Say Goodbye – Beck

See the sleet that rests upon
The quiet street we’re standing on
Is it time to go away
And try again some other day?
‘Cause these are words we use to say goodbye
These are the words you use to say goodbye

Bones crack, curtains drawn
On my back and she is gone
Somewhere else I do not know
Time will tell and I will go
These are the words we use to say goodbye
These are the words we use to say goodbye

I will wait and take a turn
Sort it out, let it burn
Empty out empty drawer
In my pockets, there’s nothing more
These are the words you use to say goodbye
These are the words we use to say goodbye

beck

(do mais novo álbum do Beck, Morning Phase, com a luxuosa colaboração do baixistas Stanley Clarke, que finalmente chegou ao Youtube na íntegra)

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Exposição Eu Lago Sou – Mário Lago, Um Homem do Século XX

conviteMlago

Se tem uma personalidade que foi a cara do Brasil no século 20, é o Mário Lago. Compositor, ator, escritor, poeta, radialista, advogado, ativista político, ele passou por praticamente todos os grandes eventos do país – da ditadura Vargas à ditadura militar de 64, da época de ouro das novelas no rádio e TV a sambas que até hoje embalam bailes por aí (Amélia, Aurora, Atire a Primeira Pedra, entre outros).

No próximo dia 2 de abril, o Museu Nacional dos Correios (Setor Comercial Sul, Asa Sul, em Brasília) recebe uma mega exposição sobre Mário Lago, com curadoria do filho, Mário Lago Filho.

A escolha do dia 2 de abril tem um motivo: no dia seguinte ao golpe do dia 1 de abril (não foi dia 31 de março, como tentam nos fazer crer), Mário Lago foi preso pelos militares e, meses depois, demitido junto com 35 colegas da Rádio Nacional, que seria desmantelada em seguida. Essas e outras histórias serão lembradas na exposição, que vai até o dia 1 de junho.

No dia da abertura da exposição, haverá roda de samba com os sucessos dele. Estão todos convidados.

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Mongoose Flies – Fu Manchu

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Silêncio – Octavio Paz

Assim como do fundo da música
brota uma nota
que enquanto vibra cresce e se adelgaça
até que noutra música emudece,
brota do fundo do silêncio
outro silêncio, aguda torre, espada,
e sobe e cresce e nos suspende
e enquanto sobe caem
recordações, esperanças,
as pequenas mentiras e as grandes,
e queremos gritar e na garganta
o grito se desvanece:
desembocamos no silêncio
onde os silêncios emudecem.

Octavio Paz, in “Liberdade sob Palavra”
Tradução de Luis Pignatelli

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Uterusman, o Homem-Útero, super-herói do século 21

uterusman

Que tal um super-herói chamado Homem Útero (Uterusman) que é capaz de transformar o inimigo numa espécie mais frágil, infectá-lo com doenças genéticas e mudar seu gênero sexual? Nada mal, hein? E ele anda num incrível carro chamado Carruagem Pélvica e tem, entre suas armas mais poderosas, um… bebê?

Batman e Hulk que se cuidem!

homem

Mas o Homem Útero não tem pretensões de entrar para os Vingadores ou a Liga da Justiça, é apenas uma obra da video-artista chinesa Lu Yang, que lançou um filme anime com o personagem na galeria Art Labor, em Xangai, e causou geral.

Em entrevista para a Time Out Shanghai, Lu Yang respondeu aos críticos que afirmam que seu trabalho tem mais haver com provocação do que estética:

“Qualquer trabalho é uma camada que contém a necessária expressão do núcleo. É claro que a mídia será sempre pior do que o conteúdo.”

Entre os trabalhos anteriores de Lu Yang, sempre ligados ao que chama de ‘bio-arte’ e neurociência, estão Happy Tree, Cruel Electromagnetic Wave e Krafttremor, em que expõe a fragilidade do ser humano, a inevitabilidade da morte, a crueldade infligida a outras espécies, a reação humana a doenças, agressões e morte.

