Passei o dia ontem escrevendo, editando, enviando pra imprensa e subindo pro site do Greenpeace notas sobre o perrengue que alguns ativistas foram vítimas lá no Pará. O bicho pegou legal. Umas 300 pessoas – entre madeireiros, políticos da região e assentados – cercaram o caminhão do Green, que trazia uma tora de castanheira de 13 metros, nas proximidades da cidade Castelo dos Sonhos e simplesmente não deixaram passar. A árvore seria usada numa exposição aqui no sul maravilha sobre a destruição da Amazônia.
Os caras ficaram praticamente um dia inteiro sob cárcere privado, na sede do Ibama que fica numa base do Exército. O clima tava tão tenso que os militares chegaram a pedir pro pessoal do Greenpeace sair para não pôr a segurança do local em risco. Ou seja, o Exército não se sente seguro naquela região!! Faroeste caboclo na veia, que mostra bem a falta de governo no interior do país – e ainda reclamam quando o estado brasileiro contrata gente. A lenda da máquina inchada é alimentada pelos mesmos jagunços da informação que atestam o aumento (que não houve) da carga tributária.
Enfim, é em Castelo dos Sonhos que o Brasil vive seu pior pesadelo…
(E, como sempre, há o outro lado da história toda. Me mandaram o link do blog de um radialista que mora em Castelo dos Sonhos com a versão dos madeireiros. Explica mas não justifica o que fizeram com os ativistas do Greenpeace. Eles não querem que a dura e trágica realidade da região seja conhecida por muitos. Com o ato de violência que cometeram, foi um belo tiro no pé, não?)


