pasar haciendo caminos,
caminos sobre el mar.Nunca persequí la gloria,
ni dejar en la memoria
de los hombres mi canción;
yo amo los mundos sutiles,
ingrávidos y gentiles,
como pompas de jabón.Me gusta verlos pintarse
de sol y grana, volar
bajo el cielo azul, temblar
súbitamente y quebrarse…Nunca perseguí la gloria.
Caminante, son tus huellas
el camino y nada más;
caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.
Al andar se hace camino
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.
Caminante no hay camino
sino estelas en la mar…
Hace algún tiempo en ese lugar
donde hoy los bosques se visten de espinos
se oyó la voz de un poeta gritar
“Caminante no hay camino,
se hace camino al andar…”
Golpe a golpe, verso a verso…
Murió el poeta lejos del hogar.
Le cubre el polvo de un país vecino.
Al alejarse le vieron llorar.
“Caminante no hay camino,
se hace camino al andar…”
Golpe a golpe, verso a verso…
Cuando el jilguero no puede cantar.
Cuando el poeta es un peregrino,
cuando de nada nos sirve rezar.
“Caminante no hay camino,
se hace camino al andar…”
Tô fazendo um trabalho voluntário de divulgação de um TEDx da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) que vai discutir a cidade como um lugar para se pensar sobre saúde, inovação, criatividade, convivência, diversidade, economia e natureza. Vai rolar no dia 22 de novembro, quinta-feira, a partir da 10 horas da manhã, no Teatro da FMUSP, em São Paulo (avenida Doutor Arnaldo, 455).
Quem se interessa por esses assuntos, dá uma conferida na página do evento lá no Facebook , que está com material sobre os palestrantes, seus temas e assuntos afins. Tem tambem o site do evento, onde vc pode se inscrever para participar in loco (aqui, só até 28 de outubro, correae!) e, se desejar, também como voluntário (aqui, só até amanhã, dia 12 de outubro, corre mais ainda!!).
Entre os participantes já confirmados para o TEDx FMUSP estão os médicos Ana Claudia Quintana Arantes (especialista em Cuidados Paliativos) e Paulo Saldiva (pesquisador dos impactos da poluição urbana na saúde dos cidadãos), o jornalista Ricardo Ferraz (um dos idealizadores do Movimento Boa Praça), o arquiteto mexicano arquiteto Fernando Ortiz Monasterio Garza (projeto VerdeVertical, que implementa jardins verticais pela cidade) e a escultora Elisa Bracher (fundadora do Instituto Acaia que oferece atividades sócio-educativas para crianças e adolescentes das comunidades do entorno do bairro Vila Leopoldina na capital paulista). A lista de todos os palestrantes está aqui.
O TEDx é o irmão mais novo do TED (não, não é aquele ursinho arruaceiro do cinema…), sendo um programa de eventos locais organizados independentemente – o ‘x’ é o selo que indica ser um evento independente do TED original. Este é um evento maior, que é organizado desde 1984, para discutir assuntos de Tecnologia, Entretenimento e Design (T.E.D, sacou?) e assuntos afins. São duas conferências anuais nos EUA e mais uma global, no Reino Unido. Mais info aqui (em português) e aqui (em inglês).
As palestras têm 18 minutos e os vídeos delas ficam disponíveis depois no site do TED.com. Durante as falas dos convidados, é possível acompanhar ao vivo pelo canal do TED no Youtube. Se você não fala inglês, no problem (oops) – o Projeto de Tradução Aberta (Open Translation Project) oferece legendas e transcrições interativas, bem como a possibilidade de tradução de qualquer TEDTalk por voluntários do mundo inteiro.
Só para você ter uma ideia de como funciona a coisa, eis uma palestra feita pelo Saldiva num TEDx de 2009, sobre São Paulo:
“Conforme se avança na vida, nos deparamos com abismos. Pule. Nunca é tão profundo quanto parece.”
