A bronca da imprensa brazuca com Evo Morales é tão grande que é capaz do cara ser assassinado e os jornalões daqui darem na manchete: “Bem feito!”
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A bronca da imprensa brazuca com Evo Morales é tão grande que é capaz do cara ser assassinado e os jornalões daqui darem na manchete: “Bem feito!”
Talvez inebriado com a alta popularidade de seu chefe, que pode garantir o sucesso de qualquer empreitada – por mais absurda que seja -,o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, revelou hoje em visita à Central Nuclear de Angra, no Rio, que o governo tem planos de nos transformar definitivamente num país nuclear. Segundo Lobão, há planos de se construir 50 usinas no Brasil nos próximos 50 anos. São 50 x R$ 8 bi (preço estimado de Angra 3), o que dá R$ 400 bilhões numa fonte de energia que nos trará mais problemas do que soluções. E pior: Lobão afirmou com todas as letras que questões ambientais não terão a menor influência na decisão:
Não há hipótese de a construção ser embaraçada por exigências ambientais. Ao todo, são 60 condições (para Angra 3). A última exigência será atendida depois. As que não foram feitas serão sanadas posteriormente.
Ou seja: não importa que não há solução definitiva para o lixo radioativo, que a mineração do urânio cause tantos problemas ambientais e de saúde, que as usinas são caras e entupidas de subsídios, que a aposta nuclear atrasa o nosso avanço em tecnologias mais modernas, eficientes e limpas (eólica, geotérmica, solar, marés). Qualquer problema pode ser sanado posteriormente. É assustador a falta de responsabilidade ambiental de nossas autoridades públicas.
Teach your children well
Their father’s hell
Did slowly go by
And feed them on your dreams
The one they picks
The one you’ll know by.
Don’t you ever ask them why
If they told you, you would die
So just look at them and sigh
And know they love you.
O meio ambiente obteve duas belas vitórias nesta quarta-feira, que sinalizam importantes mudanças no paradigma de desenvolvimento em voga até o momento. Nos Estados Unidos, a Apple anunciou uma nova linha de iPods que traz como principal novidade o fim do uso de substâncias tóxicas como PVC, mercúrio e retardantes de chamas a base de brominato. Na Inglaterra, a Justiça absolveu seis ativistas do Greenpeace que bloquearam em 2007 uma usina termelétrica a carvão sob a alegação de que eles agiram em defesa do meio ambiente.
São vitórias significativas. A Apple há tempos vinha sendo criticada por ambientalistas por não dar atenção necessária à questão do uso de substâncias tóxicas em seus produtos e à necessidade de se criar um programa global de reciclagem. Steve Jobs chegou a dizer que a preocupação dos ambientalistas era bullshit, mas se mexeu e exatos dois anos depois do lançamento da campanha Green My Apple, do Greenpeace, mostra todo orgulho ao mundo seus iPods verdes. Clique aqui para ver as principais críticas ambientais feitas aos produtos Apple e aqui para ver os compromissos ambientais assumidos pela empresa.
Com o anúncio de hoje é bem provável que a Apple suba algumas posições no Guia de Eletrônicos Verdes do Greenpeace – na oitava edição, lançada em junho passado, ficou numa modesta 11a. posição, em 18 possíveis.
O caso da decisão da corte inglesa de absolver os ativistas do Greenpeace que bloquearam a usina termelétrica a carvão de Kingsnorth, em Kent, é ainda mais emblemático dos novos tempos guiados pelo respeito ao meio ambiente que deveríamos seguir daqui pra frente. Foi a primeira vez que a alegação de prevenção de danos provocados pelas mudanças climáticas foi usada em um tribunal. A defesa dos ambientalistas acusados de invasão e danos à propriedade privada contou com depoimentos de cientistas como James Hansen, diretor da Nasa que auxiliou o ex-vice-presidente americano Al Gore na produção do filme Uma Verdade Inconveniente.
Hansen explicou à corte que mais de um milhão de espécies serão extintas por causa das mudanças climáticas e que só a usina de Kingsnorth, que emite 20 mil toneladas de CO2 por dia, seria responsável pelo fim de aproximadamente 400 delas. O professor disse também que concorda com Al Gore quando o ex-presidente afirma que todos deveriam se acorrentar às usinas de carvão para impedir o seu funcionamento. “Alguém tem que começar a dizer basta às centrais elétricas de carvão”, afirmou o professor durante seu depoimento.
Para Emily Hall, uma das ativistas que se acorrentou às chaminés da usina de Kingsnorth, o resultado do julgamento foi histórico. “Não éramos os únicos na cadeira dos réus, as usinas a carvão também estavam sendo julgadas e elas foram condenadas.”
