Enfim, leite sem pus!

Depois de muita pressão dos consumidores, de produtores de leite e de ONGs, a Monsanto entregou os pontos e vai parar de fabricar o Posilac (ou rBGH), um hormônio de crescimento geneticamente modificado para fazer as vacas produzirem mais leite. O produto foi o primeiro transgênico produzido em escala comercial pela empresa e vinha causando inúmeros problemas aos animais – e aos humanos por tabela (veja o vídeo abaixo). O hormônio provocava mastite nas tetas das vacas, gerando muito pus, que por sua vez passava ao leite, juntamente com a quantidade industria de antibióticos dados aos animais para tratar dos problemas causados pelo produto da Monsanto. Uma beleza, não?

Nos últimos anos, houve uma crescente rejeição ao Posilac no mercado americano. Empresas como Starbucks e Kraft se declaram livres do produto e outras passaram a indicar nos rótulos de seus produtos que não usavam leite de vacas tratadas com o hormônio – coisa que a Monsanto tentou impedir na Justiça.

E pensar que o produto, proibido na Europa e no Canadá, ficou no mercado americano por quase 15 anos. A Monsanto diz que vai ‘descontinuar’ o Posilac porque pretende focar nas sementes transgênicas. É a velha história: eles ferem o sândalo e ainda querem sair perfumados…

Confira abaixo a pressão que a Monsanto fez na Fox americana para que não veiculasse uma grande reportagem investigativa que apontava sérios problemas no produto e os riscos que ele poderia causar à saúde humana:


(trecho do documentário The Corporation, que pode ser visto na íntegra no Youtube – o próprio diretor pôs o filme lá, dividido em 23 partes.)

Publicado em Meio Ambiente | 4 Comentários

Cenários futuros num mundo com menos energia

Um dos leitores deste blog, Sérgio Pamplona, deixou um comentário no post que escrevi sobre os textos do Rex Weyler indicando o site Future Scenarios, de David Holmgren, um dos criadores do conceito permacultura. Sérgio está traduzindo a página, que joga luzes importantes no debate sobre o futuro energético do planeta.

Dizae, Sérgio:

Há anos ele vem batendo na tecla da “pico do petróleo” e construindo os cenários que daí podem advir. De acordo com ele, no cenário que ele julga mais provável (o do “declínio de energia”), a permacultura, como visão, princípio de ação e como práxis, tende a se tornar muito necessária para que atravessemos os tempos difíceis que se aproximam, mas que não deixam de ser oportunidades para a criatividade humana. Ele também vem falando há vários anos da relocalização, e isso está na base das propostas permaculturais.

Nas palavras de Holmgren:

Cenários Futuros apresenta uma forma integrada de entender a interação potencial das mudanças climáticas e o pico do petróleo usando um modelo de planejamento de cenários. No processo, eu introduzi a permacultura como um sistema especificamente expandido aos últimos 30 anos para responder criativamente a futuros que envolvam progressivamente menos e menos energia disponível.

Aguardo ansiosamente a tradução do site, Sérgio, pra gente poder divulgá-lo ainda mais por aí!

Publicado em Meio Ambiente | 4 Comentários

Somos todos chineses

A revista do jornal alemão Sueddeutsche Zeitung publicou sexta-feira passada uma série de fotografias com atletas olímpicos da Alemanha que posaram com fotos de dissidentes chineses cobrindo seus rostos. Segundo a reportagem que acompanha as fotografias, os atletas defendem protestos também durante os Jogos de Pequim. O jogador de pólo aquático Soeren Mackeben chegou a defender que sua equipe usasse uniformes na cor laranja como um tributo silencioso ao Tibete. Se vc não lê em alemão, confira aqui um resumo em português do material publicado pela Reuters.

É, parece que essa Olimpíada vai ser mesmo histórica – mas não pelos motivos que os chineses esperam…

Publicado em boca no trombone | 3 Comentários

A História das Coisas – versão brasileira

O pessoal da comunidade Permacultura lá do Orkut acaba de dar um presentão pra gente: a versão brasileira do filme A História das Coisas, da ativista Annie Leonard, que já foi visto por mais de 3 milhões de pessoas em mais de 200 países!

