Provérbio zen

Quando o sapato cabe, o pé é esquecido

Tenis

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Capture o momento – Andre Gide

capture

Capture de cada momento sua novidade única e não prepare sua alegria. (Andre Gide)

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Foco!

foco

Capacete inventado em 1925, por Hugo Gernsback, para aumentar o foco e a concentração do usuário. Gernsback era membro da Sociedade Americana da Física e autor de ficção científica. Inventou a pilha e editou em 1926 uma revista exclusivamente dedicada à ficção científica, chamada Amazing Stories, onde se iniciaram escritores como Isaac Asimov e Arthur C. Clarke, entre outros.

 

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Esperança – Miguel Torga #umpoemapordia

Tantas formas revestes, e nenhuma
Me satisfaz!
Vens às vezes no amor, e quase te acredito.
Mas todo o amor é um grito
Desesperado
Que apenas ouve o eco…
Peco
Por absurdo humano:
Quero não sei que cálice profano
Cheio de um vinho herético e sagrado.

migual torgaPoema publicado originalmente no livro Penas do Purgatório, de 1954, 11o. livro de Miguel Torga, pseudônimo de Adolfo Correia da Rocha, poeta e escritor português. De família humilde, trabalhou na infância de porteiro, jardineiro e faxineiro. Foi seminarista e fez faculdade de Medicina. Seu primeiro livro de poemas, Ansiedade, é de 1928. Morou no Brasil entre 1920 e 1925 (dos 13 aos 18 anos). O pseudônimo Miguel Torga homenageia os escritores espanhóis Miguel de Cervantes e Miguel de Unamuno e a planta urze torga (ou urze), típica das montanhas de sua região, cuja raiz se estabelece na rocha.

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The Ultimate Jazz Collection – Blue Note (HQ)

Preciosidade da Blue Note que achei hoje no Youtube. Pra ficar escutando dias a fio. E desafio qualquer um a ficar indiferente em relação à primeira música… Ainda não achei a lista das músicas desse primeiro CD, só sei o nome da primeira: Sookie Sookie, com o guitarrista Grant Green. Assim que achar, publico aqui.

A segunda parte não fica atrás:

Saca o time:

1 – Black Byrd – Donald Byrd
2 – Alligator Bogaloo – Lou Donaldson
3 – Hi-Heel Sneakers – The Blue Mitchell Quintet
4 – Cantaloupe Island – Herbie Hancock
5 – Back to the Tracks – Tina Brooks
6 – There is the Bomb – Don Cherry
7 – Adam’s Apple – Wayne Shorter
8 – Passion Dance – McCoy Tyner
9 – Samba Yantra – Chick Corea
10 – Caravan – Duke Ellington
11 – A Night in Tunisia – Art Blakey and his Jazz Messengers

E a cereja do bolo é o vídeo acima, que o Marcos lá do Almanaque recomendou nos comentários aqui do post: show One Night with Blue Note, que reuniu no Town Hall de Nova York, em 1985, a nata dos artistas da gravadora para celebrar a sua ressurreição – o selo havia fechado as portas em 1980. O show tá na íntegra. Bom som!

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A Estrada – Manuel Bandeira #umpoemapordia

Estrada Himachal Pradesh, na Índia

Estrada Himachal Pradesh, na Índia

Esta estrada onde moro, entre duas voltas do caminho,
Interessa mais que uma avenida urbana.
Nas cidades todas as pessoas se parecem.
Todo o mundo é igual. Todo o mundo é toda a gente.
Aqui, não: sente-se bem que cada um traz a sua alma.
Cada criatura é única.
Até os cães.
Estes cães da roça parecem homens de negócios:
Andam sempre preocupados.
E quanta gente vem e vai!
E tudo tem aquele caráter impressivo que faz meditar:
Enterro a pé ou a carrocinha de leite puxada por um
[bodezinho manhoso.
Nem falta o murmúrio da água, para sugerir, pela voz
[dos símbolos,
Que a vida passa! Que a vida passa!
E a mocidade vai acabar.

(Poema de Manoel Bandeira, de 1921)

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Black Keys estão mais ‘black’ do que nunca

Black Keys

Os caras do Black Keys estão com novo álbum na praça: Turn Blue, oitavo disco da banda, lançado em 12 de maio. Parece que é um som mais pra baixo, refletindo um pouco o momento difícil do guitarrista Dan Auerbach, que se separou recentemente. Achei duas músicas desse novo disco no Youtube:

O lance é ficar ligado no canal oficial da banda no Youtube pra novas publicações – muito em breve devem subir o disco na íntegra.

