Dieta fatal

Tá rolando pelos youtubes da vida um vídeo (na verdade, uma seqüência de fotos) que mostra a vivisseção de um filhote de albatroz encontrado morto por pesquisadores numa das ilhas remotas do noroeste do Havaí. Fica a quilômetros de qualquer agrupamento urbano. Ainda assim, no estômago da ave, foram encontrados 306 pedaços de lixo, de tampinhas plásticas a isqueiros e anzóis. Bateu com sobras o recorde de 272 pedaços encontrados em outro albatroz, achado na Nova Zelândia, que figurou uma peça publicitária do Greenpeace local. O lixo entope o bicho, impedindo ele de comer e rompendo seus órgãos internos. É um sinal assustador de que nossos oceanos estão muito, mas muito detonados mesmo, bem além do que a idílica paisagem deixa transparecer.

Veja o vídeo:

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4 respostas para Dieta fatal

  1. fábio josé de mello disse:

    Duas historinhas contadas pelo Boni:
    “Os restaurantes japoneses em Nova York, estão colocando uma advertência em seus cardápios. Eles informam que a ingestão de peixe tem algumas restrições e colocam à disposição um folheto da FDA ( Agencia Federal de Alimentação) para maiores explicações. Eu peguei o folheto. As recomendações giram em torno do teor de mercúrio encontrado, em maior ou menor escala, nos peixes que ingerimos. Esse mercúrio é diferente daquele que existe nos termômetros para aferir temperatura ou do daquele mercúrio que os dentistas usavam, antigamente, para fechar cavidades nos dentes. O mercúrio é um produto natural existente no meio ambiente e que vem aumentando com a emissão de poluentes industriais, no ar. O mercúrio cai no mar e as bactérias da áqua transformam o mercúrio em Methyl Mercúrio. Os peixes ingerem esse mercúrio, dependendo do tipo de comida a que eles estão habituados e da cadeia alimentar a que pertencem. Como regra geral, tubarão, cação, peixe espada, cavala e , especialmente , o peixe batata (tilefish) tem maior concentração desse composto. Alguns peixes do Atlântico apresentam níveis mais discretos de contaminação, sem que se saiba as razões disso. De qualquer forma, duas recomendações são feitas pelo FDA. A primeira é que grávidas devem evitar comer peixe , especialmente os peixes citados. Podem ocorrer defeitos no bebê. A segunda diz que os consumidores em geral, devem limitar a ingestão de peixes a duas refeições por semana. Informações detalhadas estão no site: http://www.cfsan.fda.gov/seafood1.html . Quem quiser mergulhar nesse assunto, da uma entrada lá. A inclusão da advertência nos cardápios é uma determinação da FDA, não é lei e nem precisa de fiscais. Todos cumprem. É verdade que a FDA impõe respeito, mas vale registrar a correção da atitude dos japas. Na semana que vem vai ter mais um “post” sobre a ingestão de peixes. Aguardem.

    Boni.”

  2. fábio josé de mello disse:

    “COMO SABER O QUE A GENTE ESTÁ INGERINDO?
    Nos produtos industrializados as informações sobre ingrediente, gorduras, calorias, adoçantes, corantes e a data da validade é obrigatória. Até a carne quando refrigerada e empacotada contém essas informações. Mas será que elas são suficientes? Tem antibióticos ou hormônios? E o frango? E o que a gente compra a granel? E o que a gente come nos restaurantes? E os peixes dos mercados e bancas de feira? O que estamos ingerindo de verdade? Já há muito que vem se falando da Maquita Verde ( Green Machite) que, de produto de aquário caseiro virou tratamento de peixes comestíveis. O que é a Maquita? É um antifungo e anti-parasita. E é altamente cancerígeno. Os peixes de aqüicultura, ou seja, de cativeiro, são tratados com esse produto. A indústria se defende alegando que a quantidade é pequena, mas confessa que usa. E, mesmo assim, é bom lembrar que vivemos mais tempo que um Salmão e que as substancias irão se acumulando, com o tempo, em nosso organismo. Veja só: Você olhando para aquele belo e colorido Salmão, pensa que está comendo saúde, Omega 3, cálcio, iodo,etc.. mas, nada disso. A cor é falsa, pois esse Salmão é confinado e não pode buscar o seu alimento natural que dá a cor característica desse peixe. Pelas mesmas razões, o Salmão de cativeiro tem pouco ou nenhum Omega 3. Mas, em compensação, tem a maquita verde, antibióticos e microorganismos resistentes encontrados nas gaiolas de cultura. E aqui, no Brasil, praticamente só encontramos Salmão de cativeiro. Seja de que procedência for. Então o vilão é o Salmão? Não. Apenas um exemplo. Os problemas são maiores. Um dos motivos da ingestão de produtos de aqüicultura seria a preservação das populações naturais de peixe, mas, ironicamente, alguns estudos apontam que a poluição decorrente das fazendas marinhas contamina o meio ambiente local e , fatalmente, se espalhará pelos oceanos. Por outro lado, mesmo com os mais modernos sistemas de circulação de água os peixes permanecem nadando continuamente em um mar de fezes, devido a alta densidade de peixes de criação em cada local, objetivando o aumento de produção e o barateamento do produto. Assim, os alertas que recebemos tem que ser intensificados e repassados. Enquanto isso vamos ser menos ingênuos e não sair por aí engolindo veneno pensando que é remédio.

    Boni.”

  3. Paulo disse:

    Ei Escriba,
    acabei de tomar conhecimento do teu site.
    Achei maravilhoso, e os posts muitíssimo bem escolhidos. Excelente conteúdo.
    Aquele da Bettie Davis, simplesmente demais.
    Eu também tenho algo na net http://desertescapes.blogspot.com/ , que funciona como um hobby, tipo terapia, porque infelizmente tenho que me virar de outras maneiras para sobreviver.

    Vejo teu site como uns dos parâmetros de qualidade, eu gostarei de seguir quando tiver tempo para me dedicar mais à pesquizar dos assuntos,
    Parabéns.
    Paulo

  4. Fique por dentro Dieta » Blog Archive » O Escriba » Dieta fatal disse:

    Fique por dentro Dieta » Blog Archive » O Escriba » Dieta fatal

    […] uma advertência em seus cardápios. Eles informam que a ingestão … fique por dentro clique aqui. Fonte: […]

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