Seasick Steve e a salvação da música (ou pelo menos do roquenrol)

steve

Conheci o cara ontem, enquanto trabalhava e escutava a rádio que montei no blip.fm. Quando tocou Never Go West (vídeo abaixo), com um tal de Seasick Steve, parei o que tava fazendo e fiquei prestando atenção. Uau, era só bateria e uma guitarra invocada, com um som rascante de dar gosto. Aí fui ver o vídeo. A guitarra que Steve tocava é tipo a tatataravó desse instrumento, conhecida como Cigar Box Guitar, muito usada pelos blueseiros dos primórdios, como Blind Willie Johnson. Mas o som que ele tirava daquela caixa de madeira era coisa de outro mundo, roquenrol puro!

Seasick Steve também toca uma guitarra de três cordas, uma outra estilo banjo com apenas uma corda, com o bottleneck pra fazer slide, e sempre a caixinha de madeira pra bater com o pé, que ele chama de Mississippi Drum Machine, devidamente amplificada, claro.

Ele já foi várias vezes ao programa do Jools Holland, um dos mais legais da TV para shows musicais. Num dos vídeos abaixo, quando ele toca Never Go West no programa, dá pra ver a cara estupefata dos outros convidados, marvilhados com o som – alguns até dançam! No vídeo em que Steve toca Dog House Booggie, com a guitarra de três cordas, também no programa do Jools, se não me engano aparece o Paul Weller (The Jam), vidrado no som. No início de 2011, quem se juntou a Steve no palco do programa do Jools Holland foi John Paul Jones, ex-Led Zeppelin.

A lição que fica desse cara mal ajambrado, que toca com umas roupas caipiras, instrumentos que parecem ter sido encontrados no lixo da rua, já de barba branca e tal, é: se vc tá afim mesmo de tocar um bom som por aí, e ganhar respeito, tem que se ligar mais na música do que na pose. Roupinhas e cabelos descolados não farão seu som ser mais do que realmente é. Se o som for bom, a pose vem – o contrário não é verdadeiro.

Chega de cagação de regra, bora curtir o som do cara:

Anúncios
Esse post foi publicado em musica e marcado , , , , , , , . Guardar link permanente.

2 respostas para Seasick Steve e a salvação da música (ou pelo menos do roquenrol)

  1. Breno Aguiar disse:

    Eu conheci o Seasick Steve pela indicação de um amigo que não sabe nada de música, mas sabe que gosto de blues, então achou que tinha a ver!hahaha
    Acho ele bacana por fazer um trabalho autêntico, sem se preocupar com indicações, prêmios ou vendas.

  2. Anônimo disse:

    Eu fiquei de cara com a disposição do coroa – pelo que vi, ele tá com mais de 70! E é incrível como o som que tira dessas guitarras mequetrefes é poderoso!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s