Imagine um filme escatológico na linha de Saló, 120 dias de Sodoma (Pasolini), mas em que você ri boa parte do tempo – mesmo que seja um riso nervoso. Algo na linha dos primeiros trabalhos do Almodovar, com cenas bizarras, tensas, sexuais, provocativas, caricatas. Salpique um pouco de filosofia nietzschiana e eis que você tem Los Chidos, uma produção alemã/americana/mexicana, do jovem diretor portorriquenho Omar Rodriguez-Lopez – também guitarrista da banda At The Drive-In.
A história se desenrola entre um açougue e uma borracharia de beira de estrada, entre muitos tacos, tequila, indolência, sexismo, sexo, violência. Cenas reais de matança de bois e fakes de mutilação. No início cria um desconforto, mas você vai percebendo a ironia e o humor grotesco e não para mais de rir – mesmo quando há cenas das mais fortes e nojentas.
Teve gente que saiu da confortável sala do CineSesc no meio da sessão bem enojada. Mas vi bem mais gente abandonando no meio em filmes como Última Tentação de Cristo e Shortbus.
Enfim, uma experiência e tanto. Mas assim como não pretendo ver Saló novamente, uma sessão de Los Chidos já basta.
(pra variar, me liguei na trilha sonora, que traz da banda mexicana Molotov a Tom Waits).
Dia de celebrar o nascimento de um dos gênios da música brasileira, Tim Maia! Dificil escolher uma de suas muitas músicas pra deixar aqui de homenagem… Escolhi três especiais (pelo menos pra mim):
1 – A primeira versão de Do Leme ao Pontal, que foi lançada num compacto em 1982, um funkão que só ele sabia fazer.
2 – Que Beleza, do Racional, ao vivo, na inauguração do teatro Bandeirantes, em SP, em 1974 (ou seja, pouco antes dele entrar pra seita, ele até diz no video que tá lendo o livro)
3 – Você, do disco de estreia, uma canção de amor deliciosa, o primeiro som que ouvi dele, graças ao LP que meu pai tinha e escutava direto.
Here it comes the breeze
That’ll blow away
All your reason and your sin
Same with your minds
So do your best to run away
But take a breath and you will pay
You cannot hide
There’s no place to hide
Whoa here comes the breeze
not much chance,
completely cut loose from
purpose,
he was a young man
riding a bus
through North Carolina
on the way to somewhere
and it began to snow
and the bus stopped
at a little cafe
in the hills
and the passengers
entered.
he sat at the counter
with the others,
he ordered and the
food arrived.
the meal was
particularly
good
and the
coffee.
the waitress was
unlike the women
he had
known.
she was unaffected,
there was a natural
humor which came
from her.
the fry cook said
crazy things.
the dishwasher.
in back,
laughed, a good
clean
pleasant
laugh.
the young man watched
the snow through the
windows.
he wanted to stay
in that cafe
forever.
the curious feeling
swam through him
that everything
was
beautiful
there,
that it would always
stay beautiful
there.
then the bus driver
told the passengers
that it was time
to board.
the young man
thought, I’ll just sit
here, I’ll just stay
here.
but then
he rose and followed
the others into the
bus.
he found his seat
and looked at the cafe
through the bus
window.
then the bus moved
off, down a curve,
downward, out of
the hills.
the young man
looked straight
foreward.
he heard the other
passengers
speaking
of other things,
or they were
reading
or
attempting to
sleep.
they had not
noticed
the
magic.
the young man
put his head to
one side,
closed his
eyes,
pretended to
sleep.
there was nothing
else to do-
just to listen to the
sound of the
engine,
the sound of the
tires
in the
snow.
“Nos primeiros poucos segundos, uma tristeza dolorosa deslocou seu coração, mas logo deu lugar um sentimento de doce inquietação, a excitação do desejo cigano de viajar.”
(O Mestre e Margarida, Mikhail Bulgakov)
O livro é divertido, sombrio, sensual. Russo, enfim. Aqui tem uma boa resenha dele.
Achei essa ilustração do livro, no original russo, no tumblr Russian Literature. Linda demais, não?