Nasa dá sinal verde para missão que vai procurar vida em Júpiter

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A Nasa divulgou hoje comunicado informando que a missão rumo à Europa, lua de Júpiter que tem um imenso oceano (tanta água quanto o planeta Terra inteiro) saiu do estágio conceitual e entrou no de ‘desenvolvimento’. Segundo o comunicado, a Missão Europa vai para “um dos lugares mais promissores no sistema solar para se procurar sinais de vida”.

“Hoje estamos dando um emocionante passo, do estágio de ‘conceito’ para ‘missão’, em nossa busca para encontrar sinais de vida além da Terra”, afirmou John Grunsfeld, administrador associado do Diretório de Missão Científica da Nasa em Washington. “Observações da lua Europa nos providenciaram com pistas tentadoras nas últimas duas décadas, e chegou a hora de procurar as respostas para uma das mais profundas questões da humanidade.”

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O comunicado lembra que a missão Galileo, também da Nasa, produziu no final da década de 1990 fortes evidências de que a lua Europa tem um oceano embaixo de sua crosta congelada e que ele pode conter vida. Com água salgada abundante, um solo marinho pedregoso e energia e química providenciada pelo aquecimento gravitacional de Júpiter, Europa pode ter os ingredientes necessários para manter organismos simples.

Ainda segundo o comunicado, a missão agora em curso prevê o lançamento da espaçonave rumo à Europa na próxima década (2020), chegando à órbita de Júpiter após uma viagem de vários anos. A sonda vai orbitar o planeta gigante a cada duas semanas, providenciando várias oportunidades para se aproximar da lua – seriam cerca de 45 flybys (termos que significa passar próximo ao objetivo graças à força gravitacional).

europaParece que a vida está imitando a arte. Ou quase. Um dos meus filmes de ficção científica favorito é Europa Report (de 2013), que mistura thriller, ciência espacial e ‘mockumentary’ (história ficcional apresentada como se fosse um documentário). O filme narra a viagem de seis dos nossos melhores astronautas para a lua de Júpiter, numa missão tocada por uma empresa privada (alguém pensou na Virgin?), para explorar o imenso oceano que o satélite esconde sob o gelo. O que acontece na missão é tenso…  Problemas técnicos causam a perda de comunicação com a base na Terra e a tripulação começa a enfrentar crises psicológicas e físicas associadas às viagens ao espaço profundo. E o que descobrem em Europa é ainda mais perturbador.

A diferença entre o filme e a realidade é que a missão da Nasa não é tripulada. Ainda. Alguém duvida que se a sonda enviada pra lá atestar que há boa chance de haver vida no oceano ‘europeu’ , e tivermos as condições técnicas para tal, não ficaremos tentados em enviar cientistas para explorarem o local? A sonda agora vai apenas passar algumas vezes pela lua de Júpiter, sem pousar, para colher os dados e enviar de volta pra cá. Mas certamente vão estudar meios de pousar uma nave por lá para fazer uma pescaria, como deseja o astrofísico Neil deGrasse Tyson:

Aqui ele explica melhor o que espera encontrar em Europa:

Independentemente de como vai se desenvolver essa e outras missões para descobrir vida alienígena – parece que uma lua de Saturno também é boa candidata -, tenho certeza apenas de uma coisa: a realidade é sempre mais surpreendente do que a ficção que vemos nos livros e filmes. Espero estar vivo para acompanhar nosso primeiro contato com primos do espaço.

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