Os autores da façanha mantêm um site bem legal, o Permear, que vale a visita. Valeu, galera!

Sem mais delongas, aqui está o filme dublado!

(O pessoal da Hesperian Foundation se voluntariou para produzir DVDs do filme e distribui-los. Se você está interessado, manda um email para stuff.for.allison@gmail.com e pede o seu!)

Atualizando: vc pode fazer o seu próprio DVD. Para isso, visite a página brasileira do filme e baixe o arquivo!

Publicado em Meio Ambiente | 3 Comentários

Contra o caos, inteligência verde

Demorou mas Rex Weyler enfim atualizou sua série sobre as origens do ativismo, ambientalismo e do Greenpeace publicando dois novos textos no site do grupo. E que textos!!

Estamos no limiar de grandes mudanças de paradigmas de desenvolvimento e sociais, e o que Rex faz é nos alertar para estarmos preparados. Ou nos mexemos agora, priorizando a sustentabilidade, o consumo responsável e o respeito ao meio ambiente, ou vai ser um baita barata-voa no meio do caos.

O primeiro texto, O Fim do Preço (aqui a íntegra, em inglês), começa assim, numa tradução livre minha:

Nos anos 80, pescadores capturaram a última beluga no Mar de Azov, fonte do valioso caviar, e o peixe selvagem do Mar Cáspio fracassou em se reproduzir. A captura desse tipo de peixe despencou em 95% e o custo do caviar disparou. Tal crescimento extraordinário no preço é conhecido como ‘hiperinflação’, ou como o economista Eric Sprott diz, “a síndrome do caviar”.

Isso pode soar trivial, mas a hiperinflação se torna crítica quando se trata de commodities como óleo, gás, cobre, zinco, água ou madeira, todas elas cada vez mais raras em escala global. A civilização industrial já prospectou o melhor e mais acessível desses recursos. Belugas podem se recuperar se deixarmos elas em paz, mas cobre e óleo não se reproduzem.

Conforme a humanidade vasculha as regiões mais inóspitas do planeta por recursos, entramos em um novo período histório em que algumas commodities vitais não mais terão seu tradicional preço de mercado ligado à demanda, mas sim ao custo do acesso a elas.

Vale ressaltar um outro trecho do primeiro texto:

Os custos ambientais e sociais de se fazer negócios nunca aparecem nos orçamentos operacionais de empresas bilionárias. Dinheiro público e lagos tóxicos não aparecem nos balanços financeiros. Por que? Porque não seria rentável. Investimentos do setor público e da natureza não ganham opções de ações, apesar dos magos do mercado livre precisarem desses investimentos para evitar o choque contra a parede. A estratégia do mercado livre para evitar o muro é: socializar os custos, privatizar os lucros.

E para garantir os recursos necessários para a vida perdulária que vivemos hoje, os países estão dispostos a partir pra porrada. Ou, segundo as palavras de Zhng Wenmu, pesquisador do Instituto de Relações Internacionais Contemporâneas da China, citado por Weyler, “uma grande potência é aquela que controla mais recursos e nunca houve um caso na história onde isso é obtido por meio da paz.”

E conclui:

Vemos agora que nossas economias galopantes dependem de dívidas enormes, guerra, abuso, desperdício. Os rios morrem, espécies são extintas, florestas desaparecem, desertos crescem e pessoas sofrem. Esse estado das coisas sinaliza uma disfunção social em escala global. O mundo industria revela um comportamento sociopata e ‘ecopata’. Cidadãos inocentes às vezes parecem traumatizados, mesmo quando fazem o seu melhor para permanecerem otimistas e aplicam soluções criativas.

Daly, Henderson, Ayers, Mark Anielski, Nicholas Stern e muitos outros economistas descreveram teorias econômicas mais acuradas que reconhece o valor natural e a autêntica qualidade de vida. O que a sociedade tem que aprender é:

A ecologia é a economia.

