos rasgados, vagava assombrado. À noite vestis os melhores trajes e ides … Continue lendo
Poema da Despedida – Mia Couto #umpoemapordia
Não saberei nunca dizer adeus Afinal, só os mortos sabem morrer Resta ainda tudo, só nós não podemos ser Talvez o amor, neste tempo, seja ainda cedo Não é este sossego que eu queria, este exílio de tudo, esta solidão … Continue lendo
Colcha de Retalhos – Celina de Holanda #umpoemapordia
No chão da casa depositei as malas E me sobraram braços (meu nome perdido em sua voz, não me chamava) era a noite onde as coisas terminam a interminável. Agora Setecentos e vinte e seis dias depois, Um ar de … Continue lendo
Narciso Cego – Thiago de Mello #umpoemapordia
Tudo o que de mim se perde acrescenta-se ao que sou. Contudo, me desconheço. Pelas minhas cercanias passeio — não me frequento. Por sobre fonte erma e esquiva flutua-me, íntegra, a face. Mas nunca me vejo: e sigo com face … Continue lendo
Simpatia – Casimiro de Abreu #umpoemapordia
Simpatia – é o sentimento Que nasce num só momento, Sincero, no coração; São dois olhares acesos Bem juntos, unidos, presos Numa mágica atração. Simpatia – são dois galhos Banhados de bons orvalhos Nas mangueiras do jardim; Bem longe às … Continue lendo