Viva Gonzagão!

Tô numa correria danada e sem muito tempo pra escrever aqui – o trampo em Brasília tá frenético. Mas pra não deixar o blog morrer, de vez em quando publico alguma coisa. Os dois últimos posts foram sobre datas comemorativas, então aqui vai mais uma: há 20 anos, morria Luiz Gonzaga, o rei do baião. O cantor e compositor nordestino deixou inúmeras canções de sucesso, mas Asa Branca é o carro-chefe. Essa música, aliás, também está aniversariando hoje – fazem 60 anos que Luiz Gonzaga a gravou pela primeira vez.

Então, vamos curtir a sanfona do mestre Lua:

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Uma resposta para Viva Gonzagão!

  1. Domenica disse:

    (…) Eu agradeço, ao povo brasileiro, norte, centro, sul inteiro, onde reinou o baião. – Caetano Veloso –

    Muito se tem a agradecer ao maior intérprete da música popular nordestina.
    Ele está para a realeza no baião assim como o Roberto Carlos no iê-iê-iê. Salve!
    Mas que seja dito também, que o Gonzagão, além de excelente músico, era apenas intérprete, o poeta que compôs “Asa Branca” e grande parte dos maiores sucessos conhecidos,foi o Humberto Teixeira.

    Talvez a única tentativa do Gonzagão como poeta, “A Carta”, deixe bem claro que ele nasceu para ser apenas sanfoneiro, e intérprete verossímel da cultura do seu povo, e com louvor, além do carisma.
    A carta
    Luíz Gonzaga

    Na carta perfumada que deixaste sobre a mesa
    Tenho a certeza de tua traição
    Minhas lágrimas caíam teimosas
    Sobre as folhas cor-de-rosa escritas por tua mão
    Partiste mas minha alma seguirá teus passos
    Onde estiveres, eu estarei contigo
    Hás de guardar uma saudade minha
    Tua lembrança ficará comigo
    Não penses mais em mim
    Seria inútil, pois nunca te amei
    O que houve entre nós dois foi apenas fantasia
    Nosso passado terminou como termina
    Todas as ilusões
    Doravante seguiremos caminhos diferentes
    Não me procures, seria uma desilusão a mais.
    E esta palavra, no fim da carta
    Manchada pelo pranto meu
    Esta palavra que me tortura é adeus.

    ————————————-

    Um bode total de homem abandonado no meio de uma história, nada tendo a ver com a poesia sertaneja que ele costumava interpretar tão maravilhosamente bem, na voz e na sanfona.

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