Que tal viver à beira do precipício? Se for numa casa como essa bolada pelo escritório australiano de arquitetura Modscape, nada mal, hein? A casa de cinco andares, com estrutura de metal pregada ao paredão de rocha e amplas janelas pra se curtir o visual, ainda é um projeto conceitual, inspirado nas cracas que se agarram aos cascos de navios.
“A casa é visualizada como uma extensão natural do precipício, em vez de um acréscimo, criando uma conexão absoluta com o oceano”, diz a empresa.
Trabalhei no meu trabalho
Dormi no meu sono
Morri na minha morte
E agora posso abandonar
Abandonar aquilo que faz falta
E abandonar aquilo que está cheio
Necessidade de espírito
E necessidade no Buraco
Amada, sou teu
Como sempre fui
Da medula aos poros
Do anseio à pele
Agora que a minha missão
Chegou ao fim:
Reza para que me seja perdoada
A vida que levei
O Corpo que persegui
Perseguiu-me igualmente
O meu anseio é um lugar
O meu morrer, uma vela.
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MISSION
I’ve worked at my work
I’ve slept at my sleep
I’ve died at my death
And now I can leave
Leave what is needed
And leave what is full
Need in the Spirit
And need in the Hole
Beloved, I’m yours
As I’ve always been
From marrow to pore
From longing to skin
Now that my mission
Has come to its end:
Pray I’m forgiven
The life that I’ve led
The Body I chased
It chased me as well
My longing’s a place
My dying a sail
Poema do canadense Leonard Cohen, publicado no Livro do Desejo, de 2006. Cohen iniciou sua carreira como poeta e escritor nos anos 50 e deu seus primeiros passos na música aos 32 anos, quando se mudou pros Estados Unidos. Sua inspiração na poesia é Garcia Lorca.
Se chama Lullabye … and the Ceaseless Roaro novo trabalho de Robert Plant, a ser lançado no próximo dia 9 de setembro. O ex-vocalista do Led Zeppelin é, pra mim, um dos poucos roqueiros daquela época que não faz um som ectoplasmático, preso ao passado, arrastando correntes da obviedade por aí. Aliás, já em 2009 eu afirmei isso, quando ele ganhou prêmio Grammy de melhor álbum pelo disco Raising Sands que gravou com a Alison Kraus.
Plant, que tem mais de 45 anos de estrada, prova mais uma vez que não ficou parado no tempo, cantando as mesmas velhas canções – que certamente fazem parte do repertório de seus shows, mas não como ato central deles, e sim como cerejas de um bolo que ele vem enriquecendo ano após ano.
Sim, a sonoridade do disco, do pouco que ouvi, e da banda que o acompanha – a Sensational Space Shifters – tem um ‘q’ zepeliano, funcionando como prova da influência, jamais como reprodução pura e simples. Confira abaixo a versão deles, ao vivo, para Black Dog, música que abria o Led IV, e para Spoonful, canção do Willie Dixon que Howlin’ Wolf eternizou como um dos clássicos do blues.
Plant e a banda já estão na estrada há mais de dois anos, testando material do novo disco e ajustando-o com o mais antigo, tanto do Led como de outros artistas, principalmente blues – veja aqui o setlist médio deles em 2014. Seria pedir demais um showzinho deles no Brasil em 2015?
This is the next installment from the “Anarchist Current,” the Afterward to Volume Three of my anthology of anarchist writings, Anarchism: A Documentary History of Libertarian Ideas. Here, I discuss some of the revolutionary ideas that were emerging in Europe prior to the European revolutions of 1848-1849.
Revolutionary Ideas in Europe
In the 1840s there was an explosion of radical ideas and movements in Europe, culminating in a wave of revolutions that swept the continent in 1848-49. In Germany, radical intellectuals inspired by and reacting against the philosophy of Hegel, sometimes referred to as the “Young” or “Left Hegelians,” began developing a “ruthless criticism of everything existing,” as Marx put it in 1843. The previous year, Bakunin had published his essay, “The Reaction in Germany,” in which he described the revolutionary program as “the negation of the existing conditions of the State”…
Patrick Hall é um fotógrafo especializado em retratos. E como tal, sempre procurou deixar as pessoas que seriam fotografadas bem confortáveis no estúdio, “para capturar a real emoção delas”, afirma. “Mas e se eu pudesse deixar as pessoas tão desconfortáveis de frente para a câmera e ainda assim garantir um retrato interessante?” A pergunta resultou no projeto The Taser Photoshoot, em que pessoas são fotografadas levando choque de pistolas taser. Algumas expressão dor; outras, surpresa. Há até quem deixe escapar um certo prazer…
“Apesar de todas as barreiras que (o projeto) apresentava e as muitas pessoas que pensavam ser eu um sádico, maluco ou apenas irresponsável, decidi finalmente parar de pensar na ideia e executá-la. Os resultados foram bem divertidos.”
Mais de 100 pessoas toparam o desafio – ficar pelada no estúdio e, quando menos esperavam, tomar o choque. Veja todas as imagens no site do Patrick Hall.
Make no sail for a gift of the wind
Drive is slow and for this dream never ends
All my family and all my friends know there’s nowhere to run
In the morning they head for the sun
Leave your shadows behind whatcha done
I have tried but I never have won
Because there’s no where to run
Michael’s rowing?
Where she’s going?
What’s she saying?
But that’s right, yeah that’s right
Don’t starve old sailor long since been dead
Smoking his pipe and he’s scratching his head
It’s bad news but I heard what is said
He said there’s no where to run
Michael’s rowing?
Where she’s going?
What’s she saying?
But that’s right, that’s right
Make no sail for a gift of the wind
Drive is slow and for this dream never ends
All my family and all my friends know there’s nowhere to run