Curta de animação holandês de 2000, do ilustrador Michael Dudok de Wit. Sofia, eu te amo!!! (Martim, vc também!)
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Curta de animação holandês de 2000, do ilustrador Michael Dudok de Wit. Sofia, eu te amo!!! (Martim, vc também!)
John Paul Jones, Dave Grohl e Josh Homme (aka Them Crooked Vultures) já estão ensaiando a valer pros primeiros shows da banda, que deverão acontecer na Europa. Eles divulgaram hoje um vídeo de apenas 33 segundos, com imagens dos três num estúdio em Amsterdã, saca só:
E colocaram também uma camisa pra vender online – trinta mangos (doletas).
Foda é saber que dificilmente essa banda vai tocar por aqui.
O título deste post quem deu foi meu camarada Andre Arruda, fotógrafo de primeira. Foi com essa chamada que ele me avisou no twitter sobre a existência do trailer do mais novo filme de Terry Gilliam, The Imaginarium of Doctor Parnassus:
(Fonte: 7D News)
O roteiro não poderia ser mais engenhoso: uma trupe de teatro que circula de cidade em cidade tem como atração principal um grande espelho que permite levar as pessoas numa viagem inusitada por sua imaginação. A trupe é liderada pelo Doutor Parnassus, um senhor imortal de mil anos. O espelho mágico foi dado pelo diabo em pessoa, em troca da alma da filha de Parnassus. Chega o dia do diabo levar sua prenda, mas a trupê resolve resgatar a menina das mãos do tinhoso, empreendendo uma caçada por mundos paralelos.
O roteiro e direção são de Gilliam. E quando ele tá inspirado é capaz de entregar preciosidades como 12 Macacos, Medo e Delírio em Las Vegas e Brazil, o Filme. Vamos ver o que vem por aí. O filme será lançado em outubro na Europa. No Brasil, quiçá no final do ano.
Uma curiosidade sobre o filme: foi o último trabalho de Heath Ledger, que morreu no meio das filmagens. Para suprir a falta do ator e não ter que filmar tudo de novo, Gilliam me saiu com uma solução genial – botou Jude Law, Johnny Depp e Colin Farrell para fazerem o mesmo papel, dando um quê pra lá de enigmático ao personagem, que muda de fisionomia conforme viaja pelos mundos paralelos. No elenco também Christopher Plummer (como Parnassus) e Tom Waits (o diabo em pessoa).
Quem foi ao último festival de Cannes já viu. A nós, reles mortais, resta esperar – e se contentar com o trailer acima.
Em tempo: Outro filme que promete muito é Alice, do Tim Burton. Confira o trailer.
Pale Blue Dot, filme da Pale Blue Films, sobre texto de Carl Sagan, narrado por ele próprio. Cortesia de GiovaniT.
Tô numa correria danada e sem muito tempo pra escrever aqui – o trampo em Brasília tá frenético. Mas pra não deixar o blog morrer, de vez em quando publico alguma coisa. Os dois últimos posts foram sobre datas comemorativas, então aqui vai mais uma: há 20 anos, morria Luiz Gonzaga, o rei do baião. O cantor e compositor nordestino deixou inúmeras canções de sucesso, mas Asa Branca é o carro-chefe. Essa música, aliás, também está aniversariando hoje – fazem 60 anos que Luiz Gonzaga a gravou pela primeira vez.
Então, vamos curtir a sanfona do mestre Lua:
Seguindo com as datas marcantes: hoje, dia 29 de julho de 2009, faz 15 anos que se foi um dos humoristas brasileiros mais queridos de todos os tempos, Mussum. Fica aqui uma singela homenagem a Antônio Carlos Bernardes Silva, que durante muito tempo alegrou minhas noites de domingo no programa Os Trapalhões e embalou algumas boas rodas de samba com as músicas do grupo Originais do Samba, do qual era integrante.
(a versão do Tião Macalé para Jenny, Jenny, do Little Richards, é antológica!)
(‘Não tem leite de ganso manso? Não! Deus é testemunha que eu queria tomar leite… bota uma cachaça aí!’)
