O ano em que Fidel Castro conquistou os Estados Unidos

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Barack Obama e Raúl Castro se cumprimentam em cerimônia realizada em 2013 na África do Sul em memória de Nelson Mandela.

Pra celebrar o início das negociações entre Estados Unidos e Cuba pelo fim do embargo econômico à ilha caribenha, o Mashable publicou uma série de fotos da visita que Fidel Castro fez a Nova York em 1959, apenas quatro meses depois da derrubada do ditador Fulgencio Batista pelo movimento revolucionário cubano 26 de Julho.

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A visita de Fidel a Nova York foi celebrada por jornais americanos, que o trataram como um superherói. Os novaiorquinos ficaram apaixonados pela figura daquele revolucionário e galante barbudo. Ele deu coletiva de imprensa, visitou o zoológico do Bronx, foi a festas e enfrentou até protestos na rua.

Fidel e Cuba estavam na moda. Foram sendo demonizados com o tempo, conforme se distanciaram dos Estados Unidos politicamente. Obama e Raúl Castro, com ajudinha fundamental do Papa Francisco, estão colocando um fim nisso.

Agora, uma perguntinha: com o fim do embargo, será que vai cair por terra a crítica que 10 entre 10 coxinhas reaças brasileiros fazem ao investimento no Porto de Mariel? E a imprensa brasileira, vai enfim discutir seriamente a importância estratégica do porto para os interesses comerciais e geopolíticos brasileiros na região? Uma colunista da Folha, Patrícia Campos Mello, saiu na frente, publicando um pequeno texto online hoje, afirmando:

“O raciocínio do governo brasileiro sempre foi o de “entrar antes da abertura para já estar lá quando caísse o embargo. Essa estratégia se mostrou acertada.”

Alguém tem dúvidas disso?

PS. Recebi um texto do El País que pergunta: “O que o Brasil pode ganhar com o fim da tensão Washington-Havana?” Analisa também o investimento brasileiro no Porto de Mariel.

Além de produzir perto de mercado americano, há o fator de mão-de-obra. Para usar as palavras do então chanceler brasileiro Celso Amorim em 2008, Cuba, por causa da escolaridade alta da população, pode se transformar num “tigre asiático” da América Latina.

Fora do campo estritamente econômico, o Brasil se torna um interlocutor importante de Cuba neste momento de mudanças quando a Venezuela, aliado carnal da ilha, enfrenta crise econômica por causa da queda do preço do petróleo. Por fim, há cerca de 11 mil médicos cubanos, parte do programa federal Mais Médicos, uma parceria fechada diretamente com o governo Raúl Castro.

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