Qual o futuro do livro?

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Você sabe? Eu não. Mas 60 pessoas que têm suas vidas ligadas de alguma forma com o mundo dos livros tentaram responder a essa pergunta provocativa. O resultado é esse livro da Editora Olhares em comemoração aos 60 anos da Ipsis Gráfica e Editora, que será lançado hoje na Livraria da Vila da Alameda Lorena. A obra por si só já pode ser considerado uma resposta – afinal de contas, porque não foi feito um site ou um e-book?

Entre os participantes estão escritores (Luis Fernando Veríssimo, Maria Alzira, Marcelino Freire, Milton Hatoum), editores (Charles Cosac, Oswaldo Siciliano), designers (Hélio de Almeida), fotógrafos (Bob Wolfenson, Thomaz Farkas), pesquisadores (Heloisa Buarque de Hollanda, Muniz Sodré) e estudiosos (Hernani Dimantas, José Mindlin).

Eu e meu camarada Otávio Nazareth (editor) nos dedicamos com carinho ao projeto ao longo deste ano e estamos pra lá de orgulhosos com o resultado final. Os participantes também, como Ivana Arruda Leite deixou claro em seu blog, o Doidivana.

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(Página dupla inspirada pelo texto datilografado enviado por Thomaz Farkas, a meu ver uma das mais interessantes e bem boladas do livro.)

Sinta-se convidado a dar uma passadinha por lá e comemorar conosco! A livraria fica no número 1731 da Alameda Lorena, nos Jardins. O rega-bofe começa às 19h30.

ATUALIZAÇÃO: Acabei de chegar do lançamento – e de alguns temakis num japa próximo à livraria. José Mindlin, highlander nacional das letras, estava lá, bem-humorado e simpático toda vida. Sou fã desse cara. Também vi no movimentado salão o Angel Bojadsen (Estação Liberdade), Hernani Dimantas (Comunix), Maria Alzira (Garamond e La Outra), Carlo Carrenho (Publishnews), Ivana Arruda (Doidivana), Hubert Alqueres (Imprensa Oficial), Levi Ferrari (União Brasileira de Escritores – UBE) e outros participantes do livro, além de amigos queridos como Cris, Amorim, Paulinho, Dani. Até o Frank, diretor do Greenpeace, prestigiou. Sucesso total!

Parabéns, Otávio! Rumo ao próximo projeto!

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Watchmen, o filme – lá vou eu de novo.

O Alan Moore já disse que não reconhece o filme como obra inspirada em seu trabalho, e o que ele fala eu assino embaixo. Mas vai ser difícil perder Watchmen no cinema. Mesmo que trucidem o argumento original do mago de Northampton, como fizeram em Liga Extraordinária, Do Inferno e V de Vingança, vale conferir o que vão aprontar com essa obra-prima dos quadrinhos. Espero que Zack Snyder, o diretor, tenha mais sorte do que em Os 300 de Esparta, porque não curti muito a adaptação feita dos quadrinhos de Frank Miller. Mas enfim, vamos ver no que dá.

Pelo que li lá no blog da produção do filme, os trabalhos estão de vento em popa, mas a estréia está marcada só para 2009. E lá vou eu de novo para a sala de cinema esperando ver a genialidade de Moore transposta à telona. Não sou daqueles que espera ver no cinema uma reprodução 100% fiel da obra original, isso é besteira. Filme é filme, quadrinhos são quadrinhos, livro é livro, música é música e por aí vai. Mas tem que respeitar o espírito da obra, como Kubrick fez com O Iluminado de Stephen King. Alan Moore não teve sorte até agora – só fuderam com o trabalho dele. Quem sabe agora vai?

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Mais uma enciclopédia wiki

Acabei de achar, a Lostpedia. Sobre o que? O seriado Lost, ora bolas!

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Uns e outros

Uma das coisas que mais me marcou na primeira viagem que fiz à França, em 1982, foi assistir o filme Les Uns et Les Autres (dirigido por Claude Lelouch, 1981). Conta a história de três gerações de dançarinos e músicos russos, alemães, franceses e americanos, de antes da Segunda Guerra Mundial até a década de 1980. O final, apoteótico, foi coreografado por Maurice Bejart, que faleceu semana passada, ao som do Bolero de Ravel. Eu tinha 14 anos e pouco entendia de dança ou música clássica, queria mais comprar discos de heavy metal que não encontrava no Brasil. Mas naquela noite, em frente à TV da casa de minha mãe em Paris, comecei a mudar meu gosto musical.


(Pause a rádio Escriba pra curtir melhor a cena final do filme)

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Rádio Escriba está de volta

Depois de alguns dias de silêncio, a rádio voltou. Não sei exatamente o que houve, mas agora vai! Pra comemorar, uma seleção cuidadosamente preparada para embalar a leitura dos mal-traçados posts deste blog. Tem Delroy Wilson, Bob Dylan (pra variar), Jorge Ben, Wilson Simonal, Dizzy Gillespie, Lou Reed, Ronnie Lane e até o tema do desenho Ben 10, do qual eu e Martim somos fãs – que a patroa não me leia… :)

Inclui também um disco que descobri ontem do Thievery Corporation, da série DJ Kicks. Som na caixa!

