Fiz uma playlist com os oitos álbuns solos do John Lennon, pra marcar o 74º aniversário do ex-Beatle. Até hoje não sei qual é o meu preferido…
Fiz uma playlist com os oitos álbuns solos do John Lennon, pra marcar o 74º aniversário do ex-Beatle. Até hoje não sei qual é o meu preferido…
Tem hora que dá vontade de pegar o primeiro foguete rumo à Marte – pra sumir, pra desbravar, pra renovar. Águas paradas não movem moinhos.
Tempos atrás, soube que um tio meu, Quinho (Henrique Cordeiro), seria protagonista de um documentário sobre os tempos em que passou na clandestinidade. Ele me mostrou uns trechos das filmagens e depois nunca mais eu soube do projeto. Eis que hoje, conversando com um pessoal no Twitter sobre nossos tempos de militância nos anos 80 e 90, lembrei desse filme e fui procurar no Youtube. E não é que achei? Não um, mas DOIS documentários. Na verdade, achei os teasers oficiais, publicados em abril deste ano. Pô, parece que vai rolar mesmo!
Vídeo 1 – Rico, Sobrevivente da Ditadura
SINOPSE
Filme conta a história de “RICO”, codinome do jornalista Henrique Cordeiro Filho, militante do PCB que coordenava a publicação e a distribução do jornal comunista “Voz Operária”. “RICO” foi preso e torturado por se expressar contra o regime Militar.FICHA TÉCNICA
Direção: Felipe “Milhouse” Perpetuo
Diretor convidado: Andre Di Kabulla
Montagem/finalização: Leonardo Miranda
Edição de som: Guga Brandão
Som direto: Felipe Milhouse
Fotografia: Andre Di Kabulla
Produção: Ventura Filmes
Direção de Produção: Pedro Vieira, Andre Di Kabulla e Eduardo Lurnel
Vídeo 2 – Codinome Clandestino
Rico foi preso, torturado e conquistou a liberdade. Descoberto pelas força de Repressão se viu obrigado a
ganhar a Clandestinidade, sem ver a família por mais de Dez anos. O protagonista Henrique Cordeiro é um dos Heróis anônimos que a Ditadura Militar produziu. RICO e CODINOME CLANDESTINO são dois filmes que abordam momentos diferentes desse extraordinário personagem.FICHA TÉCNICA
Direção:Andre Di Kabulla
Diretor convidado: Felipe “Milhouse” Perpetuo
Montagem/finalização: Leonardo Miranda
Edição de som: Guga Brandão
Som direto: Felipe Milhouse
Fotografia: Andre Di Kabulla e Felipe Milhouse
Produção: Ventura Filmes
Direção de Produção: Pedro Vieira e Andre Di Kabulla
Este é o o registro da família Cordeiro (o careca barbudo bem no meio da foto) em peso indo receber o tio Quinho no Aeroporto do Galeão, no Rio, em 1979, na volta de seu exílio no México. Não estou na foto porque nessa época morava fora com minha mãe e irmãos, mas meu pai tá lá atrás, escondidinho. Linda essa foto!
Navegando pelo Ello hoje cedo, me deparei com uma belíssima foto publicada pela Juliana, amiga do Twitter que me arrumou convite lá pra nova rede social. A imagem é uma das muitas bem sacadas composições do fotógrafo britânico Alva Bernadine, famoso por seu surrealismo erótico, ou erotismo surreal – com altas pitadas de fetiche.
Fiz uma rápida pesquisa e achei uma penca de outras imagens bizarramente lindas – algumas das quais estão na galeria acima. Neste outro site e neste tumblr tem mais.
Não satisfeito com os ângulos e composições diferentes que consegue, Alva ainda manipula algumas imagens, criando novas formas e interpretações para as muitas mensagens que podemos tirar de suas fotos. Crítica ao machismo? Ode ao fetichismo? Sexismo disfarçado? Misoginia descarada? Anarco feminismo? Um pouco de cada, talvez, mas acima de tudo fotografia estilosa.
Filme de 1972 estrelado por Jimmy Cliff, que praticamente ‘apresentou’ o reggae aos EUA e, depois, ao mundo. Cliff faz o papel de um traficante que tem aspirações musicais. Seu personagem foi inpirado em Rhyging, um criminoso famoso que viveu na capital da Jamaica nos anos 40.
Lançado nos Estados Unidos pela empresa do Roger Corman (rei dos filmes B), o filme não teve muito sucesso. O inglês falado pelos personagens é tão carregado de gírias e dialetos jamaicanos que o filme foi o primeiro na história a ser falado em inglês e ainda assim precisar de legendas. Mas a crítica curtiu: para a rede americana ABC de TV, por exemplo, The Harder They Come é “infinitamente mais inteligente que o Último Tango em Paris”, filme lançado no mesmo ano, com Marlon Brando e Maria Schneider.
É uma espécie de Cidade de Deus jamaicano, já que as favelas da capital Kingston foram usadas como cenário e muitos moradores e músicos locais aparecem representando eles próprios. O grande barato do filme são as cenas em que Cliff toca ao lado desses músicos, revelando suas habilidades como cantor. Além da miséria em que vive a população, o filme denuncia também os podres da indústria musical jamaicana, que vivia no início da década de 1970 um boom de sucesso pelo mundo.
A trilha sonora do filme é um primor e ajudou muito a difundir o reggae nos Estados Unidos.
“Find your star, that’s who you are, and follow it home”
O que muda na vida de uma pessoa quando ela realiza o sonho de ter sua casa própria, de ter um teto sob o qual pode (re) construir sua vida? O Museu da Pessoa investigou isso num projeto primoroso, o Minha Casa Minha Cara Minha Vida, que entrevistou moradores de dois condomínios do programa Minha Casa, Minha Vida, do PAC, em São Bernardo do Campo (SP). As entrevistas foram gravadas em vídeo e os moradores posaram para fotos, sozinhos e também orgulhosamente em suas casas. As fotos são da fotógrafa Carol Quintanilha.
Aviso aos mais sensíveis: alguns dos depoimentos registrados em vídeo são ‘momento lagriminha’ total – principalmente para os que, como eu, ainda não conseguiram ter seu quinhão no grande latifúndio que é esse mundão véio sem portêra…
“Para todo o sempre, como sobre a areia branca do tempo, e graças a este instrumento que se destina a medi-lo, mas que por ora apenas vos fascina e esfomeia, para todo o sempre, reduzido a um infinito fio de leite a escorrer de um seio de vidro. Perante e contra tudo, manterei que o sempre é a grande chave. Tudo o quanto amei – quer o tenha ou não conservado comigo -, sempre haverei de amá-lo.”
(Trecho do livro O Amor Louco, do poeta e escritor francês André Breton, um dos pais do movimento surrealista. Publicado em 1937, o livro reúne poemas, fotografias, divagações e reflexões sobre o amor, além de narrativas de casos acontecidos com ele em Paris. Para Breton, o amor pode ser comunicação do coração ou carnal, compulsivo. A união dos dois é o que ele chama de ‘amor louco’, o mais sábio e sublime que nossa alma pode alcançar.)
Gostei do título desse livro, “A Gaiola de Vidro: nós e a automação”, recém publicado, e ainda mais do trecho que segue:
Nicholas Carr | The Glass Cage: Automation and Us | October 2014 | 15 minutes (3,831 words)
The following is an excerpt from Nicholas Carr‘s new book, The Glass Cage, out today. Our thanks to Carr for sharing this piece with the Longreads community.
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