Mapa de um homem

“Podem publicar estatísticas e contar as populações às centenas de milhares, mas, para cada homem, uma cidade consiste em apenas algumas ruas, algumas casas, algumas pessoas. Removidas essas poucas coisas, uma cidade já não existe, exceto como uma saudade dolorosa, como a dor de uma perna amputada que já se foi.”

(Graham Greene, em Nosso Homem em Havana, 1958)

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Mesquita rosa iraniana explode em cores com a luz da manhã

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Mesquita Rosa de Nasir al-Mulk, no Irã. Seus vitrais explodem em cores no interior da mesquita com a luz da manhã.

Fonte: Huffinton Post

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Returning From Work – LS Lowry (1929)

work

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Morning – Beck

Woke up this morning, found a love light in the storm
Looked up this morning, saw the roses full of thorns
Guns are falling, they don’t have nowhere to go
Oceans of diamonds always shine, smooth out below

Can we start it all over again this morning?
I lost all my defenses this morning
Won’t you show me the way it used to be?

I’ve gone all around ‘til there’s nothing left to say
Wrote it all down into something that couldn’t be said
I tore it all down and buried me underneath the wave

Can we start it all over again this morning?
I let down my defenses this morning
It was just you and me this morning
I fought all my guesses this morning
Won’t you show me the way it could’ve been?

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30 discos para ouvir chapado: 4 – Plantas que Curam, do Boogarins

boogarins

Na lista dos 30 discos para ouvir chapado, esse grupo de Goiânia é vendido como os novos Mutantes da terra brasilis – ou algo que o valha.

O brilho despretensioso dos versos e a completa desarticulação dos exageros psicodélicos, típicos de obras do gênero, garantiram ao duo Fernando Almeida e Benke Ferraz um lugar de destaque na cena nacional.

Na boa? Menos, bem menos… o som dos caras é legalzinho, mas nada demais. E depois de escutá-los por algum tempo, fica uma sensação de dejá-vu. Nada grave, não acho que todo grupo tenha que ser original ou novidadeiro para ganhar seu lugar ao sol. É que no caso do Boogarins parece que eles repetem algumas fórmulas da moda indie pra soarem mais cool e psicodélicos do que realmente são. Enfim, como disse, nada grave. Pelo menos as canções são bonitas e agradáveis.

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Se – Rudyard Kipling

Se você puder manter a calma, quando
todos à sua volta já a perderam, culpando-o por isso;
Se você puder confiar em si, quando todos duvidam de você,
mas puder também levar em consideração as dúvidas deles;
Se você souber esperar e não se cansar de esperar,
ou ao ser enganado, não recorrer à infâmia,
ou ao ser odiado, não der espaço para a raiva,
e não queira, nunca, nem parecer muito bom, nem muito sábio;
Se você puder sonhar—e não fazer dos sonhos o seu senhor;
Se você puder pensar—e não fazer de seus pensamentos a sua meta;
Se você puder confrontar-se com o triunfo e com a derrota
e tratar estes dois impostores da mesma maneira;
Se você puder ouvir o que você falou ser distorcido
em armadilha para apanhar os ingênuos,
ou ver destruídas as coisas pelas quais você deu a sua vida,
juntar os pedaços, e reconstruí-las com base nos mesmos princípios;
Se você puder juntar todas as suas vitórias
e colocá-las todas em risco num tudo ou nada,
e perder, e iniciar tudo outra vez, desde o começo
e nunca deixar escapar uma só palavra sobre suas perdas;
Se você puder forçar seu coração, seus nervos e seus músculos,
para recomeçar tudo depois deles se terem esgotado,
e ainda agüentar mesmo quando não há mais nada em você
exceto o desejo para dizer para eles: “Agüentem!”
Se você puder conviver com o povo sem perder suas virtudes,
ou conviver com os reis sem perder sua simplicidade;
Se nem os desafetos e nem seus melhores amigos puderem machucá-lo,
Se muitos contam com você, mas nenhum depende só de você;
Se você puder preencher o valor do inclemente minuto perdido
com os sessenta segundos ganhos numa longa corrida,
sua será a Terra, junto com tudo que nela existe,
e—mais importante—você será um Homem, meu filho!

IF you can keep your head when all about you
Are losing theirs and blaming it on you,
If you can trust yourself when all men doubt you,
But make allowance for their doubting too;
If you can wait and not be tired by waiting,
Or being lied about, don’t deal in lies,
Or being hated, don’t give way to hating,
And yet don’t look too good, nor talk too wise:

If you can dream – and not make dreams your master;
If you can think – and not make thoughts your aim;
If you can meet with Triumph and Disaster
And treat those two impostors just the same;
If you can bear to hear the truth you’ve spoken
Twisted by knaves to make a trap for fools,
Or watch the things you gave your life to, broken,
And stoop and build ‘em up with worn-out tools:

If you can make one heap of all your winnings
And risk it on one turn of pitch-and-toss,
And lose, and start again at your beginnings
And never breathe a word about your loss;
If you can force your heart and nerve and sinew
To serve your turn long after they are gone,
And so hold on when there is nothing in you
Except the Will which says to them: ‘Hold on!’

If you can talk with crowds and keep your virtue,
‘ Or walk with Kings – nor lose the common touch,
if neither foes nor loving friends can hurt you,
If all men count with you, but none too much;
If you can fill the unforgiving minute
With sixty seconds’ worth of distance run,
Yours is the Earth and everything that’s in it,
And – which is more – you’ll be a Man, my son!

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Sea Change – Beck (álbum completo)

We don’t have to worry
Life goes where it does
Faster than a bullet
From an empty gun

Turn yourself over
Loose change we could spend
Grinding down diamonds
Round, round, round the bend

People pushing harder
Up against themselves
Make their daggers sharper
Than their faces tell

Babe, it’s your time now
Loose change we could spend
Where we are going

 

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Ninfomaníaca é cinema de gente grande

A segunda parte de Ninfomaníaca, mais recente filme do cineasta dinamarquês Lars von Trier, confirma o que vislumbramos na primeira parte: o diretor é um dos maiores do seu tempo e a obra é um clássico instantâneo. Feminista até o talo (como bem apontado neste texto), iconoclasta, herético, o filme explora praticamente todas as nuances da sexualidade humana, as agruras dos párias sexuais, o claustro angustiante da condição feminina num mundo machista. 

Algumas cenas de Ninfomaníaca entram desde já no panteão das melhores de todos os tempos da telona, como o confronto de Charlote Gainsbourg com um personagem com claras tendências pedófilas mas que nem de longe é vilão, ou a cena derradeira que, apesar de meio óbvia, é filmada de maneira tão espetacular e amarra tão bem a história, que tem o impacto desejado como ponto final – e ainda conta com a ajuda providencial da bela versão de Gainsbourg para Hey Joe. 

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30 discos para ouvir chapado: 3 – Maria Fumaça, da Banda Black Rio

Esqueci ontem de publicar o terceiro disco da lista dos 30 para se ouvir chapado (não, eu não estava chapado…). E logo essa maravilha da Banda Black Rio, que não fica a dever nada a clássicos do Earth, Wind and Fire ou Kool and the Gang. Um disco clássico, genuinamente carioca.

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T’Aint Nobody’s Business If I Do – Otis Spann

Me desculpem Billie Holiday, Big Joe Turner, Muddy Waters e Ray Charles, mas esta versão é matadora…

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