Panteras Negras completam 50 anos mais atuais do que nunca, revela documentário

panthers

A TV pública americana PBS lançou esta semana o documentário “The Black Panthers: Vanguard of the Revolution”, que revela a atualidade do Partido dos Panteras Negras, fundado em 1966 na Califórnia. No Programa dos Dez Pontos lançado pelo movimento em 1967, por exemplo, demandas como moradias decentes, empregos para todos e o fim da brutalidade policial são mais atuais do que nunca. Segundo o diretor Stanley Nelson, o filme é o primeiro a explorar o impacto dos Panteras Negras na cultura americana e as lições que o grupo deu aos movimentos por justiça social que estão nas ruas por todo o mundo.

O documentário foi ao ar nos Estados Unidos no último dia 16 de fevereiro e está disponível online no site da PBS – infelizmente, por questões de direitos autorais, só quem está nos Estados Unidos ou Canadá pode ver online.

O site da Ford Foundation fez uma pequena entrevista com o diretor. Um trecho:

Pergunta: Jamal Joseph, ex-Pantera Negra, que aparece no filme, tem dito que se os Panteras estivesse hoje nas ruas, estariam portando câmeras, não armas. Qual o papel das câmeras para os movimentos de justiça social hoje?

Stanley Nelson: Penso que o uso de camêras tem sido instrumental nos movimentos hoje. Mais de uma vez as camêras deram testemunho da violência policial nas ruas. Elas estão sendo usadas para policiar as polícias, da mesma forma que os Panteras fizeram com as armas há 50 anos.

Pergunta: Você fez uma série de filmes que fazem a crônica da história dos movimentos sociais, incluindo o “Freedom Summer”, de 2014, que olha para os ativistas que foram ao Mississippi em 1964 registrar pessoas negras votando. O que o leva a filmar essas histórias?

Stanley Nelson: Filmo essas histórias de movimentos sociais porque tenho grande interesse em histórias que vão além da fórmula ‘o grande homem’ ou ‘a grande mulher’ de contar histórias. Os movimentos sociais nos permitem ver o trabalho dos ‘soldados rasos’ da história. Essas histórias também mostram que você não precisa ser um super-humano para querer mudar, ou lutar por algo.

Aqui a entrevista completa.

 

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