Primeiro tiraram do ar o YouTube. Agora ameaçam fechar o Orkut e também bloquear o acesso a blogs do Worpress.
Nossa Justiça é um fenômeno, né não?
Meu camarada Élcio já havia cantado a bola…
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Nossa Justiça é um fenômeno, né não?
Meu camarada Élcio já havia cantado a bola…

O Luís Nassif disponibilizou o seu livro O Jornalismo dos Anos 90, lançado em 2003 pela editora Futura, para download em seu site e, assim, vai também para a Biblioteca do Escriba. Segundo o release da editora, o livro…
… descreve o comportamento da mídia em alguns dos mais polêmicos casos que envolveram a opinião pública nos anos 90. Despertará o interesse de todos aqueles que se interessam por temas atuais e que têm curiosidade em conhecer a verdade sobre grandes coberturas jornalísticas realizadas pela imprensa nacional ao longo da última década do século 20.
E aproveitando o post, recomendo o site de um outro livro lançado recentemente, Sylvia Não Sabe Dançar. Não está disponível para baixar, mas vale a visita. É muito bem feito e cumpre seu papel de atiçar nossa curiosidade.
A grande confusão em torno das obras de Cecília Meirelles parece que vai tomar novos rumos este ano. Obras da escritora já podem ser editadas e reeditadas graças a uma decisão judicial do ano passado que, ao que tudo indica, deve acabar com 20 anos de brigas entre os herdeiros envolvendo direitos autorais. Nesse tempo, a autora praticamente sumiu das prateleiras e o público leitor foi privado de seus livros.
Na matéria do Estadão que li domingão, o professor de Direito Sérgio Branco, da Fundação Getútio Várgas (FGV) do Rio, mata a charada sobre as causas desse mafuá todo:
O problema é que o direito (autoral) dura demais, 70 anos contados a partir da morte do autor, um prazo excessivamente absurdo. São três gerações que brigam, e a obra deixa de circular, cai no esquecimento, a sociedade não tira o seu proveito.
Essa situação não é incomum – nem aqui no Brasil nem em outros países. No que dependesse da indústria e mesmo de alguns artistas como Paul McCartney, a maioria das obras nunca entraria para o domínio público. São fontes seguras de lucros. A continuar nesse passo, a indústria de entretenimento deixará pouco ou quase nada para o domínio público – mesmo tendo ela se alimentado durante anos desse caldo geral de mitos, lendas e personagens que habitam a nossa história desde sempre e estão à disposição para serem remixados quantas vezes forem necessárias. Vampiros, múmias, heróis da Antigüidade, lendas, etc, estão aí pra não me deixar mentir. E mesmo as criações protegidas por direitos autorais, como Mickey Mouse, acabam nesse balaio porque a ânsia criativa de muitos simplesmente transborda os prazos e regras draconianas do copyright.
Isso é ruim? Muitos autores e toda a indústria (claro…) acham que sim, mais por temerem o que disso pode sair do que por dados concretos. A indústria da música sofre hoje com os downloads em redes P2P porque não percebeu a oportunidade antes daquele moleque espinhento do Napster e insiste em dar soco em ponta de faca colocando boa parte de seu público-alvo contra a parede. Em vez de surfar a onda gigante, que bater de frente. Vai tomar caldo.
A indústria japonesa de mangá entendeu a parada do lance e já surfa a onda. Um embrionário modelo que atua entre a lei de direitos autorais e a pirataria desmedida vai de vento em popa na terra dos samurais e está inclusive salvando a indústria, conforme constatou a revista Wired em sua edição de novembro passado. Basicamente, é o seguinte: o mangá é a base da cultura pop japonesa, das revistas em quadrinhos a filmes, animações de TV, brinquedos, jogos eletrônicos. É gigantesca, mas está em decadência. As vendas caem ano após ano. No entanto, uma outra indústria cresceu no paralelo, a dos mangás feitos por fãs, que pegam personagens famosos e remixam com outros, às vezes alterando até suas características originais – algo como um Cebolinha serial killer contracenando com um Bob Cuspe convertido ao islã.
Esse pessoal se reúne em mega-convenções e vendem milhões de cópias de suas obras piratas, tudo pulverizado entre milhares de autores amadores. A indústria oficial até tentou bater de frente, mas acabou vendo que aquilo era um enorme campo de teste gratuito para seus títulos, além de fonte quase que inesgotável para garimpar novos autores. Então, em vez de tentar eliminar essa concorrência, formou uma parceria implícita, às franjas da lei. Os amadores não fazem muitas cópias do seu trabalho, para não canibalizar a indústria oficial, e esta faz vista grossa aos piratas, usando-os como termômetro do mercado. Enquanto dá certo, todos ganham. Se começar a dar chabu, voltam ao que era antes.