Ok, são duas vitórias em meio a um monte de derrotas – Angra 3, aprovação de algodão transgênico, EUA e Rússia querendo prospectar petróleo no Ártico, soja e gado invadindo a Amazônia – mas se é pra morrer, pelo menos que seja com as botas calçadas.
Tem uma passagem de Fausto, de Goethe, em que o personagem principal, um respeitado médico e estudioso, lamenta saber tanto. Quanto mais absorve informação, mais solitário e isolado se sente.
Ou, em outras palavras:
QUANDO SE TEM DOUTORADO:
O dissacarídeo de fórmula C12H22O11, obtido através da fervura e da evaporação de H2O do líquido resultante da prensagem do caule da gramínea Saccharus officinarum, (Linneu, 1758) isento de qualquer outro tipo de processamento suplementar que elimine suas impurezas, quando apresentado sob a forma geométrica de sólidos de reduzidas dimensões e restasretilíneas, configurando pirâmides truncadas de base oblonga e pequena altura, uma vez submetido a um toque no órgão do paladar de quem se disponha a um teste organoléptico, impressiona favoravelmente as papilas gustativas, sugerindo impressão sensorial equivalente provocada pelo mesmo dissacarídeo em estado bruto, que ocorre no líquido nutritivo da alta viscosidade, produzindo nos órgãos especiais existentes na Apis mellifera.(Linneu, 1758) No entanto, é possível comprovar experimentalmente que esse dissacarídeo, no estado físico-químico descrito e apresentado sob aquela forma geométrica, apresenta considerável resistência a modificar apreciavelmente suas dimensões quando submetido a tensões mecânicas de compressão ao longo do seu eixo em conseqüência da pequena capacidade de deformação que lhe é peculiar.
QUANDO SE TEM MESTRADO:
A sacarose extraída da cana de açúcar, que ainda não tenha passado pelo processo de purificação e refino, apresentando- se sob a forma de pequenos sólidos tronco-piramidais de base retangular, impressiona agradavelmente o paladar, lembrando a sensação provocada pela mesma sacarose produzida pelas abelhas em um peculiar líquido espesso e nutritivo. Entretanto, não altera suas dimensões lineares ou suas proporções quando submetida a uma tensão axial em conseqüência da aplicação de compressões equivalentes e opostas.
QUANDO SE TEM GRADUAÇÃO:
O açúcar, quando ainda não submetido à refinação e, apresentando- se em blocos sólidos de pequenas dimensões e forma tronco-piramidal, tem sabor deleitável da secreção alimentar das abelhas; todavia não muda suas proporções quando sujeito à compressão.
QUANDO SE TEM ENSINO MÉDIO:
Açúcar não refinado, sob a forma de pequenos blocos, tem o sabor agradável do mel, porém não muda de forma quando pressionado.
QUANDO SE TEM ENSINO FUNDAMENTAL:
Açúcar mascavo em tijolinhos tem o sabor adocicado, mas não é macio ou flexível.
QUANDO NÃO SE TEM ESTUDO:
Rapadura é doce, mas não é mole não!
Tá velhinha mas não posso deixar de registrar aqui a notícia que separei tempos atrás (no início de agosto…) sobre a exposição Animatus que tava no Museu de História Natural da Basiléia, na Suíça – foi até o dia 31 de agosto. É de um artista plástico coreano, Hyungkoo Lee, 39 anos, que expôs solo pela primeira vez em 2004, com Objectuals. Animatus mostra como seriam os esqueletos de personagens infantis de desenhos animados – Pernalonga, Patolino, Tom, Jerry, Papa-Léguas e Coiote entre outros. Tudo feito em resina.
Clique aqui para ver a foto-galeria montada pela BBC. O resultado impressiona.
Como me impressionaram os desenhos de outro artista, o americano Michael Paulus, quando os vi pela primeira vez por volta de 2004. A obra de Paulus, Um Estudo de 22 Personagens dos Quadrinhos do Presente e do Passado, fonte clara de inspiração para o trabalho de Lee, também retrata esqueletos de personagens infantis. Gerou certa polêmica à época, já que alguns detentores dos direitos das imagens ficaram incomodados com o uso de obras protegidas legalmente. Mas, numa breve troca de emails, Paulus me explicou que não teve problema algum e expôs seus trabalhos normalmente em diversas galerias. A idéia era genial: o desenho colorido de um Snoopy, Hello Kitty ou Frajola numa folha translúcida que, ao ser levantada, revelava uma outra folha, com o desenho do que deveria ser o esqueleto daquele personagem.
Segundo Paulus, a idéia era renderizar o esqueleto “da forma como imaginava que eles seriam se alguém realmente tivesse um buraco do olho com a metade do tamanho de uma cabeça, mãos sem dedos ou pés com 60% da massa do corpo.”
