Fim – Mário de Sá-Carneiro #umpoemapordia

Quando eu morrer batam em latas,
Rompam aos saltos e aos pinotes,
Façam estalar no ar chicotes,
Chamem palhaços e acrobatas!

Que o meu caixão vá sobre um burro
Ajaezado à andaluza…
A um morto nada se recusa,
Eu quero por força ir de burro.

240px-Mário_de_Sá-CarneiroMário de Sá-Carneiro foi escritor e poeta modernista português do início do século 20. Foi amigo de Fernando Pessoa e morou em Paris, bancado pelo pai rico. Na capital francesa, abandonou os estudos na Sorbonne para curtir a vida boêmia. Suicidou-se aos 25 anos no hotel Nice, em MontMartre, em 1916, tomando cinco frascos de estricnina.

 

 

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