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Explicando a terceira via de Marina
Publicado em brasil, politica
Com a tag Brasil, Eleições 2014, Marina, política, terceira via
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The Dark Side of the Fuca
Publicado em carro
Com a tag Dark Side of the Moon, Fuca, Fusca, Pink Floyd, The Dark Side of the Fuca
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Três poemas e uma entrevista do aniversariante Julio Cortázar
LA MOSCA
Te tendré que matar de nuevo.
Te maté tantas veces, en Casablanca, en Lima,
en Cristianía,
en Montparnasse, en una estancia del partido de Lobos,
en el burdel, en la cocina, sobre un peine,
en la oficina, en esta almohada
te tendré que matar de nuevo,
yo, con mi única vida.
EL BREVE AMOR
Con qué tersa dulzura
me levanta del lecho en que soñaba
profundas plantaciones perfumadas,
me pasea los dedos por la piel y me dibuja
en le espacio, en vilo, hasta que el beso
se posa curvo y recurrente
para que a fuego lento empiece
la danza cadenciosa de la hoguera
tejiédose en ráfagas, en hélices,
ir y venir de un huracán de humo-
(¿Por qué, después,
lo que queda de mí
es sólo un anegarse entre las cenizas
sin un adiós, sin nada más que el gesto
de liberar las manos ?)
LOS AMIGOS
En el tabaco, en el café, en el vino,
al borde de la noche se levantan
como esas voces que a lo lejos cantan
sin que se sepa qué, por el camino.
Livianamente hermanos del destino,
dióscuros, sombras pálidas, me espantan
las moscas de los hábitos, me aguantan
que siga a flote entre tanto remolino.
Los muertos hablan más pero al oído,
y los vivos son mano tibia y techo,
suma de lo ganado y lo perdido.
Así un día en la barca de la sombra,
de tanta ausencia abrigará mi pecho
esta antigua ternura que los nombra.
(O argentino Julio Cortázar nasceu há 100 anos e deixou dezenas de livros de contos, romances e poemas. Seu livro mais conhecido é Rayuela (Jogo da Amarelinha, em português), em que o leitor pode acompanhar a história de formas diferentes. O filme Blow-up, de Michelangelo Antonioni, foi baseado no seu conto As Babas do Diabo.)
Publicado em poesia
Com a tag As Babas do Diabo, Blow-Up, Jogo da Amarelinha, Julio Cortázar, Micheangelo Antonioni, poema, Rayuela
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Ocaso de um grande jornal
(Fonte: Esquire)
O fotógrafo Will Steacy passou cinco anos fotografando a redação e a gráfica do Philadelphia Inquirer, jornal americano fundado em 1829 – é o terceiro mais antigo dos Estados Unidos e um dos maiores do país. Com a ascensão do universo digital, o jornal vem definhando consistentemente há anos. O projeto de Steacy, Deadline, registra com muita elegância – e uma ponta de tristeza – essa decadência desde 2009.
“Sem o investimento humano para providenciar o conteúdo noticioso, temos um jogo de soma zero na estrada da informação para lugar nenhum. As fibras do papel e os cliques do mouse não têm valor a menos que as palavras que gravam tenham valor. O jornal é mais do que um negócio, é uma confiança cívica”, diz Steacy no site do projeto. Pena que a maior parte dos que tocam a mídia corporativa mundo afora não pense assim…
Vivi um pouco essa sensação esquisita e melancólica com o Jornal do Brasil, onde trabalhei de 1997 a 2001. Peguei o jornal já na descendente. A suntuosa sede da avenida Brasil, 500, no Rio de Janeiro, já estava ficando com vários espaços vazios e os melhores profissionais debandavam para outras searas porque os salários atrasavam regularmente. Em 1999 fui para a sucursal de São Paulo, que ficava num amplo espaço na cobertura do Conjunto Nacional, na avenida Paulista. O processo lento e gradual de naufrágio do jornal era visível dia após dia, com demissão de colegas e mudança da redação para espaços menores, até acabarmos, eu e mais seis profissionais, numa casa na Afonso Bovero, no Sumaré.
A agonizante trajetória do JB me mostrou de forma inequívoca que a era das grandes redações estava acabando. Esse projeto do fotógrafo do Philadelphia Inquirer mostra que essa realidade não é exclusividade brasileira.
Publicado em fotografia, imprensa
Com a tag Deadline, fotografia, JB, Jornal do Brasil, Philadelphia Inquirer, redação, Will Steacy
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Anthem – Leonard Cohen
Ring the bells that still can ring
Forget your perfect offering
There is a crack in everything
That’s how the light gets in.
Curta o silêncio
Não é necessário sair de casa.
Permaneça em sua mesa e ouça.
Não apenas ouça, mas espere.
Não apenas espere, mas fique sozinho em silêncio.
Então o mundo se apresentará desmascarado.
Em êxtase, se dobrará sobre os seus pés.
(Franz Kafka)