“Eu gosto de assuntos como bio-arte, e também medicina, neurociência e outros temas similares. Esses trabalhos são baseados numa perspectiva muito objetiva e empírica de se tratar esses assuntos. Não penso nessas coisas como sombrias ou obscuras, estou apenas colocando a vida real na frente dos olhos das audiências. Espectadores diferentes vão tirar conclusões diferentes. Não podemos dizer que essas coisas reais, que podem acontecer com todos nós, são sombrias. Doença e morte são partes da experiência de todos nós, você não pode ser mais natural do que isso.”

(Fonte: Time Out Shanghai – e obrigado, Marcos, pela dica!)

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Monstros

“O inconsciente tem seus horrores, mas eles não são antropomórficos. Não é o sono da razão que engendra os monstros, mas antes a racionalidade vigilante e insone.”

Gilles Deleuze

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Um Girassol da Cor de Seu Cabelo – Lô Borges

Vento solar e estrelas do mar
A terra azul da cor do seu vestido
Vento solar e estrelas do mar
Você ainda quer morar comigo

Se eu cantar não chore não
É só poesia
Eu só preciso ter você
Por mais um dia
Ainda gosto de dançar
Bom dia
Como vai você?

Sol, girassol, verde, vento solar
Você ainda quer morar comigo
Vento solar e estrelas do mar
Um girassol da cor de seu cabelo

Se eu morrer não chore não
É só a lua
É seu vestido cor de maravilha nua
Ainda moro nesta mesma rua
Como vai você?
Você vem?
Ou será que é tarde demais?

O meu pensamento tem a cor de seu vestido
Ou um girassol que tem a cor de seu cabelo?

(do disco Clube da Esquina, de 1972)

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30 discos para ouvir chapado: 6 – Vagarosa, da Céu

Que delícia esse disco da Céu! Não tinha ainda escutado ele na íntegra, apenas uma ou outra canção, como Cangote. Foi lançado em 2009. Tem várias músicas primorosas como Nascente e Grains de Beauté (a minha preferida no disco). Trabalho relax, pra curtir num fim de tarde daqueles preguiçosos.

Segundo o site Miojo Indie, “da voz arrastada da cantora ao composto de melodias esvoaçantes, todos os espaços do registro contam com um doce aroma canábico, como se o disco todo flutuasse em uma vistosa marofa recém soprada.” Não poderia concordar mais. 

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Silencio – Ojos de Brujo

Silencio
cuando llamando a la suerte, no comparece en ese momento
en silencio, solo
recogiendo platos rotos, va mi compare de puerto en puerto
en silencio, solo en silencio
barquito velero, barquito velero!!!

Mentira, todo es mentira
los sueños y las ilusiones sin timón hacia la deriva
susurran callaítas, mares, cielos y ríos
tierras lejanas, madres y niñas
testigos de un tiempo, de tanto odio y tanta injusticia.

Miraba las estrellas una noche de verano
Buscando la ternura, ke tuvo y no volverá.
Juguete de papel desvanecía en sus manos
Inocencia ke tuvo y no volverá.

Quien entiende
lo ke es la vida y la muerte
los momentos aparentes ke nos tocan de vivir
Quien entiende
las apariencias engañan al más noble
amor y odio se confunden
tormenta y agua ke va, ke va y al mar
¡¡¡quien entiende!!!

Sabéndolo tó de tó,
recoger la noche clara ke la ternura fraguó
No busques la noche oscura por oscuro callejón
no la esperes, llega sola…

Miraba las estrellas y no veía ná…..
Más ke puntitos luminosos en un mundo nublao….
Reflejo de galaxias en un cielo gris….
Espera los colores ke están por venir….

Miraba las estrellas una noche de verano
Buscando la ternura, ke tuvo y no volverá.
Juguete de papel desvanecía en sus manos
Inocencia ke tuvo y no volverá.

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Definição de fantasma

“O que é um fantasma?, perguntou Stephen. Um homem que se desvaneceu até se tornar impalpável, por morte, por ausência, por mudança de hábitos.”

(James Joyce em Ulysses, 1921)

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