(Quem não curte escutar música durante a leitura, é só clicar no pause do tocador acima, blz?)

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À invisilibilidade

Passei o dia com a desagradável sensação de ser um loser. Bombardeado durante a madrugada anterior pela engenhosidade publicitária que engorda as páginas da Wired deste mês, não pude evitar uma certa ansiedade, que quando menos se espera, vira inveja. Ficou mais forte no momento em que vi um belo anúncio comemorativo da Porsche… Sei que não preciso de uma máquina dessas, mas a vida moderna teima em girar quase que exclusivamente em torno do que se pode ter – não importa o quanto já se tem, nem se é preciso ter. Natureza humana?

Em meio às novidades do mundo techie, divaguei sobre vencedores e perdedores, sobre conquistas e derrotas, homens, chimpanzés e bonobos, e quando me dei conta, estava questionando minha vida, meu sucesso, minha existência, a morte, o fim – penso, logo morro um dia. Segue o jogo…

Mas um filme água-com-açúcar na TV me salvou esta noite. Uma Canção de Amor para Bobby Long (em inglês fica mais bonito, A Love Song for Bobby Long), com John Travolta e Scarlett Johansson. A Ana jura que viu meus olhos marejarem, mas eu nego de pés juntos. Apenas, como direi, encontrei respostas onde menos esperava e isso me emocionou.

Sou um invisível – talvez não par excellence, mas de alma com certeza – e ainda não aceitei isso. Daí, a ansiedade, a angústia. Não estou no inferno do ócio vagabundo mas me mantenho longe do céu escravizado dos homens de bem. Não quero ser mais um a aplaudir temperamentos sórdidos.

Nunca devemos parar de explorar. Ao fim de todas nossas explorações, voltamos ao começo e conhecemos o lugar pela primeira vez, diz Travolta no final do filme, citando T.S. Eliot. E quanto menor for a bagagem, mais bem-sucedida será a jornada.

(Em tempo: o filme pode ser bobinho, mas a trilha sonora é bem legal, com artistas de Nova Orleans mandando ver no bom e velho blues. John Travolta canta duas músicas e não faz feio. Pelo contrário.)

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Ohmmm….

Tô precisando mesmo…

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Buy Nothing Day

Hoje é o dia de não se comprar nada (Buy Nothing Day), campanha anual do pessoal do Adbuster.org. Eles tentaram emplacar um anúncio na MTV mas o filme (esse do porquinho aí embaixo) foi recusado nos seguintes termos: “O anúncio vai além do que nós estamos dispostos a aceitar em nossos canais.” Mas quem precisa da MTV quando se tem o Youtube e equivalentes?


Já este outro aqui foi feito por um ativista voluntário, bem legal também:

Reduza, reuse, recicle!

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Banho a vapor

Com apenas dois litros d’água, é possível tomar um banho de cinco minutos com a invenção do curitibano João Diego Schimansky, de 21 anos. Ele vai apresentar a novidade em Paris, num concurso de design sustentável. Confira detalhes no Blog do Planeta.

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Popeye, a trilha-sonora da caça às baleias

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Impressionante a festa armada para a despedida, domingo, da frota baleeira no porto de Shimonoseki, no sul do Japão. Tudo muito oficial, com autoridades, discursos, fitas e balões coloridos, e aplausos na saída do Nisshin-maru, imenso navio-fábrica que mata, captura, retalha e empacota as baleias em tempo recorde. É o equivalente japa do caveirão do Bope.

Alegria forçada para esconder a carnificina que estão prestes a cometer no oceano Antártico. Nesta temporada de caça o Japão pretende matar mais de mil baleias, entre elas fins e jubartes, ameaçadas de extinção. Eles alegam que essas espécies não estão ameaçadas e que a caça é científica. A-ham… e eu sou o Ultraman…

A gente aqui no Greenpeace está engajado na luta contra a matança, temos até um barco (o Esperanza) na ‘cola’ da frota baleeira japonesa, com uma companheira nossa, a Leandra, na tripulação. O objetivo é impedir o máximo de mortes. Em geral, o Esperanza se coloca literalmente na linha de tiro dos baleeiros, ficando entre os arpões e as baleias, jogando jatos d’água para atrapalhar a visão do atirador, e por aí vai. A Leandra vai contar todos os detalhes no blog dela, que já está bombando, confere lá.

Nos discursos no porto, as autoridades chamaram de ‘terroristas’ os ambientalistas que os perseguem em alto-mar (o Greenpeace e também o pessoal do Sea Sheperd) e defenderam a tal ‘caça científica’ (que é uma grande falácia, eles querem é vender a carne de baleia). Tudo isso ao som de uma bandinha que tocava sem parar o… tema de Popeye!!

Esses japas são meio doidos…

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