Tudo que usamos, toda inovação tecnológica, todo empreendimento humano ou simples prazer depende do planeta. Economistas ignoram a ecologia, para o nosso perigo. O fim do preço convencional coloca a ecologia e a natureza em perspectiva apropriada: não tem preço.

No texto mais recente, Pico do Petróleo Muda Tudo (aqui a íntegra, em inglês), Rex discorre sobre as mudanças que teremos na moderna sociedade de consumo devido aos custos cada vez mais altos dos recursos naturais e energéticos (petróleo, por exemplo) necessários para prover economias em desenvolvimento como Brasil, China e Índia.

Ou nas palavras dele:

Pico do óleo não é uma teoria, mas uma simples observação de uma ocorrência comum natural. Pico do óleo é apenas um sintoma de um crescimento populacional exponencial, com demandas exponencialmente crescentes, alcançando os limites mundiais de todos os recursos.

“O pico do óleo tem sido uma realidade há tempos para a indústria do petróleo”, afirma Anita M. Burke, ex-consultora da Shell sobre Mudanças Climáticas e Sustentabilidade. Em 2007, Dr. James Schlesinger, ex-secretário americano de Defesa e Energia, afirmou: “Se você conversa com os líderes da indústria, eles admitem… estamos enfrentando um declínio dos combustíveis líquidos. A batalha terminou.”

E o que vem por aí?

A era pós-pico do óleo vai requerer novos padrões de desenvolvimento humano e estratégias que se alinhem aos limites do crescimento. A humanidade não tem novos continentes para explorar ou planetas para ocupar. Nações industriais podem perfurar o Ártico e cavar em areias sujas de alcatrão, mas nada disso vai aumentar ou mesmo equiparar a abundância passada de combustível líquido barato que já consumimos. No entanto, o atual momento em que a produção de óleo chega a um teto é menos relevante do que nossa preparação para o impacto…

… Nossas economias foram construídas com óleo barato. Desenvolvimento mal planejado deixou para trás florestas arrasadas, lagos tóxicos, erosão do solo, espécies perdidas para sempre, ar poluído, rios mortos, aquíferos contaminados e desertos em expansão.

A solução? Algumas dicas:

Relocalizar: Pensar globalmente, consumir localmente. Se vai estudar finanças internacionais, talvez seja interessante fazer alguns cursos de permacultura também.

Preservar fazendas: Cidades dependem da produção de alimentos e por isso é uma boa idéia ter fazendas por perto. Canberra, capital australiana é assim: fazendas ficam entre os bairros! Alguns parques também.

Mudança no padrão da comunidade: Toda distribuição da atividade pública, espaço público e áreas residênciais devem ser adaptadas para o uso de menos combustível e consumo de recursos.

Espaços urbanos verdes e produtivos: Mais áreas verdes, mais transporte público, mais ciclovias.

Viva o transporte público: Automóvel só para o essencial. Mesmo. Para muitas coisas, é melhor andar, ir de bicicleta, pegar um ônibus ou trem. Cidades inteligentes têm que ser planejadas para evitar ao máximo o deslocamento motorizado.

100% de reciclagem: A natureza recicla tudo. Nós também podemos. É possível viver num mundo sem lixo. Experiências nesse sentido já podem ser vistas no Japão e na Escócia, por exemplo.

Publicado em Meio Ambiente | 9 Comentários

Rotomusic reloaded

Acabei de ler que o primeiro disco do Pato Fu vai ser reeditado, com um monte de novidade – confira no site oficial da banda (tá baratinho, 15 real). O disco, de 1993, é uma beleza. Lembro de quando uma amiga, a Dani Varrida, me falou do grupo durante uma edição do Hollywood Rock no Sambódromo. Não lembro se ela chegou a me dar o CD na hora, mas logo eu estava curtindo o som em casa e fiquei de cara com aquelas melodias diferentes, inovadoras, sarcásticas.

