PDF grátis da obra “Tempo e narração”, de Paul Ricoeur

Dica preciosa! E vai direto pra Biblioteca d’O Escriba.

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

Eu Amo Você – Tim Maia

Toda vez que eu olho
Toda vez que eu chamo
Toda vez que eu penso
Em lhe dar
Ah! Ah!

O meu amor
Oh! Oh!
Meu coração
(Pensa que não vai ser possível!)
De lhe encontrar
(Pensa que não vai ser possível!)
De lhe amar
(Pensa que não vai ser possível!)
De Conquistá-la

Eu amo você, menina
Eu amo você!
Eu amo você, menina
Uh! Uh!
Eu amo você!

Toda vez que eu olho
Toda vez que eu chamo
Toda vez que eu penso
Em lhe dar
Ah! Ah!

O meu amor
Oh! Oh!
Meu coração
(Pensa que não vai ser possível!)
De lhe encontrar
(Pensa que não vai ser possível!)
De lhe amar
(Pensa que não vai ser possível!)
Te conquistar
Ah!

Eu amo você, menina
Eu amo você! juro!
Eu amo você, menina
Uh! Uh!
Eu amo você!

Eu te amo! Eu te amo!

tim(música do disco de estréia do cantor e compositor Tim Maia, chamado apenas ‘Tim Maia‘, lançado em 1970)

Publicado em musica | Com a tag , , , | Deixe um comentário

Do Desejo – Hilda Hilst #umpoemapordia

I

Porque há desejo em mim, é tudo cintilância.
Antes, o cotidiano era um pensar alturas
Buscando Aquele Outro decantado
Surdo à minha humana ladradura.
Visgo e suor, pois nunca se faziam.
Hoje, de carne e osso, laborioso, lascivo
Tomas-me o corpo. E que descanso me dás
Depois das lidas. Sonhei penhascos
Quando havia o jardim aqui ao lado.
Pensei subidas onde não havia rastros.
Extasiada, fodo contigo
Ao invés de ganir diante do Nada.

II

Ver-te. Tocar-te. Que fulgor de máscaras.
Que desenhos e rictus na tua cara
Como os frisos veementes dos tapetes antigos.
Que sombrio te tornas se repito
O sinuoso caminho que persigo: um desejo
Sem dono, um adorar-te vívido mas livre.
E que escura me faço se abocanhas de mim
Palavras e resíduos. Me vêm fomes
Agonias de grandes espessuras, embaçadas luas
Facas, tempestade. Ver-te. Tocar-te.
Cordura.
Crueldade.

III

Colada à tua boca a minha desordem.
O meu vasto querer.
O incompossível se fazendo ordem.
Colada à tua boca, mas descomedida
Árdua
Construtor de ilusões examino-te sôfrega
Como se fosses morrer colado à minha boca.
Como se fosse nascer
E tu fosses o dia magnânimo
Eu te sorvo extremada à luz do amanhecer.

IV

Se eu disser que vi um pássaro
Sobre o teu sexo, deverias crer?
E se não for verdade, em nada mudará o Universo.
Se eu disser que o desejo é Eternidade
Porque o instante arde interminável
Deverias crer? E se não for verdade
Tantos o disseram que talvez possa ser.
No desejo nos vêm sofomanias, adornos
Impudência, pejo. E agora digo que há um pássaro
Voando sobre o Tejo. Por que não posso
Pontilhar de inocência e poesia
Ossos, sangue, carne, o agora
E tudo isso em nós que se fará disforme?

V

Existe a noite, e existe o breu.
Noite é o velado coração de Deus
Esse que por pudor não mais procuro.
Breu é quando tu te afastas ou dizes
Que viajas, e um sol de gelo
Petrifica-me a cara e desobriga-me
De fidelidade e de conjura. O desejo
Este da carne, a mim não me faz medo.
Assim como me veio, também não me avassala.
Sabes por quê? Lutei com Aquele.
E dele também não fui lacaia.

(Trechos de poema publicado no livro “Do desejo“, Editora Pontes – Campinas (SP), 1992)

Publicado em poesia | Com a tag , , , , | Deixe um comentário

Asas – Italo Calvino

Poemas são asas
A espera de pássaros

É dolorosa a jornada das aves sem asas
Que, por não conhecerem o céu,
Ainda migalham metáforas pelo chão

(trecho do conto A Aventura de um Poeta, do livro Os Amores Difíceis, de 1958)

Publicado em livros, poesia | Com a tag , , , , | Deixe um comentário

Brincadeiras de criança pelo mundo

Este slideshow necessita de JavaScript.