O resultado vc vê abaixo:
Lá fui eu garimpar de novo. Depois de mergulhar no rock sessentista de Guess Who e um pouco de T-Rex, voltei minhas atenções ao jazz neste sabadão, por conta de um CD prometido a uma amiga. Depois gravar um bom som, não resisti e fui buscar algo ‘novo’ pra dar uma incrementada em minha mp3teca. Me debandei lá pros lados do slsk e esbarrei num Thelonius Monk Quartet e John Coltrane ao vivo no Carnigie Hall em 1957 com boa taxa de velocidade. Aproveitei pra pegar também um Love Supreme, que tenho em CD (um presente lindo de Yan) mas não no computador. Falha imperdoável já devidamente remediada.
Escute Acknowledgement (Reconhecimento), primeiro movimento de Love Supreme, e veja se não tenho razão:
Há tempos que se especulava sobre a entrada do Google na guerra dos navegadores de internet. Várias questões pairavam no ar sobre a possibilidade. Destaquemos duas: haveria espaço para mais um programa desse tipo no mercado? A empresa teria o que apresentar de tão novo que justificasse a troca do Explorer da Microsoft ou do Firefox da Fundação Mozilla (para ficar apenas no universo PC)? A primeira pergunta só será respondida com o tempo, mas a segunda está liquidada com o lançamento nesta terça-feira do navegador Chrome – há novidades e vantagens de sobra para o usuário.
Eu e meu camarada Élcio (do blog Reverb), desenvolvedor de web dos bons, passamos parte do dia discutindo o novo browser e fazendo alguns testes, e resolvemos compartilhar algumas de nossas (boas) impressões. O Chrome corresponde a todas as expectativas que se criam quando se fala em um novo produto do Google e vai além. Em tempo: somos ambos fãs e usuários de longa data do Firefox, e mais do que nunca agora. Como assim? Expliquemos, pois.
O Chrome é novo, pero no mucho, já que usa a plataforma do Firefox para funcionar. Seu desenho e funcionalidades são novas, mas a tecnologia é a mesma do navegador da Fundação Mozilla – e também do Safari, da Apple. Clique naquela ferramentazinha do canto superior direito do Chrome e depois em ‘Sobre Google Chrome’ e comprove. Tá lá: Versão oficial 1583 Mozilla/5.0 (Windows; U; Windows NT 5.1; en-US) AppleWebKit/525.13 (KHTML, like Gecko) Chrome/0.2.149.27 Safari/525.13.
Essa parceria Google/Fundação Mozilla vem de longe e está mais forte do que nunca. Um dia antes do lançamento do Chrome, na segunda-feira (1/9), a Google Inc. renovou por mais três anos seu contrato de cooperação com a Fundação Mozilla. Estava para vencer no final deste ano e agora vai até novembro de 2011. Os valores não foram divulgados, mas é coisa grande. Em 2005, o Google colocou US$ 52,9 milhões na Fundação Mozilla; em 2006, mais US$ 66,8 milhões.
Isso sinaliza algumas coisas interessantes, entre elas que o Google não quer perder de vista o que a comunidade de desenvolvedores de softwares livres/código aberto tem de melhor, que é: desenvolvimento e inovação constante de tecnologia e o compartilhamento dessa informação. Revela também que o Firefox não é um concorrente do Chrome, muito pelo contrário, é um co-irmão cuja evolução só contribui para o crescimento e fortalecimento do navegador do Google. O risco de acontecer algo semelhante ao que aconteceu com o Navigator, da Netscape, que foi sufocado até sair do mercado, é muito próximo de zero.
O cenário mais plausível é a constante melhora dos dois navegadores, Firefox e Chrome, pois são interdependentes. O browser do Google, por usar a plataforma do Firefox, precisa de seu desenvolvimento contínuo para não ter problemas de segurança ou cair no fundo do poço sem atualizações expressivas como ocorreu com o finado Navigator.
Após algumas horas de utilização do Chrome, podemos dizer que ele segue o padrão dos demais projetos do Google (Gmail, Google Docs, Google Maps, entre outros): muita inovação e simplicidade na veia. O que se nota de primeira ao se usar o novo navegador é o fim daquele monte de botões e barras de funções que existiam no topo do programa. Sobraram uns poucos, a saber: para voltar ou avançar nas páginas visitadas, recarregar, favoritos, um espaço para a URL (que embute também o buscador Google) e outro para as abas abertas, e botão para configurar seu navegador. O resto virou lenda, graças a uma novidade irritantemente ‘simples’ que tava quicando na área: as abas. Mais precisamente toda aquela área branca das abas.