Em seguida, fui a um show deles no Circo Voador, num Superdemo, e agendei uma entrevista com eles para a International Magazine, mas só consegui falar com o baixista (Ricardo Koctus, não sei se ainda é). Paulinho Marrufo foi de fotógrafo e tivemos um papo maneiro num pequeno apê em Ipanema.

De lá pra cá fiquei fã do trabalho dos caras e tenho quase todos os discos. Takai canta lindamente, Johnny é um puta guitarrista (desde os tempos do Sexo Explícito) e produtor, e as composições estão cada vez melhores. Ouso dizer que Toda Cura Para Todo Mal é um dos melhors discos pops já feitos no Brasil – gosto muito também do Isopor e Televisão de Cachorro. E Canção Pra Vc Viver Mais é uma obra-prima.

Acho que vou dar uma colher de chá pros caras e comprar o CD, em vez de baixar…

Publicado em musica | 4 Comentários

Faça amor, não derrube florestas

Um barato o vídeo ForestLove, produzido pelo Greenpeace em defesa das florestas do mundo. A idéia é pressionar a Comissão Européia a votar logo uma lei para proibir a importação e comercialização de madeira ilegal na Europa. E vc também pode ajudar: envie fotos e/ou vídeos mostrando o seu amor pela floresta e envie as fotos para a página do Greenpeace no Flickr e os vídeos no Youtube como resposta ao do Greenpeace. A idéia é fazer um vídeo colaborativo para mostrar aos representantes da Comissão Européia em setembro, durante a votação da lei.

Vc pode também assinar uma petição online que será enviada ao presidente da Comissão Européia. Mas o que essa nova legislação européia tem a ver com o Brasil? Tudo! Se a Europa barrar a madeira ilegal, isso ajuda a combater o desmatamento na Amazônia.

Mas enfim, vamos ao vídeo. Mas atenção: conteúdo erótico à vista!

Publicado em Meio Ambiente | 4 Comentários

Salve Jorge

Jorge trocando uma idéia com turista gatinha em Galápagos. Acho que rolou um clima...

Jorge trocando uma idéia com turista gatinha em Galápagos. Acho que rolou um clima…

Depois de ser rejeitado pelas fêmeas durante 36 anos, Jorge vai enfim se reproduzir!! O cara é highlander, não desiste!!

(Vai ter volta, viu Lelê?)

Publicado em animais | 1 Comentário

A cor de São Paulo

As imagens acima são trabalhos da dupla de grafiteiros Os Gêmeos pela cidade de São Paulo – clique na imagem pra ver num tamanho maior. As obras deles ganharam o mundo e agora podem ser vistas também em Nova York, Londres, Madri e outras, e algumas até acabam expostas em galerias de arte. Mas está cada vez mais difícil de vê-las em São Paulo!

Isso porque a prefeitura aqui vem cobrindo uma série de desenhos dos caras – e também de Francisco Rodrigues, o Nunca – com um enfadonho cinza, como parte do seu programa Cidade Limpa.

Para ver os trabalhos dos Gêmeos por São Paulo, mais garantido visitar o Lost Art. Alguns dos desenhos que constam desse site provavelmente já foram apagados pelos homens de Kassab. Parabéns, prefeito! Vc tá deixando a cidade limpa (sic) e… cinza!

CORREÇÃO: O pessoal do site Lost Art deixou um recado aqui para corrigir algumas informações do post, relativas às imagens que coloquei aqui. Falae, pessoal:

-o bueiro não é deles (Gêmeos).

-o primeiro da fileira de baixo não é um graffiti, é uma tela, e foi capa da Juxtapoz.

-o último (grafiti) de baixo, foi um mural pintado na Grécia, não em SP.

Publicado em arte | 2 Comentários

Como parar de se preocupar e passar a amar a bomba

Lula, Jorge Bittar, um japa, Carlos Minc e Fernando Gabeira em protesto contra Angra 3 realizado em 1989.

Bons tempos em que Lula, Carlos Minc e Fernando Gabeira se juntavam para protestar contra Angra 3.

