Ciganos – Miguel Torga #umpoemapordia

Tudo o que voa é ave.
Desta janela aberta
A pena que se eleva é mais suave
E a folha que plana é mais liberta.
Nos seus braços azuis o céu aquece
Todo o alado movimento.
É no chão que arrefece
O que não pode andar no firmamento.
Outro levante, pois, ciganos!
Outra tenda sem pátria mais além!
Desumanos
São os sonhos, também…

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Migrant Man (Straight from The Jungle Vemix)

E Dr. Heinz Funkenpumpe conseguiu novamente! Sonzaço!

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Como seria o trailer de O Homem Formiga se o diretor fosse Werner Herzog?

Fonte: Slate

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If Only Two – Unida

Your eyes both look just the same
Surprised just because of the blame
Tell me true that they are insane
Star in your head, back in your lane

If only
Lonely
You own me

If only
Lonely
You know me

You’re 2,000 miles away
You’re looking back, nothing to say
Tell me true that they are insane
You’re 2,000 miles away

If only
Lonely
You know me

If only
Lonely
You own me

If only
Lonely
only

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Tira-Teima – Bernardo Vilhena #umpoemapordia

Tire a faca do peito
e o medo dos olhos
Ponha uns óculos escuros
e saia por aí. Dando bandeira

Tire o nó da garganta
que a palavra corre fácil
sem desculpas nem contornos
Direta: do diafragma ao céu da boca

Tire o trinco da porta
liberte a corrente de ar
Deixe os bons ventos levantarem a poeira
levando o cisco ao olho grande

Tire a sorte na esquina
na primeira cigana ou no velho realejo
Leia o horóscopo e olhe o céu
lembre-se das estrelas e da estrada
Tire o corpo da reta
e o cu da seringa
que malandro é você, rapaz
o lado bom da faca é o cabo

Tire a mulher mais bonita
pra dançar e dance
Dance olhando dentro dos olhos
até que ela morra de vergonha

Tire o revólver e atire
a primeira pedra
a última palavra
a praga e a sorte
a peste, ou o vírus?

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Algumas impressões da minha primeira experiência com o Uber

uber

Escrever sobre algo que todo mundo já comentou, tuitou, reclamou ou elogiou é sempre difícil. Sei que o Uber, aplicativo que oferece carros executivos para traslado pela cidade, já foi cantado em verso e prosa por mais de meio mundo – pro bem e pro mal – mas ainda assim senti necessidade de falar uma coisa ou outra sobre o serviço, depois de minha primeira experiência na madrugada de ontem, altamente positiva.

Então aqui vão algumas informações básicas que levantei conversando com dois motoristas, e algumas impressões do serviço.

Tinha uma festinha pra ir longe de casa e queria beber sem me preocupar em como voltaria. Bom motivo pra enfim testar o Uber, não? Tá, poderia pegar um taxi comum, por um dos inúmeros aplicativos como 99 Taxis ou Easy Taxi, ou mesmo chamar um da Alvorada, cooperativa de Brasília que dá 20% de desconto nas corridas. Mas a curiosidade falou mais alto. Baixei o aplicativo, cadastrei meu cartão e chamei uma das muitas ‘baratinhas pretas’ que se mexiam na tela do telefone.

Vc nem precisa por o endereço onde o Uber vai te pegar, porque na verdade o que importa é a localização fornecida pelo celular. O cara chegou rápido, menos de 10 minutos, mas podia ter chegado antes, se não tivesse se enrolado um pouco com a localização dada pelo GPS. Sem problema, acontece.

Quando você chama o carro, já tem ideia do quanto vai gastar mais ou menos, e o preço é bem razoável. Aí chega o carrão preto, o motorista sai, abre a porta pra você, te oferece água e te chama de ‘senhor’ ou ‘doutor’. Meio ostentação, meio over, mas tranquilo, o cara é treinado pra isso – em geral, são profissionais que trabalharam em empresas, servindo a executivos – e dá pra levar de boa.

Papo vem, papo vai, levantei algumas questões sobre o serviço, sobre como ele ficou sabendo, a treta com os taxistas comuns, as vantagens que ele vê no Uber em relação aos outros. Segundo o motorista que me levou pra balada, já existem cerca de 1.200 carros Uber aqui em Brasília. Taxis comuns são 3.800, mais ou menos. Ele ficou sabendo do aplicativo por amigos, que por sua vez foram mapeados pela empresa por já terem trabalhado com empresas atendendo executivos.

No início, como bônus para conquistar os motoristas, o Uber dava R$ 60 por hora que ficassem conectados online – além de 80% de cada corrida. Agora, o bônus já não existe mais. Um carro como o que peguei ontem (um Toyota Corolla 2014 automático) chega a fazer R$ 7 mil por semana. Mas nem todos os motoristas são donos do carro – o de ontem alugava o veículo, pagando uma diária (não disse de quanto), como fazem também taxistas comuns. Ainda assim, tira R$ 700 líquido por semana, sem rodar muito. “Mas se Deus quiser em breve terei meu próprio carro”, disse ele confiante. E afirmou ainda que sabe de vários taxistas que já estão pensando em aderir ao Uber.

Perguntei sobre a briga com os taxistas, que estão partindo para agressões físicas em alguns casos, e me disse que soube de algumas broncas, mas nada sério. O motorista da volta já contou uma história mais tensa. Ontem tava rolando o show do Wesley Safadão no estacionamento do Estádio Nacional, mais de 40 mil pessoas reunidas e, claro, uma infinidade de táxis – e Ubers. Quando um carro do aplicativo chegou para pegar um cliente, já no final do show, taxistas o bloquearam com seus veículos. O clima ficou esquisito mesmo quando uns outros 60 carros Ubers chegaram ao local avisados pelo companheiro cercado. Se a polícia não chega pra dispersar, sei não…

Essa tática dos taxistas de constranger e ameaçar motoristas (e clientes) Uber tem seu efeito nefasto. Eu, por exemplo, pensaria duas vezes antes de chamar um para me pegar no aeroporto. É confusão na certa.

