Meu preconceito contra série de TV foi hackeado

Faz tempo que uma série de TV não me pega pra valer. A última acho que foi CSI Las Vegas. Ou Lost. Ultimamente também vi Marco Polo, Blacklist e Sense8. Gostei delas mas como passatempo. Agora é diferente. Estou oficialmente vidrado em Mr. Robot, série que passa atualmente no canal a cabo USA toda quarta-feira e é baixada religiosamente por mim todas as quintas. Pra aguentar a abstinência entre um episódio e outro, a página oficial dá conta do recado, com bastante material pra gente fuçar até o dia T (orrent).

mrrobot

Mr. Robot estreou mês passado e conta a história de um jovem programador de Nova York que trabalha para uma empresa de segurança de computadores de dia e atua como hacker vingador à noite, detonando criminosos ou desafetos, de pedófilos e traficantes assassinos a grandes empresários. Sofre de ansiedade social e é viciado em morfina (que cheira regularmente pra aguentar suas paranoias, o que só as alimenta ainda mais). Acaba envolvido numa conspiração contra à E-Corp (chamada por ele de ‘Evil Corp’), conglomerado de empresas que atua praticamente em todas as áreas, engendrada por um anarquista cibernético chamado Mr. Robot (Christian Slater), que usa uma máscara no estilo Anonymous. Mas nem tudo é o que parece ser…

Hoje será exibido o sexto episódio, estando amanhã nos torrents da vida. A série, que já tem uma segunda temporada garantida, agradou em cheio aos críticos e também aos especialistas em cibersegurança, que afirmam ser ela extremamente acurada em relação ao universo e cultura hacker (mais aqui).

Outro destaque da produção é atuação preciosa de Rami Malek, americano de ascendência egípcia. Olhar esbugalhado e aleatório que dá ao personagem Elliot e a narração cadenciada que faz nas reflexões pontuais contribuem perfeitamente para a ambientação do espectador na nebulosa trama. Malek fez alguns filmes bobinhos, como Uma Noite no Museu, Need For Speed e Crepúsculo, mas em Mr. Robot deixa claro que é um ator de primeira.

There’s a saying — ‘The devil is at his strongest while we’re looking the other way.’ Like a program running in the background silently. While we’re busy doing other shit. ‘Daemons,’ they call them. They perform action without user interaction. Monitoring, logging, notifications, primal urges, repressed memories, unconscious habits. They’re always there, always active. You can try to be right, you can try to be good, you can try to make a difference. But it’s all bullshit. ‘Cause intentions are irrelevant. They don’t drive us, daemons do. And me? I’ve got more than most.

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2 respostas para Meu preconceito contra série de TV foi hackeado

  1. deniac disse:

    Rami Malek nasceu para este papel. Longa vida para Mr. Robot!

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