O Ibama concedeu quarta-feira o licenciamento ambiental prévio à usina nuclear Angra 3, não sem antes condicionar a obra a 65 exigências – de cuidar de parques a obras de saneamento básico e solução definitiva para o armazenamento do lixo nuclear. Dá pra se ter uma idéia do pepino ambiental que Angra 3 representa só pela gigantesca lista de compensações ambientais. Mesmo que todas sejam atendidas – e não serão -, nada justifica a construção da usina.

Energeticamente o Brasil tem imenso potencial hídrico, solar e eólico a ser explorado. Só os ventos do Nordeste oferecem 75 gigawatts de energia ao país. O que me leva a fazer uma continha básica: levando-se em conta que Angra 3 tem potencial para 1.350 megawatts (1 gigawatt = 1.000 megawatts, só pra constar) e custo estimado de R$ 8 bilhões para ser construída, seriam necessárias 56 usinas iguais à ela, ao incrível preço de R$ 450 bilhões, para gerar esse mesmo total de energia com reatores nucleares. E ainda têm a cara-de-pau de dizer que as fontes renováveis de energia são caras…

E nessa conta aí não estou incluido o alto custo de descomissionamento das usinas nucleares, ou seja, o dinheiro que se gasta para desligar, desmontar e descontaminar as usinas e seus equipamentos ao final de sua vida útil, que é em média de 50 anos (aqui e em todo o mundo), além de armazenar adequadamente o lixo nuclear de baixa, média e alta radioatividade – o que nenhum país do mundo ainda conseguir saber como fazer. Estima-se que na França, país tido como modelo para os defensores da energia nuclear, esse custo possa chegar a US$ 90 bilhões!

Existem hoje no planeta 440 usinas nuclears, boa parte nos EUA e França. Dezenas delas serão fechadas em no máximo 10 anos. Dá pra se ter uma idéia do que isso vai custar, não? E, pasmén: esse dinheirama toda nunca é incluída na conta do que se gasta numa usina nuclear. E sabe quem paga a conta? eu, vc, todo mundo, porque a indústria nuclear é subsidiada pelos governos.

É aí que entra o X da questão: por que os governos subsidiam tanto a indústria nuclear, que é cara pra cacete e altamente perigosa? Por questões militares. A mesma tecnologia nuclear que gera energia, gera a bomba. Países que mais têm usinas são também os que mais investem em arsenal atômico – França, EUA, Rússia. No Brasil, o setor nuclear também está intimamente ligado aos militares. O presidente da Eletronuclear é o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, aquele mesmo que tocava um programa nuclear militar paralelo na década de 1990 e queria testar um artefato nuclear na Serra do Cachimbo, no Pará.

Aí vem o outro e diz: “Ah, mas seria preciso rasgar a Constituição brasileira para o Brasil desenvolver armas nucleares, porque a Carta Magna diz que o programa nuclear brasileiro tem que ser pacífico.” Ora, não é preciso rasgar a Constituição, basta reformá-la, como tantas vezes se fez. E há gente da pesada que defende não só isso como também a saída do Brasil do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares, como fizeram a Índia e o Paquistão, por exemplo. Gente como o chefe do Estado Maior das Forças Armadas, general Benedito Leonel, e o secretário-geral do Itamaray, Samuel Pinheiro Guimarães.

Em seu livro Desafios do Brasil na Era dos Gigantes (editora Contraponto, 2006), o embaixador Guimarães é claro: “A nação deveria se engajar na eliminação da vulnerabilidade militar que decorre da adesão do Brasil, em situação de inferioridade, a acordos de não-proliferação de armas de destruição em massa.”

E teria o Brasil razões para tamanha loucura? Geopoliticamente, sim. O país anunciou recentemente a descoberta de mega-campos de petróleo e, na seqüência, os Estados Unidos anunciaram a recriação da Quarta Frota Naval, para atuar no Atlântico Sul. Uma coisa puxa a outra e há setores militares no Brasil considerando que o país tem que estar pronto para o que der e vier. Lá vem bomba.

Publicado em Meio Ambiente | 5 Comentários