Alfred Hitchcock apresenta

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Há 34 anos, o mundo perdeu um dos cineastas mais inventivos, divertidos e sinistros de todos os tempos. Alfred Hitchcock, morto em 29 de abril de 1980, era o mestre do suspense e seus filmes encantaram (e assustaram) milhões de pessoas no século 20. Nas décadas de 1950 e 1960, criou e apresentou o programa de TV Alfred Hitchcock Apresenta (ou a Hora de Alfred Hitchcock) que trazia histórias macabras e de suspense. Lembro de ter visto alguns episódios anos atrás, em algum programa da madrugada dedicado a histórias de terror. Histórias engenhosas de fazer arrepiar todos os cabelos, e sem o uso de monstros ou cenas escatológicas e sangrentas – apenas a aterrorizante natureza humana.

Achei um canal no Youtube que traz alguns dos episódios de ‘Alfred Hitchcock Apresenta’. Cada um tinha cerca de 25 minutos.

A música de abertura é Marcha Funerária de uma Marionete, de Charles Gounod. E é a cara de Hitchcock: alegremente macabra, divertidamente sinistra.

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Entender o inimigo

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One Eyed Jack – Andre Williams & The Sadies

One-eyed Jack
Drives a pink Cadellac
A powder-blue suit
And cool cool shoes
Had a famous reputaion for singing the blues
He kept a picture of his mama round his neck in a solid-gold locket
And a roll of hundred bills
In his right-hand pocket

One-eyed jack
Bad mother sucker
Born without a sister
And born without a brother

Now he wouldn’t cut ya
But he was known to shoot
Got a pearl handled 22
In the leg of his boot

One-eyed jack
Bad mother sucker

Wanted by the law
And all of New Englands states
Banned by the law
And all the great lakes

Now he wasn’t a black man
And he wasnt white
Born on an Indian reservation
On a cold winter night

One-eyed jack
Bad mother sucker
Born without a sister
And born without a brother

Got a picture of his mama round his neck in a solid-gold locket
And a roll of hundred bills
In his right-hand pocket

One-eyed jack

andre(música do disco Night & Day, gravado em 2012 por Andre Williams e o grupo canadense de garage country The Sadies. As gravações começaram em 2008, mas Williams enfrentava graves problemas legais e de saúde à época – estava com 70 anos – e os trabalhos foram interrompidos para que ele pudesse se recompor.  O estilo de Williams é classificado como punk-blues, pela agressividade de muitas de suas letras.)

 

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Negócio do jornalismo americano bate mais uma marca negativa

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O jornalismo como negócio nos Estados Unidos está em queda livre. As receitas de publicidade nos jornais impressos americanos estão no mesmo nível da década de 1950, quando a população do país 50% menor e a economia 1/7 do tamanho atual. Como podemos ver no gráfico acima, a queda começou em 2000. E pior: a receita dos anúncios digitais não só não substituiu o dinheiro que sumiu como também estão em queda.

A receita com venda de jornais aumentou, mas apenas para jornais nacionais – e ainda assim de forma tímida. Ou seja: o cenário para a imprensa americana é dos piores e o fundo do poço parece estar longe ainda…

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No Brasil e outros países emergentes, essa realidade ainda não é tão trágica, mas nem por isso menos preocupante. Digo que não é tão trágica porque a circulação, mal ou bem, tem aumentado, porque os países vivem um bom momento há alguns anos e isso permite um maior acesso da população ao mercado de jornais e revistas. No Brasil, por exemplo, a circulação do conjunto de jornais vem aumentando constantemente desde 2003 – após alguns anos de queda -, coincidindo com o aumento de renda da população.

tabela4

tabela3

Mas esse aumento na circulação é puxada por jornais populares, que geram pouca receita publicitária, e por jornais gratuitos. Com isso, a receita publicitária dos impressos não acompanhou essa ascensão. Em 2013, caiu 1% no Brasil. E junte-se a isso tudo a digitalização da informação, a fragmentação das fontes de informação e a ascenção das redes sociais, e temos um cenário nada animador. A disputa pelas verbas publicitárias se acirrou e os jornais, principalmente os brasileiros, são avessos a mudanças radicais em seus negócios. Perdem tempo e, com isso, dinheiro.

Em vez de inovar, preferem a receita de sempre: ‘passaralhos’ (demissões), redução de salários e corte de publicações. Cortes na carne que afetam diretamente a qualidade do produto final – as reportagens. E com edições cada vez mais ralas, atrai menos o mercado publicitário.

Baita sinuca de bico. Lá como cá.

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You Don’t Know What Love Is – John Martyn

You don’t know what love is
‘Til you’ve learned the meaning of the blues
Until you’ve loved a love you’ve had to lose,
You don’t know what love is.

You don’t know how lips hurt
Until you’ve kissed and had to pay the cost,
Until you’ve flipped your heart and you have lost,
You don’t know what love is.

Do you know how a lost heart fears
At the thought of reminiscing,
And how lips that taste of tears
Lose their taste for kissing?
You don’t know how hearts burn
For love that can not live yet never dies.
Until you’ve faced each dawn with sleepless eyes,
You don’t know what love is.

Glasgow Walker, John Martyn(Música do disco Glasgow Walker, de 2000, do guitarrista e compositor de jazz, blues e folk inglês John Martyn, morto em 2009. Fez parte da trilha sonora do filme O Talentoso Ripley, de 1999)

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Feliz era o Jorge

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Prêmio LensCulture Exposure 2013

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Foto que venceu o concurso LensCulture Exposure 2013, feita pelo malaio Chee Keong Lim, durante visita a Bali, na Indonésia: crianças brincando com a água de uma represa em uma pequena cidade da ilha.