O site Vulture (da revista semanal New York) fez uma análise bem interessante desse clima meio soturno, publicando trechos estranhos de cada uma das músicas de Turn Blue, talvez reflexo direto da assombração de antigos músicos de blues que sempre influenciaram a dupla.

A letra da música que dá título ao novo disco:

In the dead of the night I start to lose control
But I still carry the weight like I’ve always done before
It gets so heavy at times but what more can I do
I got to stay on track just like pops told me to

I really don’t think you know
there could be hell below, below
I really do hope you know
there could be hell below, below

When the music is done and all the lights are low
I will remember the times when love would really glow
I could dream ahead before my world turn blue
And the light inside would only shine for you

I really don’t think you know
there could be hell below, below
I really do hope you know
there could be hell below, below.

E aí, curtiu? Então baixe ou compre o disco (CD ou LP), e curta o som. Também rola de escutar no Youtube, várias músicas estão disponíveis no canal da banda.

 

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Eu aguardo. Mas não espero nada. (Jacques Lacan)

lacan

“Eu aguardo. Mas não espero nada.” Jacques Lacan

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The Weight – The Band

I pulled into Nazareth, was feelin’ about half past dead
I just need some place where I can lay my head
“Hey, mister, can you tell me where a man might find a bed?”
He just grinned and shook my hand, “no” was all he said

Take a load off, Fanny
Take a load for free
Take a load off, Fanny
And (and) (and) you put the load right on me
(You put the load right on me)

I picked up my bag, I went lookin’ for a place to hide
When I saw Carmen and the Devil walkin’ side by side
I said, “Hey, Carmen, come on let’s go downtown”
She said, “I gotta go but my friend can stick around”

Take a load off, Fanny
Take a load for free
Take a load off, Fanny
And (and) (and) you put the load right on me
(You put the load right on me)

Go down, Miss Moses, there’s nothin’ you can say
It’s just ol’ Luke and Luke’s waitin’ on the Judgment Day
“Well, Luke, my friend, what about young Anna Lee?”
He said, “Do me a favor, son, won’t you stay and keep Anna Lee company?”

Take a load off, Fanny
Take a load for free
Take a load off, Fanny
And (and) (and) you put the load right on me
(You put the load right on me)

Crazy Chester followed me and he caught me in the fog
He said, “I will fix your rack if you’ll take Jack, my dog”
I said, “Wait a minute, Chester, you know I’m a peaceful man”
He said, “That’s okay, boy, won’t you feed him when you can”

Yeah, take a load off, Fanny
Take a load for free
Take a load off, Fanny
And (and) (and) you put the load right on me
(You put the load right on me)

Catch a cannon ball now to take me down the line
My bag is sinkin’ low and I do believe it’s time
To get back to Miss Fanny, you know she’s the only one
Who sent me here with her regards for everyone

Take a load off, Fanny
Take a load for free
Take a load off, Fanny
And (and) (and) you put the load right on me
(You put the load right on me)

music from big pink(música do grupo The Band, lançada no disco de estréia da banda, Music From Big Pink, de 1969 – clique aqui para escutá-lo na íntegra. Fez parte da trilha sonora do filme Easy Rider, dirigido em 1969 por Dennis Hopper e foi um dos hinos do festival de Woodstock no mesmo ano. Segundo o autor Robbie Robertson, foi inspirada em filmes de Luis Buñuel. Diversos artistas fizeram versões, como Aretha Franklin, com Duane Allman na guitarra)

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O que te interessa?

– Tenho uma defesa secreta, sr. Wormold. Interesso-me pela vida.

– Eu também, mas…

– O senhor se interessa por pessoas, não pela vida, e as pessoas morrem ou nos abandonam… Desculpe-me. Não me referia à sua esposa. Mas, se estivermos interessados na vida, ela jamais nos decepcionará. Eu me interesso pelo tom azulado do queijo. O senhor não faz palavras cruzadas, não é, sr. Wormold? Eu faço, e elas são como as pessoas: a gente chega a um fim. Posso terminar qualquer palavra cruzada no espaço de uma hora, mas tenho uma teoria, quanto ao tom azulado do queijo, que jamais chegará a uma conclusão… embora, claro, a gente sonhe que, talvez, possa chegar um momento em que…

– Preciso ir embora, Hasselbacher.

– Devia sonhar mais, sr. Wormold. A realidade é algo que não se deve enfrentar.

graham(Trecho do romance Nosso Homem em Havana, de 1958, do escritor e jornalista inglês Graham Greene. Publicou cerca de 60 livros em sua carreira, muitos dos quais tendo a espionagem como tema. Seu primeiro sucesso foi O Expresso do Oriente, de 1932.)

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