(trechos do programa MPB Especial com Originais do Samba, exibido na TV Cultura em 1972)

Imagine uma máquina de guerra capaz de se auto-abastecer com qualquer tipo de matéria orgânica. Não apenas isso, mas procurar, ingerir e extrair energia de qualquer fonte orgânica. Algo como o Robô Tático Energeticamente Autônomo (EATR, na sigla em inglês) que vem sendo desenvolvido pelos militares americanos. Dizem que ele é vegetariano – ainda bem! Pelo menos é o que garante o Pentágono, responsável pelo projeto… se bem que, se tiver que comer meia dúzia de cadávers de soldados para se manter funcionando e vencer a batalha, alguém vai impedir? huuum…
Agora, imagina essa tecnologia acoplada a esta outra aqui, o BigDog:
É, o bicho fica feio, não? Mas não pára por aí. Que tal dotar o tal BigDog EATR com uma inteligência humana artificial? Impossível? Nem tanto. Henry Markram, diretor do projeto Blue Brain, afirma que terá cérebro humano artificial e funcional em 10 anos.
Uma adaptaçãozinha aqui, uma guerrazinha ali e pronto, temos um belo (e terrível) protótipo de exterminador do futuro como o do filme.
Bem que o personagem de Arnold Schwarzenegger: I’ll be back!
Voltando de uma visita frustrada a uma amiga, que não estava em casa, passei pela quadra 407 norte, onde morei de 1975 a 1977, dos 7 aos 9 anos. Vim pra Brasília quando minha mãe se separou do meu pai e foi transferida do Rio pelo Ministério das Relações Exteriores, onde trabalhava. Eu e meus irmãos chegamos em seguida, após nossa primeira viagem interestadual. Foi uma fase difícil, em que nossos pais estavam se separando, e nós deixando para trás, pela primeira vez, o pai e o Rio de Janeiro.
Ao chegar à na quadra, procurei pelo bloco N (de Nora, nome da minha mãe) e estacionei bem em frente à sacada do nosso antigo apartamento. O tempo pareceu parar. Desci do carro e fiquei por uns instantes que nem um dois de paus ali, olhando os arredores, sentindo a atmosfera. A manhã estava quente, mas uma leve brisa amenizava o calor. Acendi um cigarro e fui dar uma volta.
As lembranças logo começaram a pipocar: lá estava a portaria com sua escadaria vazada, que sempre provacava tropeções e onde uma vez encurralei um rato e o matei com uma tijolada, e as pilastras usadas como base para o pique-esconde e a brincadeira ‘salada mista‘, quando dei meu primeiro beijo (selinho). Pude quase ouvir os ameaçadores berros da Wilma, nossa empregada, vindos da janela dos fundos do apartamento sempre ao fim das tardes, nos chamando para tomar banho. Subindo por uma rua que jurava ser mais íngreme, cheguei ao campinho de futebol onde soltava pipa, andava de bicicleta e fugia da chuva, que dava pra ver chegando à distância (coisas do planalto central), lá da outra quadra.
Na parte da frente do bloco, o então gramado irregular, palco de históricos embates de pique-bandeira, cheio de raízes das grossas árvores com espinhos nos troncos (que eram verdes e pontudos, hojes escuros e quebradiços) que furavam nossas bolas dente-de-leite, agora está mais arrumado, com cercas-vivas delimitando pequenos jardins. O mesmo não acontece com a calçada, onde andei de velotrol no primeiro dia que cheguei a Brasília: toda rachada, parece não ter sofrido reforma alguma em mais de 30 anos.
Mais adiante passei pela igreja Batista que frequentávamos e lembrei do pastor bonachão, cara de gringo, alto pacas, que se inclinava todo para me cumprimentar – justamente com a mão que tinha um problema, era bem inchada, muito estranho. E quando cheguei à escola pública onde estudei na divisa com a quadra 408, ao ler a faixa pendurada na entrada – ‘lugar de gente feliz’ – confesso que sentei e chorei…
Não pensei que a passagem por esse túnel do tempo fosse mexer tanto comigo. Estou num momento semelhante àquele de 34 anos atrás, saindo de SP após 10 anos e deixando por lá filhos e amigos queridos, e certamente isso potencializou a experiência. E o mais curioso de tudo é que pintou um apartamento para alugar justamente na quadra 407 norte (não no mesmo bloco). Confirmando, vai ser uma viagem e tanto.
Definitivamente seguimos adiante numa grande espiral, não em linha reta. Esse é, talvez, o grande barato da vida.