Inscrições para a edição de 2014 estão abertas – ver aqui.

(Fonte: LensCulture)

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Organizando livros com estilo e criatividade

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Tipo de presente criativo e diferente que agrada a gregos e troianos. E ajuda pacas na arrumação de livros pela casa. Eu acabei de fazer mudança e o apê aqui em Brasília está entulhado de livros pra todo lado. Não tenho estantes pra todos e por isso vão se espalhando pelo chão, cantos e brechas. Acho que uns bibliocantos descolados desses podem ajudar a dar um ar de ‘bagunça planejada’ à zona que existe hoje na minha sala. Por alguma ordem no caos, saca?

(fonte: Huffington Post)

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Flanar é ser vagabundo e refletir (João do Rio)

Que significa flanar? Flanar é ser vagabundo e refletir, é ser basbaque e comentar, ter o vírus da observação ligado ao da vadiagem. Flanar é ir por aí, de manhã, de dia, de noite, meter-se nas rodas da populaça, admirar o menino da gaitinha ali à esquina, seguir com os garotos o lutador do Cassino vestido de turco, gozar nas praças os ajuntamentos defronte das lanternas mágicas, conversar com os cantores de modinha das alfurjas da Saúde, depois de ter ouvido dilettanti de casaca aplaudirem o maior tenor do Lírico numa ópera velha e má (…)

(…) é estar sem fazer nada e achar absolutamente necessário ir até um sítio lôbrego, para deixar de lá ir, levado pela primeira impressão, por um dito que faz sorrir, um perfil que interessa, um par jovem cujo riso de amor causa inveja…

É vagabundagem? Talvez. Flanar é a distinção de perambular com inteligência. Nada como o inútil para ser artístico. Daí o desocupado flâneur ter sempre na mente dez mil coisas necessárias, imprescindíveis, que podem ficar eternamente adiadas. Do alto de uma janela admira o caleidoscópio da vida no epítome delirante que é a rua; à porta do café, como Poe no Homem da Multidão, dedica-se ao exercício de adivinhar as profissões, as preocupações e até os crimes dos transeuntes.

O flâneur é o bonhomme possuidor de uma alma igualitária e risonha, falando aos notáveis e aos humildes com doçura, porque de ambos conhece a face misteriosa e cada vez mais se convence da inutilidade da cólera e da necessidade do perdão.

O flâneur é ingênio quase sempre. Para diante dos rolos, é o eterno “convidado do sereno” de todos os bailes, quer saber a história dos boleiros, admira-se simplesmente, e conhecendo cada rua, cada beco, cada viela, sabendo-lhe um pedaço da história, como se sabe a história dos amigos, acaba com a vaga ideia de que todo o espetáculo da cidade foi feito especialmente para seu gozo próprio. O balão que sobe ao meio-dia no Castelo sobe para seu prazer; as bandas de música tocam nas praças para alegrá-lo; se num beco perdido há uma serenata com violões chorosos, a serenata e os violões estão ali para diverti-lo. E de tanto ver o que os outros quase não podem entrever, o flâneur reflete. As observações foram guardadas na placa sensível do cérebro; as frases, os ditos, as cenas vibram-lhe no cortical. Quando o flâneur deduz, ei-lo a concluir uma lei magnífica por ser para seu uso exclusivo, ei-lo a psicologar, ei-lo a pintar os pensamentos, a fisionomia, a alma das ruas. E é então que haveis de pasmar da futilidade do mundo e da inconcebível futilidade dos pedestres da poesia de observação…

joao(trecho da crônica A Rua publicada no livro A Alma Encantadora das Ruas, de 1908, do escritor João do Rio, pseudônimo de João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto (1881-1921), jornalista, cronista, tradutor e teatrólogo brasileiro. Foi eleito em 1910 para a Academia Brasileira de Letras, de onde se afastou em 1919 com a eleição do poeta Humberto de Campos, seu desafeto. Foi o principal tradutor e divulgador da obra de Oscar Wilde no Brasil).

 

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Música folk cigana e suíça + jazz rock punk = The Dead Brothers

dead

Bela dica que recebi ontem de uma amiga: o eclético grupo suíço The Dead Brothers, que mistura música folk e cigana dos balcãs com jazz, rock, punk, blues, cancionetas francesas. Ou como anunciam em seu site oficial: “Bluegrass se choca com marchas funerárias macedônicas, Jimmy Rodgers dança com a Bauhaus e a música folk das montanhas suíças se torna trilha sonora para um filme noir da pesada.”

Eles cantam em alemão, inglês, francês e até espanhol, e usam instrumentos como tuba (substituindo o baixo elétrico), violoncelo e violino para dar o climão multiétnico de suas músicas. Nada que seja muito novo – afinal, Manu Chao, Gogol Bordello e ou a No Smoking Orchestra do Emir Kusturica e outros já fazem isso há tempos. Mas os caras do Dead Brothers fazem com competência e isso pra mim basta.

Por alguma associação maluca, me lembrei do nosso Tangos & Tragédias:

Agora, se você está atrás da legítima música cigana dos balcãs, então divirta-se com o grupo romeno Taraf de Haidouks:

Optchá!

(Fonte: Ideia Fixa)

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