Category Archives: poesia

Uma temporada no inferno

Outrora, se bem me lembro, minha vida era um festim onde se abriam todos os corações, onde corriam todos os vinhos. Uma noite, sentei a Beleza em meus joelhos. — E encontrei-a amarga. — E insultei-a. Levantei-me em armas contra … Continue lendo

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so comes love – e. e. cummings #umpoemapordia

let it go – the smashed word broken open vow or the oath cracked length wise – let it go it was sworn to go let them go – the truthful liars and the false fair friends and the boths … Continue lendo

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Perder Liberta – Arnaldo Antunes #umpoemapordia

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Envoi – Ezra Pound #umpoemapordia

Vai, livro natimudo, E diz a ela Que um dia me cantou essa canção de Lawes: Houvesse em nós Mais canção, menos temas, Então se acabariam minhas penas, Meus defeitos sanados em poemas Para fazê-la eterna em minha voz Diz … Continue lendo

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Eldorado – Edgar Allan Poe #umpoemapordia

Gentil, faceiro, um cavaleiro, sob sol e sombreado, seguiu avante, cantarolante, em busca do Eldorado. Mas o andarilho ficou tão velho, no âmago assombrado, por não achar nenhum lugar assim como Eldorado. E, enfim diante de sombra errante, parou, quando … Continue lendo

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A Vida é Sonho – Calderón de la Barca #umpoemapordia

É certo; então reprimamos esta fera condição, esta fúria, esta ambição, pois pode ser que sonhemos; e o faremos, pois estamos em mundo tão singular que o viver é só sonhar e a vida ao fim nos imponha que o … Continue lendo

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Definição – Affonso Romano de Sant’Anna #umpoemapordia

O corpo é onde é carne: o corpo é onde há carne e o sangue é alarme. O corpo é onde é chama: o corpo é onde há chama e a brasa inflama. O corpo é onde é luta: o … Continue lendo

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Algo – Murilo Mendes #umpoemapordia

O que raras vezes a forma Revela O que, sem evidência, vive. O que a violeta sonha, O que o cristal contém Na sua primeira infância.

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E quanto tudo mais fracassar, leia Hilda #umpoemapordia

Lobos? São muitos. Mas tu podes ainda A palavra na língua Aquietá-los. Mortos? O mundo. Mas podes acordá-lo Sortilégio de vida Na palavra escrita. Lúcidos? São poucos. Mas se farão milhares Se à lucidez dos poucos Te juntares. Raros? Teus … Continue lendo

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Uma Faca Só Lâmina – João Cabral de Melo Neto #umpoemapordia

Assim como uma bala enterrada no corpo, fazendo mais espesso um dos lados do morto; assim como uma bala do chumbo mais pesado, no músculo de um homem pesando-o mais de um lado; qual bala que tivesse um vivo mecanismo, … Continue lendo

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