Bom Conselho – Maria Bethânia

Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado, quem espera nunca alcança

Ouça, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar

Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
Eu semeio o vento
Na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade
Eu semeio o vento
Na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade
Vou pra rua e bebo a tempestade
Vou pra rua e bebo a tempestade

Quando_o_carnaval_chegar(música da trilha sonora do filme Quando o Carnaval Chegar, de 1972, dirigido por Cacá Diegues, com composições de Chico Buarque e, além de Maria Bethânia, conta também com a participação de Nara Leão)

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Lembrança x esquecimento – Gabriel Garcia Marquez (1928-2014)

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Déjà Moo

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Banksy de volta à labuta

Parece que o grafiteiro inglês voltou à ativa na Inglaterra. Duas novas obras foram vistas pelas ruas inglesas, mas a autoria ainda não foi confirmada. Mas que parecem Banksy, sem dúvida. Veja:

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(fonte: Huffington Post)

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Mulher apaixonada

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“Soque um homem no nariz, chute um velho escadas abaixo, atire em alguém, esse é o meu trabalho. Mas discutir com mulher apaixonada? Não, obrigado!”

(trecho de O Mestre e Margarida, livro escrito entre 1928 e 1940 por Mikhail Bulgákov)

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Clandestino – Playing For Change

Solo voy con mi pena
Sola va mi condena
Correr es mi destino
Para burlar la ley

Perdido en el corazón
De la grande babylon
Me dicen el clandestino
Por no llevar papel

Pa’ una ciudad del norte
Yo me fui a trabajar
Mi vida la dejé
Entre ceuta y gibraltar

Soy una raya en el mar
Fantasma en la ciudad
Mi vida va prohibida
Dice la autoridad

Solo voy con mi pena
Sola va mi condena
Correr es mi destino
Por no llevar papel

Perdido en el corazón
De la grande babylon
Me dicen el clandestino
Yo soy el quiebra ley

Mano negra clandestina
Peruano clandestino
Africano clandestino
Marihuana ilegal

Solo voy con mi pena
Sola va mi condena
Correr es mi destino
Para burlar la ley

Perdido en el corazón
De la grande babylon
Me dicen el clandestino
Por no llevar papel

Argelino clandestino
Nigeriano clandestino
Boliviano clandestino
Mano negra ilegal

clandestino(canção-título do primeiro álbum do cantor e compositor francês Manu Chao, ex-integrante do grupo Mano Negra, que homenageava uma organização anarquista que atuava na Andaluzia (Espanha) no final do século 19. Em 1992, o grupo fez se apresentou na Rio Eco 92, convenção mundial de meio ambiente. O show, nos Arcos da Lapa, contou com a presença de Jello Biafra, ex-vocalista da banda punk Dead Kennedys.)

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CiGaNa – Vassíli Kamiênski #umpoemapordia

VONTADE-DESABoTOADA
CORAÇÃO – sem COURAÇA
IDEIAS – sem CHAPÉU na
almA DESATADA
as MaRgEnS TRANSBORDARAM
LENHA 2 braçadas
ESPINGARDA e MachadO e
GALHAS DE RENA
teNdA e FogUeirA e
ARPÃO em fARPA
DANÇA com castanHolas Feiticeira
SOU CAÇADOR – éS ao que CaçA
desGarrada CorçA
um beijo

DÁ-ME o xale esburacado
EIS mINHA pele de URSO
VEM tresNOITAR MEU CURSO
VADIAR COM CANÇÕES
A Vida É UM DOMINGO
TeUs OLHOS – DOIS CARVÕES
LÁBIOS – CEREJAS EsmagadAs
Os SeioS um TERREMOTO

vassili(poema de 1914, tradução de Augusto de Campos. Vassíli Kamiênsky nasceu em 1884 em Perm, na parte européia da Rússia. Publicou seus primeiros trabalhos aos 20 anos e foi preso aos 21 por participar de greves contra o governo do czar Nicolau II. Foi um grande aviador e um dos organizadores do grupo cubo-futurista em 1910. Viajou pela Rússia entre 1913 e 1914 com Maiakovski e Burliuk para leitura de poemas ao povo e fazer conferências.)