(Fonte: Awecic)

Não quero adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto;
e velhos, para que nunca tenham pressa.

(Oscar Wilde)

Publicado em fotografia | Com a tag , , , , | Deixe um comentário

A Cruz da Estrada – Castro Alves

Caminheiro que passas pela estrada,
Seguindo pelo rumo do sertão,
Quando vires a cruz abandonada,
Deixa-a em paz dormir na solidão.

Que vale o ramo do alecrim cheiroso
Que lhe atiras nos braços ao passar?
Vais espantar o bando buliçoso
Das borboletas, que lá vão pousar.

É de um escravo humilde sepultura,
Foi-lhe a vida o velar de insônia atroz.
Deixa-o dormir no leito de verdura,
Que o Senhor dentre as selvas lhe compôs.

Não precisa de ti. O gaturamo
Geme, por ele, à tarde, no sertão.
E a juriti, do taquaral no ramo,
Povoa, soluçando, a solidão.

Dentre os braços da cruz, a parasita,
Num abraço de flores, se prendeu.
Chora orvalhos a grama, que palpita;
Lhe acende o vaga-lume o facho seu.

Quando, à noite, o silêncio habita as matas,
A sepultura fala a sós com Deus.
Prende-se a voz na boca das cascatas,
E as asas de ouro aos astros lá nos céus.

Caminheiro! do escravo desgraçado
O sono agora mesmo começou!
Não lhe toques no leito de noivado,
Há pouco a liberdade o desposou.

(Poema de Castro Alves, de 1865)

Publicado em poesia | Com a tag , , | Deixe um comentário

Três coisas – Fernando Sabino

Estrada. Foto: Jorge Henrique Cordeiro

“De tudo, ficaram três coisas: a certeza de que ele estava sempre começando, a certeza de que era preciso continuar e a certeza de que seria interrompido antes de terminar. Fazer da interrupção um caminho novo. Fazer da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sono uma ponte, da procura um encontro.”

(trecho de O Encontro Marcado, livro de Fernando Sabino, publicado em 1956)

Publicado em livros | Com a tag , , , | Deixe um comentário

Black Hand, o Banksy iraniano

Este slideshow necessita de JavaScript.

Ninguém sabe se esse Black Hand, que assina os grafites feitos pelas ruas de Teerã, é um artista anônimo ou um coletivo de artistas. Seja como for, suas obras estão fazendo barulho – nas ruas e nas redes sociais pela internet. O ‘Banksy iraniano’, como vem sendo chamado, se mostra tão afiado quanto seu companheiro britânico. Tem mais coisas dele aqui.

(Fonte: Global Voices)

Publicado em arte | Com a tag , , , , , , | Deixe um comentário

Playlist de álbuns completos de MPB

De uns tempos pra cá, comecei a fazer algumas playlists no Youtube – de filmes brasileiros estrangeiros, documentários, álbuns completos internacionais e de MPB. É impressionante como tem coisa atualmente no YT. Um ou outro acaba saindo do ar por questões de direitos autorais, encerramento da conta do usuário que subiu o arquivo, e por aí vai. Mas no saldo geral, as playlists não sofreram grandes perdas – sempre acabo achando novamente o arquivo retirado.

Hoje, minha playlist de MPB chegou a 100 discos, com a inclusão de álbuns da galera de Pernambuco – Siba, Mestre Ambrósio, Comadre Fulozinha, Paêbirú (com Lula Cortês e Zé Ramalho) – e dois discos do A Barca do Sol.

Se algum estiver fora do ar, me avisa que eu substituo.

Publicado em brasil, musica | Com a tag , , | Deixe um comentário

Gaza, as redes sociais e o futuro dos meios tradicionais

É a força das formiguinhas contra a voracidade dos tubarões…

Avatar de ColeguinhasColeguinhas, uni-vos!

O enésimo massacre em Gaza apresenta algo diferente no front: as redes sociais. Por meio delas, os israelenses estão sendo pressionados como nunca antes, quando sempre contaram com um quase silêncio cúmplice dos meios de comunicação tradicionais. Essa mudança é analisada aqui por um coleguinha do Channel 4 e levanta questões sobre o futuro reservado a esses meios: estarão eles destinados a serem apenas checadores de informações veiculadas nas mídias sociais (como aqui) ou há esperança de que possam trazer para dentro de sua cadeia produtiva essa nova força, como especula o newsosaur Alan D. Mutter aqui?

Gracias ao amigo luso-brasileiro, professor Luiz Carlos Mansur, pelas dicas inglesas.

Ver o post original

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário