Fotografia; Mikko Lagerstedt

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Mikko Lagerstedt é um fotógrafo Finlandes que tem feito muito sucesso no mundo da fotografia. Sua pagina no Facebook conta com mais de 800mil seguidores do mundo todo. Sua característica é fotografar longas exposições do céu, paisagens e coisas comuns do mundo, trazendo o brilho próprio na arte.

Em seu site oficial ele diz que decidiu que era isso o que queria para sua vida quando estava dirigindo e viu uma cena que ficou maravilhado. Era depois de um dia de chuva, o sol começou a brilhar, e o nevoeiro estava subiu nos campos, ele disse que ficou maravilhado com isso e resolveu capturar.

sdsd TRANQUIL MIST

strangeways STRANGE WAYS

mikkolagerstedt_stranger STRANGER

Mikko-Lagerstedt-Illuminating-Night ILLUMINATED NIGHT

Mikko-Lagerstedt-Cabin-Life CABIN LIFE

download (7) LOST WORLD

Mikko-Lagerstedt-Pathway PATHWAY

download (8) SEARCHING FOR HORIZON

moveon MOVE ON

Mikko-Lagerstedt-Night-Flight NIGHT FLIGHT

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Poema Didático – Paulo Mendes Campos #umpoemapordia

Não vou sofrer mais sobre as armações metálicas do mundo
Como o fiz outrora, quando ainda me perturbava a rosa.
Minhas rugas são prantos da véspera, caminhos esquecidos,
Minha imaginação apodreceu sobre os lodos do Orco.
No alto, à vista de todos, onde sem equilíbrio precipitei-me,
Clown de meus próprios fantasmas, sonhei-me,
Morto do meu próprio pensamento, destruí-me,
Pausa repentina, vocação de mentira, dispersei-me,
Quem sofreria agora sobre as armações metálicas do mundo,
Como o fiz outrora, espreitando a grande cruz sombria
Que se deita sobre a cidade, olhando a ferrovia, a fábrica,
E do outro lado da tarde o mundo enigmático dos quintais.
Quem, como eu outrora, andaria cheio de uma vontade infeliz,
Vazio de naturalidade, entre as ruas poentas do subúrbio
E montes cujas vertentes descem infalíveis ao porto de mar?

Meu instante agora é uma supressão de saudades. instante
Parado e opaco. Difícil se me vai tornando transpor este rio
Que me confundiu outrora. Já deixei de amar os desencontros.
Cansei-me de ser visão, agora sei que sou real em um mundo real.
Então, desprezando o outrora, impedi que a rosa me perturbasse.
E não olhei a ferrovia – mas o homem que sangrou na ferrovia –
E não olhei a fábrica – mas o homem que se consumiu na fábrica –
E não olhei mais a estrela – mas o rosto que refletiu o seu fulgor.
Quem agora estará absorto? Quem agora estará morto?
O mundo, companheiro, decerto não é um desenho
De metafísicas magnificas (como imaginei outrora)
Mas um desencontro de frustrações em combate.
Nele, como causa primeira, existe o corpo do homem –
cabeça, tronco, membros, as pirações e bem estar…

E só depois consolações, jogos e amarguras do espírito.
Não é um vago hálito de inefável ansiedade poética
Ou vaga advinhação de poderes ocultos, rosa
Que se sustentasse sem haste, imaginada, como o fiz outrora.
O mundo nasceu das necessidades. O caos, ou o Senhor,
Não filtraria no escuro um homem inconsequente,
Que apenas palpitasse no sopro da imaginação. O homem
É um gesto que se faz ou não se faz. Seu absurdo –
Se podemos admiti-lo – não se redime em injustiça.
Doou-nos a terra um fruto. Força é reparti-lo
Entre os filhos da terra. Força – aos que o herdaram –
É fazer esse gesto, disputar esse fruto. Outrora,
Quando ainda sofria sobre as armações metálicas do mundo,
Acuado como um cão metafísico, eu gania para a eternidade,
Sem compreender que, pelo simples teorema do egoísmo,
A vida enganou a vida, o homem enganou o homem.
Por isso, agora, organizei meu sofrimento ao sofrimento de todos:
se multipliquei a minha dor,
Também multipliquei a minha esperança.

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E então, que quereis? – Vladimir Maiakovski #umpoemapordia

correnteza

Fiz ranger as folhas de jornal
abrindo-lhes as pálpebras piscantes.
E logo
de cada fronteira distante
subiu um cheiro de pólvora
perseguindo-me até em casa.
Nestes últimos vinte anos
nada de novo há
no rugir das tempestades.

Não estamos alegres,
é certo,
mas também por que razão
haveríamos de ficar tristes?
O mar da história
é agitado.
As ameaças
e as guerras
havemos de atravessá-las,
rompê-las ao meio,
cortando-as
como uma quilha corta
as ondas.

(Vladimir Maiakóvski, tradução de E. Carrera Guerra )

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Uma temporada no inferno

Outrora, se bem me lembro, minha vida era um festim onde se abriam todos os corações, onde corriam todos os vinhos.

Uma noite, sentei a Beleza em meus joelhos. — E encontrei-a amarga. — E insultei-a.

Levantei-me em armas contra a justiça.

Fugi. Ó bruxas, ó miséria, ó ódio, é a vós que meu tesouro foi confiado!

Consegui extirpar de meu espírito toda esperança humana. Pulei sobre toda alegria, para estrangulá-la, com o salto silencioso da fera.

Chamei os carrascos para, ao morrer, morder a coronha de seus fuzis. Chamei os flagelos para afogar-me com a areia, o sangue. A desgraça foi meu deus. Chafurdei na lama. Sequei-me ao ar do crime. E preguei boas peças à loucura.

E a primavera me trouxe o pavoroso riso do idiota.

Recentemente, quando me encontrava nas últimas, pensei procurar a chave do antigo festim, onde talvez eu recobraria o apetite.

A caridade é a chave. Esta inspiração prova que eu sonhava!

“Continuarás sendo hiena, etc…”, exclama o demônio que me coroou com tão amáveis papoulas. “Recebe a morte com todos seus apetites, e teu egoísmo e todos os pecados capitais”.

Ah! foi o que fiz, e em excesso: — Mas, caro Satã, eu te conjuro; um olhar menos irritado! e, na espera de algumas pequenas infâmias em atraso, para ti que preferes no escritor a ausência de faculdades descritivas ou instrutivas, eu destaco algumas folhas horrendas de meu caderno de condenado.

(trecho do poema Uma Temporada no Inferno, de Arthur Rimbaud)

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Fotógrafa australiana registra as lutas e esperanças de mulheres pelo mundo

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Série da fotógrafa australiana Ilana Rose registra mulheres e suas lutas pelo mundo. Em entrevista à revista eletrônica Vice, Ilana conta um pouco de suas andanças por campos de refugiados, vilarejos escondidos e lugares de muita pobreza – e também de muita esperança.

Rose gosta de fotografar temas ligados à justiça social, culturas alternativas e mundos que fogem aos radares do convencional, como a luta aborígena na Austrália, gangues de trens suburbanos e grafiteiros (quando estes ainda não eram moda). Seu último projeto foca nas desigualdades de gênero pelo mundo, ao qual se dedicou por quatro anos, viajando por países da África, América do Sul e Sudeste Asiático.

O que Ilana Rose pode perceber em suas recentes viagens para registrar a situação de mulheres pobres pelo mundo é que a luta contra as desigualdades de gênero é uma luta por sobrevivência. “Não há empregos e famílias inteiras abandonam suas terras em busca de melhores oportunidades. Um grande problema de gênero é que as meninas não são enviadas às escolas. Todos dizem que a educação é a chave para sair da armadilha da pobreza, mas as meninas são frequentemente as que fazem coisas cotidianas, como pegar água em poços distantes – o que oferece grandes riscos, porque elas andam por quilômetros sozinhas.”

 

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O que tem a sociedade que te decepciona tanto?

 

O que tem a sociedade que te desaponta tanto?

Ah, eu não sei.

Seria o fato de que nós coletivamente pensávamos que o Steve Jobs era um grande cara, mesmo depois de sabermos que ele fez bilhões nas costas de crianças? Ou talvez seja porque parece que todos os nossos heróis sejam falsos? O mundo em si é um grande embuste, enchemos o saco um do outro com um monte de comentários de merda, nossas redes sociais falseando essa intimidade toda. Ou será que é porque votamos por isso? Não com nossas eleições fraudadas, mas com nossas coisas, nossa propriedade, nosso dinheiro. Não estou dizendo nada de novo, todos nós sabemos porque fazemos isso, não porque os livros de Jogos Vorazes nos deixam felizes, mas porque queremos ser sedados. Porque é doloroso não fingir, porque somos covardes. Foda-se a sociedade.

++++
What is it About Society That Disappoints You So Much?

Oh, I don’t know.

Is it that we collectively thought Steve Jobs was a great man, even when we knew he made billions off the backs of children? Or maybe it’s that it feels like all our heroes are counterfeit? The world itself just one big hoax, spamming each other with our burning commentary bullshit, masquerading this insight; our social media faking this intimacy. Or is it that we voted for this? Not with our rigged elections, but with our things, our property, our money. I’m not saying anything new, we all know why we do this, not because Hunger Games books makes us happy, but because we want to be sedated. Because it’s painful not to pretend, because we’re cowards. F*ck society.