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Em entrevista, Harold Bloom fala sobre amor literário, Rei Lear, autoconhecimento e leitura passiva

bloom

“Se Falstaff e Hamlet são ilusórios, então o que somos eu e você?”

Excelente a entrevista com o crítico literário e professor Harold Bloom hoje na Folha. É o tipo de sujeito que não faz concessões em relação ao que considera boa literaturaShakesperiano até o último fio de cabelo e defensor da literatura formalista (a arte pela arte), é criticado por desprezar a cultura pop literária e desconfiar da qualidade de autores só porque fazem parte de determinados grupos minoritários, conforme explicitou na entrevista à Folha:

“É bobagem acreditar que você pode beneficiar grupos insultados, explorados ou desfavorecidos lendo e ensinando a ler obras menores só por causa da pigmentação da pele, orientação sexual, gênero ou origem étnica.”

CONTOS_E_POEMAS_PARA_CRIANCAS_EXTREMAMEN_1262394340PAnos atrás eu comprei os quatro volumes da antologia Contos e Poemas para Crianças Extremamente Inteligentes de Todas as Idades, que reúne 39 contos e fábulas e 74 poemas clássicos da literatura mundial. Uma maravilha. Independentemente das suas posições estéticas literárias , sou seu fã por me oferecer o caminho para conhecer excelentes autores de acordo com o bom senso estético que eu sei que ele tem – e tendo até a concordar com algumas de suas posições formalistas em relação à literatura, ainda que goste também de autores mais populares (sem que pra isso precise endeusá-los e colocá-los em patamares aos quais não pertencem. Cada macaco no seu galho…)

Seu último livro, A Anatomia da Influência, foi lançado no Brasil em 2013. “É o meu canto do cisne”, afirmou Bloom, que está com 83 anos e saúde muito frágil. O livro comenta obras de autores como Shakespeare, Walt Whitman, Paulo Valéry, Shelly, John Milton e James Joyce, entre outros. Um manjar para quem gosta de literatura.

Outros bons trechos da entrevista com Bloom na Folha:

O que é “amor literário”?
Você está apaixonado? Mesma coisa. Incluindo inevitáveis ambivalências, dificuldades, incompreensões.

—-

Por isso encorajo estudantes a lerem em voz alta, a irem a um lugar onde possam ficar sozinhos e ler em voz alta. Ler de verdade, ler Shakespeare, ou os poetas Wordsworth, ou Wallace Stevens, ou Hart Crane, algum escritor difícil, é um processo extremamente ativo no qual você tem que lutar com todas as suas faculdades, mesmo se não puder compreender tudo, para tirar mais daquilo.

Já com o visual, mesmo que exista alto como olhar de forma reativa (não que eu saiba muito sobre isso, não sou guiado pelo visual, sou orientado puramente pelo verbal), como o visual é muito fácil relaxar e ser passivo. Você não pode ler passivamente.

Leia aqui a íntegra da entrevista.

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Viver exige coragem

shaw

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Swing, swing, swing!

Nova Orleans é uma das cidades que eu moraria facilmente. É a Salvador dos Estados Unidos – altamente sensual, musical e com uma comida saborosa (e apimentada, claro). Passei uma semana de lua-de-mel por lá e, depois, mais quatro dias por conta de um congresso de tecnologia da informação, convidado por uma das empresas (era repórter do JB na época). Isso em 2000. Era quase ‘local’ – não só na turística Bourbon Street como também nas adjascências, já que perambulava bastante.

Garimpando vídeos de swing ontem à noite no Youtube, me deparei com essa maravilha. Irresistível:

(o som acima foi sucesso na voz da Ella Fitzgerald, confira aqui)

Como ficar parado? Impossível. Vi várias apresentações do tipo pelas ruas da cidade, e também pelos bares. Em praticamente todo canto tinha um som rolando, e não poucas vezes era de swing como no vídeo acima.

O swing até hoje levanta a poeira de qualquer tipo de salão. Tem rolado há um tempo um certo revival do ritmo, aparecendo bandas novas que reciclaram o gênero, incluindo elementos eletrônicos e outras modernidades. Um dos meus grupos preferidos nessa linha é o The Electric Swing Circus, ingleses de Birmingham:

E no final da noite ontem descobri este outro, Parov Stelar Trio, liderado por um DJ austríaco:

Bateu o pézinho, não foi? Pode confessar… 🙂

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