Creio que cultivo tensões
como flores
num bosque onde
ninguém vai.
Cada ferida é perfeita,
fecha-se em si mesma num minúsculo
botão imperceptível,
fazendo dor.
A dor é uma flor como aquela
como este,
como aquele,
como esta.

I think I grow tensions
like flowers
in a wood where
nobody goes.
Each wound is perfect,
encloses itself in a tiny
imperceptible blossom,
making pain.
Pain is a flower like that one,
like this one,
like that one,
like this one.
(Tradução: Vanderley Mendonça)
Robert Creely é um poeta e professor universitário americano, integrante da geração conhecida como ‘poetas da Black Mountain’ (anos 1950 e 1960) e também da Geração Beat. Privilegia em seus versos a percepção das coisas e os ritmos da fala. Sua poesia é minimalista, lacônica, direta. Seu primeiro livro, For Love – Poems 1950-1960, foi publicado em 1962.
As imagens não me saem da cabeça. Cada cena da
Poeta sérvio-americano, nascido em 1938 em Belgrado, da ex-Iugoslávia. É também tradutor e ensaísta. Seus primeiros poemas foram publicados em 1959 e seu primeiro livro, What the Grass Says, em 1967. Em 1990 ganhou o Prêmio Pulitzeer com o livro The World Doesn’t End. Seu trabalho tem traços surrealistas, com ênfase no absurdo e fantástico nas situações cotidianas.