(trecho de Mr. Robot, uma das séries de TV mais legais de todos os tempos, com segunda temporada prevista para junho 2016. Já tem até teaser dela. Fonte do vídeo acima: Films For Action)

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Panteras Negras completam 50 anos mais atuais do que nunca, revela documentário

panthers

A TV pública americana PBS lançou esta semana o documentário “The Black Panthers: Vanguard of the Revolution”, que revela a atualidade do Partido dos Panteras Negras, fundado em 1966 na Califórnia. No Programa dos Dez Pontos lançado pelo movimento em 1967, por exemplo, demandas como moradias decentes, empregos para todos e o fim da brutalidade policial são mais atuais do que nunca. Segundo o diretor Stanley Nelson, o filme é o primeiro a explorar o impacto dos Panteras Negras na cultura americana e as lições que o grupo deu aos movimentos por justiça social que estão nas ruas por todo o mundo.

O documentário foi ao ar nos Estados Unidos no último dia 16 de fevereiro e está disponível online no site da PBS – infelizmente, por questões de direitos autorais, só quem está nos Estados Unidos ou Canadá pode ver online.

O site da Ford Foundation fez uma pequena entrevista com o diretor. Um trecho:

Pergunta: Jamal Joseph, ex-Pantera Negra, que aparece no filme, tem dito que se os Panteras estivesse hoje nas ruas, estariam portando câmeras, não armas. Qual o papel das câmeras para os movimentos de justiça social hoje?

Stanley Nelson: Penso que o uso de camêras tem sido instrumental nos movimentos hoje. Mais de uma vez as camêras deram testemunho da violência policial nas ruas. Elas estão sendo usadas para policiar as polícias, da mesma forma que os Panteras fizeram com as armas há 50 anos.

Pergunta: Você fez uma série de filmes que fazem a crônica da história dos movimentos sociais, incluindo o “Freedom Summer”, de 2014, que olha para os ativistas que foram ao Mississippi em 1964 registrar pessoas negras votando. O que o leva a filmar essas histórias?

Stanley Nelson: Filmo essas histórias de movimentos sociais porque tenho grande interesse em histórias que vão além da fórmula ‘o grande homem’ ou ‘a grande mulher’ de contar histórias. Os movimentos sociais nos permitem ver o trabalho dos ‘soldados rasos’ da história. Essas histórias também mostram que você não precisa ser um super-humano para querer mudar, ou lutar por algo.

Aqui a entrevista completa.

 

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so comes love – e. e. cummings #umpoemapordia

let it go – the
smashed word broken
open vow or
the oath cracked length
wise – let it go it
was sworn to
go

let them go – the
truthful liars and
the false fair friends
and the boths and
neithers – you must let them go they
were born
to go

let all go – the
big small middling
tall bigger really
the biggest and all
things – let all go
dear

so comes love

— e.e. cummings

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Pontuação é o tempero de todo texto

pontuacao

Como seriam os livros sem palavras, apenas com a pontuacao? E mais importante: o que a pontuacao pode revelar sobre o estilo de cada autor? Este cara mergulhou na brincadeira e encontrou uns padroes bem interessantes em livros de Faulkner, Lewis Carroll e James Joyce e outros.

Sempre achei que saber pontuar fosse muito mais importante do que colocar os acentos nos lugares certos. Uma virgula deslocada pode destruir um bom texto, um ponto tardio cansa o leitor. Saber pontuar da um tempero a mais no texto. Ja um acento errado ou inexistente e insignificante, mal percebe-se – a gente pode ate sacar que esta faltando (ou sobrando), mas intui-se que ele deveria estar ali e segue o jogo.

Fiquei mesmo e curioso pra saber como seriam os padrões dos textos de Raduan Nassar, que tem um uso, digamos, criativo da pontuacao…

(e ai, percebeu que nao usei o acento neste texto?) 😉

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O fotografo que desafia as dimenções em fotografias

Fotografia de tirar o fôlego!

Avatar de beatrizpaludettoA Quimera

Um fotografo com imaginação e criatividade nos faz ter sempre aquela maravilhosa sensação de experimentar novas sensações, perspectivas e ideias. E com o fotografo turco Aydın Büyüktaş não foi diferente, ele trabalhou com varias campanhas publicitarias premiadas e filmes ao longo da vida. Mas foi com suas habilidades com efeitos visuais em 3D que ele trouxe a via essas fotografias.

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Ele se inspirou na novela satírica Flatland, interpretando nas fotografias um novo espaço bidimensional.  Transformando paisagens, já incriveis, em fantasias de dimensões impossíveis. Pode ver mais fotografias no seu site Oficial  e Instagram

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