Lawrence Lessig, professor de Direito da Universidade de Stanford e um dos criadores da licença Creative Commons, afirma que o caso exemplifica bem a incompatibilidade das atuais leis de propriedade intelectual com a cultura moderna. Se antes vivíamos numa era de leitura apenas, em que a passividade era regra, hoje com as inúmeras ferramentas que a tecnologia da informação nos oferece, podemos ler, editar, reescrever, alterar, transformar. Basta querer e ter a criatividade necessária. Não é a mesma coisa que fotocopiar páginas e distribuir, é recriar. As leis, criadas na era anterior, não previam isso e não conseguem lidar com esse novo cenário. No máximo, enxugam gelo.
Cecília Meirelles foi engavetada por culpa da lei de direitos autorais que deveria promover sua obra. A briga de seus herdeiros por seu espólio é apenas um dos efeitos colaterais desse regramento anacrônico. Se seus livros estivessem livremente sendo publicados, reeditados, comentados e, sim!, recriados por fãs, todos estaríam ganhando – a autora e sua família, os leitores, a indústria. No caso, seguir a lei foi a pior opção.
A quem interessar possa: as obras da escritora Cecília Meirelles estarão sob domínio público em 2034. As primeiras gravações dos Beatles e de Elvis Presley, em 2012. As de Noel Rosa estarão livres ainda neste ano de 2008.
A rede de supermercados Wal-Mart declarou na última quinta-feira que o leite da sua marca-própria chamada Great Value está sendo adquirido somente de vacas que não tenham sido tratadas com hormônios artificiais de crescimento, como o hormônio transgênico somatotropina (rBST).
A rede varejista disse que a sua cadeia Sam’s Club também está oferecendo apenas leite de fornecedores que garantiram não tratar suas vacas com o rBST.
Onde eu li isso? Aqui, no blog Transgênicos NÃO!, que compila informações sobre organismos geneticamente modificados (OGMs). É novinho em folha. Parabéns pela iniciativa, quem quer que tenha tido a idéia!
(A nota completa sobre a rejeição dos americanos ao leite produzido por vacas que tomaram o hormônio artificiais de crescimento pode ser lida aqui.)

Terça-feira que vem é o Dia T na França. Os parlamentares franceses vão decidir se mantêm ou não a proibição ao milho transgênico MON 810, da Monsanto, que tantos problemas vêm causando mundo afora. Além da França, outros sete países europeus baniram esse milho de suas terras – o último deles foi a Romênia. O MON 810 é acusado de causar problemas de sáude às pessoas, à fauna silvestre e ao meio ambiente. E a população francesa demonstrou no último fim de semana ser a favor da proibição. Vinte e cinco mil pessoas foram às ruas protestar contra a possibilidade de se dar novamente à Monsanto permissão para plantar e comercializar o milho transgênico. Os políticos franceses vão ter que decidir: ou ficam com o desejo popular (e científico, bien sur), ou se dobram ao poderoso lobby da Monsanto.
A votação na assembléia é uma prova de fogo e tanto para a França, que viveu dias de intensa mobilização ambiental na última semana. Além de protestos contra os transgênicos, o país discutiu medidas a serem tomadas para resolver problemas ambientais, promover projetos que dão ênfase ao desenvolvimento sustentável e sensibilizar as pessoas sobre a importância de se mudar hábitos na hora de se consumir produtos.
O que me incomoda é ver tantos países e cidades se mobilizando para tomar decisões importantes e necessárias para tornar nossa vida mais sustentável e o Brasil patinando nesse assunto. Acho que as pessoas ainda não se deram conta da urgência disso tudo. Galera, o planeta tá aquecendo pacas e podemos em breve atingir o ponto de não-retorno. Aí, babau, talvez seja tarde demais pra se tomar alguma atitude. Eu sei que o Brasil é o país da fartura, da abundância, mas sempre lembro de um provérbio que minha avó dizia: “Dia de muito, véspera de pouco”.
Ah, e por falar em Monsanto, olha só que beleza (sic) essa matéria da revista Vanity Fair. Relata como a empresa pressiona e ameaça agricultores nos Estados Unidos (país onde ela reina absoluta no plantio e comercialização de sementes transgênicas) a pagar royalties de seus produtos. Só que muitas vezes esses agricultores são vítimas de contaminação genética. Como num conto de Kafka, o cara começa a ser perseguido justamente pela empresa causadora do problema! O mesmo vem ocorrendo no Brasil (com a soja transgênica e, em breve o milho, o mesmo MON 810 banido em várias partes da Europa) e em outros países.
A matéria da Vanity Fair (cuja edição de maio é toda dedicada a temas ambientais) traz ainda um histórico da empresa, desde os tempos em que fabricava produtos químicos e tóxicos que contaminaram seriamente diversas cidades americanas (como o agente laranja usado na guerra do Vietnã). Mas isso é passado. Hoje a empresa se dedica a produtos mais modernos, como o Posilac (hormônio de crescimento dado a vacas leiteiras) e aos transgênicos. Tudo da mais alta qualidade. Se são seguros? Bom, a Monsanto diz que sim. Alguém acredita?