Nos quesitos conforto e segurança, o Uber é imbatível em relação aos táxis comuns. Os carros são bem melhores, o motorista é educado e atencioso, e tem um detalhe que faz a diferença. Toda transação financeira entre passageiro e motorista é feita virtualmente, via aplicativo. Pode até deixar a carteira em casa (mas não o celular, claro). Acredito que isso minimiza o risco (e medo) de assalto de ambas as partes.

Então, basicamente, é isso: um serviço de melhor qualidade, com menor preço. Difícil remar contra essa maré, não? Melhor surfar a onda e regular/integrar o Uber ao sistema de transporte das cidades.

Há inúmeras questões ainda a serem discutidas sobre o aplicativo – questões jurídicas, demobilidade urbana, situação trabalhista e capitalismo 2.0. Muitas já foram apontadas e estão sendo discutidas, outras aparecerão no meio do caminho. Há quem lembre que as questões que o Uber levanta hoje são semelhantes às que surgiram na Nova York da década de 1930. É inegável, no entanto, que o Uber conquistou corações e mentes mundo afora – e não apenas dos ricos, esnobes ou descolados. A periferia de São Paulo, por exemplo, já usa e aprova.

E o Uber certamente vai gerar filhotes muito em breve. Que tal um Uber só de carros esportivos ou antigos? Ou até, porque não, de carros sem motoristas?

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No Soy de Aqui, Ni Soy de Allá – Facundo Cabral

Prefiero seguir a pie y no en caballo prestado, “alguien” por una manzana, pà siempre quedò endeudado.
Prefiero ser libre… a terminar siendo un esclavo. Doy la cara al enemigo, la espalda al buen comentario pues el que acepta un halago empieza a ser dominado. El hombre le hace caricias al caballo.. para montarlo.

facundoFacundo Cabral foi um cantor, compositor e escritor argentino nascido em 1937 e assassinado em 2011 na capital da Guatemala num atentado promovido por homens armados por fuzis automáticos que cercaram seu carro quando ia para o aeroporto após uma apresentação na cidade. No Soy de Aquí, Ni Soy de Allá foi gravada em 1970 e ganhou o mundo, tendo sido regravada por inúmeros artistas, entre os quais Chavela Vargas, Julio Iglesias e Neil Diamond.

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A geometria urbana de Los Angeles e Nova York

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O fotógrafo Jeffrey Milstein diz que gosta de descobrir a ordem no caos. Foi o que encontrou com o recurso da fotografia aérea em Nova York e Los Angeles: padrões geométricos em cidades geralmente consideradas exemplos de confusão urbanística. “Vejo padrões nas cidades, como se fossem estruturas moleculares com uma ordem matemática nelas”, diz Jeffrey. Ele lançou recentemente a exposição LANY, com fotos aéreas das duas cidades e de navios de cruzeiro.

Fonte: FastCoDesign

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El Rodeo – Kyuss

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Meu preconceito contra série de TV foi hackeado

Faz tempo que uma série de TV não me pega pra valer. A última acho que foi CSI Las Vegas. Ou Lost. Ultimamente também vi Marco Polo, Blacklist e Sense8. Gostei delas mas como passatempo. Agora é diferente. Estou oficialmente vidrado em Mr. Robot, série que passa atualmente no canal a cabo USA toda quarta-feira e é baixada religiosamente por mim todas as quintas. Pra aguentar a abstinência entre um episódio e outro, a página oficial dá conta do recado, com bastante material pra gente fuçar até o dia T (orrent).

mrrobot

Mr. Robot estreou mês passado e conta a história de um jovem programador de Nova York que trabalha para uma empresa de segurança de computadores de dia e atua como hacker vingador à noite, detonando criminosos ou desafetos, de pedófilos e traficantes assassinos a grandes empresários. Sofre de ansiedade social e é viciado em morfina (que cheira regularmente pra aguentar suas paranoias, o que só as alimenta ainda mais). Acaba envolvido numa conspiração contra à E-Corp (chamada por ele de ‘Evil Corp’), conglomerado de empresas que atua praticamente em todas as áreas, engendrada por um anarquista cibernético chamado Mr. Robot (Christian Slater), que usa uma máscara no estilo Anonymous. Mas nem tudo é o que parece ser…

Hoje será exibido o sexto episódio, estando amanhã nos torrents da vida. A série, que já tem uma segunda temporada garantida, agradou em cheio aos críticos e também aos especialistas em cibersegurança, que afirmam ser ela extremamente acurada em relação ao universo e cultura hacker (mais aqui).

Outro destaque da produção é atuação preciosa de Rami Malek, americano de ascendência egípcia. Olhar esbugalhado e aleatório que dá ao personagem Elliot e a narração cadenciada que faz nas reflexões pontuais contribuem perfeitamente para a ambientação do espectador na nebulosa trama. Malek fez alguns filmes bobinhos, como Uma Noite no Museu, Need For Speed e Crepúsculo, mas em Mr. Robot deixa claro que é um ator de primeira.

There’s a saying — ‘The devil is at his strongest while we’re looking the other way.’ Like a program running in the background silently. While we’re busy doing other shit. ‘Daemons,’ they call them. They perform action without user interaction. Monitoring, logging, notifications, primal urges, repressed memories, unconscious habits. They’re always there, always active. You can try to be right, you can try to be good, you can try to make a difference. But it’s all bullshit. ‘Cause intentions are irrelevant. They don’t drive us, daemons do. And me? I’ve got more than most.

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