Além de ampliar a área de visualização das páginas, o sumiço de botões e barras permite que o navegador seja mais ‘inteligente’ e amigável para o usuário. Ao abrir uma nova aba, tudo que você precisa para circular pela internet está ali, na cara do gol, como se fosse um grande portal de internet somente com suas informações – histórico de páginas visitadas (selecionadas por dia e horário), favoritos, campo de pesquisa dentro do seu histórico (palavras, URLs, o que for, uma beleza). Parece pouco? Você vai se surpreender como menos é mais. Saca aquela sensação de ficar perdido quando se tem um controle-remoto com uma infinidade de botões? Pois é, agora não mais.
As abas têm outra particularidade revolucionária. Cada uma delas roda um processo independente. Ou seja: se uma página que você abriu travar, não precisa fechar todo o navegador, apenas a aba que deu o problema. Quem nunca penou para reencontrar páginas descobertas após algumas horas de navegação por conta de travamento de navegador que dê o primeiro clique…
Para entender melhor todas as melhorias e inovações do novo navegador, confira a apresentação que os caras preparam no formato de história em quadrinhos.
Vale ressaltar que o Chrome lançado nesta terça-feira é apenas uma versão beta de testes, e por isso perdoamos na boa as travadinhas que ainda dá vez ou outra. Mesmo assim não faz feio frente aos principais navegadores do mercado. Conforme for usado por mais e mais pessoas, entre as quais muitos desenvolvedores, a tendência é ganhar robustez e a confiança dos usuários – como aconteceu com o Firefox, que hoje detém 20% do mercado de navegadores no mundo.
Segundo texto publicado por Sundar Pichai, vice-presidente de Gerenciamento de Produtos do Google, e Linus Upson, diretor de Engenharia no blog da empresa, o Chrome “ainda tem um bom caminho a percorrer” e o beta foi lançado “para gerar um diálogo construtivo” com os usuários.
Mesmo com o (já) velho e bom Firefox 3 recém instalado em nossos computadores após o badalado Download Day, vamos acompanhar de perto a evolução do Chrome e usá-lo freqüentemente. Mas algo nos diz que será por pouco tempo. Afinal, os rumores de que os caras do Google estão com um sistema operacional engatilhado circulam faz tempo. Aí, meu caro, vai saber se ainda precisaremos de navegadores para usar a internet.
O Rainbow Warrior vai navegar entre setembro e dezembro deste ano pelo Mar Mediterrâneo em campanha contra a queima de carvão para a produção de energia. A ele se juntará o Artic Sunrise, outro barco do Greenpeace. O carvão é a principal fonte de energia da Europa e responsável direto pelo aquecimento global. A expedição tem como objetivo fazer campanha para que o mundo deixe de usar essa fonte energética altamente poluidora e invista na Revolução Energética que tem como base soluções mais baratas e limpas como eólica, geotérmica e solar, entre outras.
Por falar em geotermia, o pessoal do Google pretende investir US$ 10 milhões para produzir esse tipo de energia. Na página da divisão filantrópica do grupo, o Google.org, há detalhes do projeto, que tem enorme potencial. Na Islândia, por exemplo, a energia geotérmica garante 30% da eletricidade do país e 90% do aquecimento das casas e da água das residências.
Ok, a Islândia é um país micro com demanda por energia infinitamente menor do que os Estados Unidos ou Brasil, mas a geotermia tem potencial para providenciar eletricidade 24 horas por dia, sete dias por semana, a um preço mais baixo do que o do carvão – e sem os problemas ambientais deste. E está disponível em praticamente todas as regiões do planeta. Saca só o tamanho do recurso geotérmico disponível nos Estados Unidos.
O ministro Carlos Ayres Britto, do STF, relator da ação popular contra a demarcação contínua das terras indígenas na reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima, votou agora há pouco pela sua improcedência, confirmando o direitos dos índios às suas terras na região. Afirmou ainda que todos os não-índios devem deixar a região.
Disse ele:
“Os rizicultores privados que passaram a explorar as terras indígenas em 1992 não tem qualquer direito adquirido na respectiva posse.”
O ministro Menezes Direito, pró-ruralistas e a favor da permanência dos arrozeiros na reserva indígena, pediu vista dos autos para segurar o jogo. O presidente do STF, Gilmar Mendes, suspendeu a sessão, que deve ser reiniciada amanhã.
Ayres Britto foi enfático ao afirmar que os índios e meio ambiente “são unha e carne” e que a presença dos índios nas fronteiras é “eficaz para a preservação ambiental e da soberania do país”, lembrando que eles se opuseram com eficiência e bravura às invasões de estrangeiros.