Conhecendo-se um pouco do perfil da Monsanto, não é de se estranhar nada disso.
E são matérias como essa da Vanity Fair que nos faz perceber que, no Brasil, o jornalismo está dando lugar cada vez mais às relações públicas. Sim, porque nas matérias publicadas recentemente por aqui em revistas como Exame e IstoÉ sobre a Monsanto, nenhuma linha sobre essas práticas da empresa, nem de seu passado atroz de poluição química, danos à saúde de populações inteiras nos EUA, promiscuidade com órgãos como a FDA americana, etc…
Essa eu vou publicar na íntegra. É lá da Casa do Noca:
FHC anda muito nervoso. Ontem no elevador de seu condomíno, o velho esquecido topou com um palhaço que iria apresentar um show no salão de festas numa festa de aniversário. O mais ex-presidentes de todos começou insultar o palhaço dizendo que se tratava de um impostor e que ele sim era o verdadeiro e único criador da palhaçada.
Dona Rute começou a passar mal ao ver o marido histérico e desmaiou quando FHC partiu para as vias de fato, dando sopapos e ponta-pés na vítima enquanto gritava aos berros que ele matou Arrelia e daria cabo de mais um imitador barato.
A moradora que contratou o palhaço afirmou que está indignada com o fato e que o profissional havia acabado de sair de seu apartamento onde se vestiu para o show quando entrou no elevador, se deparando com FHC.
Ela afirmou também que essa não foi a primeira palhaçada promovida pelo ex-presidente e que ela quer se mudar do local, pois seu filho se assusta muito quando acorda na madrugada com os gritos e gargalhadas loucas do ex-presidente que corre pelado em volta da piscina do prédio dizendo que uma lula gigante mora lá no fundo e que ela vai comê-lo se não fizerem nada.
A assessoria de imprensa do ex-presidente afirmou que FHC está sob forte estresse e já toma medicamentos para cuidar de sua saúde e que ele tem grande apreço por todos os palhaços do Brasil.
As reportagens em jornais sobre partidas de futebol nunca estiveram tão insossas como agora. São textos opacos, sem cor, cheiro, sabor, nada. O pessoal anda meio sem criatividade e agarrado aos manuais de redação, e quem sifu é o leitor, que lê as mesmas coisas sempre, independentemente do que realmente acontece em campo.
E poderia ser bem diferente. Ao visitar um dos meus blogs preferidos, Jornalista de Merda, li uma das crônicas mais divertidas e saborosas dos últimos tempos sobre uma partida de futebol – no caso, o confronto entre Gana e Camarões pela semifinal da Copa Africana das Nações. O resultado do jogo? Ora, essa é a parte menos interessante… saca só:
Gol aos 25 minutos do segundo tempo, partida eliminatória caminhando para o término, o caldo entornou de tal maneira que só o Gil Brother poderia narrar o PEGA maiúsculo. Era “voleio na nuca, chapa nos peito, soco no coração” que Dudu Monsanto e Rodrigo Bueno, naipe “Luiz Boça”, não tiveram a manha de transmitir.
Malandro, é ESTILO BLACK TRUNK* de jogar bola! E tudo negrão parrudo. Assim, cada dividida abria para conseqüências inimagináveis. Em poucos minutos, um mostruário variado de rechaçadas, chargeadas, arrepiadas, chegadas, limpadas e arregaçadas. Voadora é fundamento básico.
De brinde, duas manobras diferenciadas, uma inédita. A primeira: bola quicando perigosamente na altura da face, o jogador de Gana saltou no modo conhecido como “força desproporcional” aplicando um violento golpe com os glúteos em seu oponente. E daí… lógico, tava lá um colorede estendido no chão.
A outra, quem estava no estádio deveria sair e pagar novo ingresso. Choque na área, entre paralama prum lado, espelho retrovisor pro outro, pneu furado, marcas de freada, um camaronês carecia de auxílio médico. Prontamente, maqueiros em ação. E não é que, sem motivo aparente, um chapa não aprovou o atendimento e deu um empurrão num pobre carregador que o lançou em vôo livre de quatro metros (sério) até o estabacamento absoluto.
Pergunta se algum dos maca-boys ousou questionar a atitude do armário rasta? Nada! Eles bem que podiam partir pra porrada de galera, já que estavam em quatro ou cinco elementos. No entanto, ficaram na miúda, muy sabiamente.
Leia a íntegra do artigo aqui.
Acabei de assistir lá no Curto e Grosso a esse duelo de gigantes da bateria. Buddy Rich até tenta, mas não é páreo para o Animal, dos Muppets.
(não se esqueça de pausar a rádio antes de colocar o vídeo pra rodar…)
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Ainda estamos longe do 40o. aniversário do álbum branco dos Beatles (lançado em novembro de 1968, um mês mais novo do que eu!), mas as comemorações já começam a pipocar aqui e ali. Jamari França por exemplo está contando, em seu blog Jam Sessions, detalhes da produção deste que é um dos mais interessantes discos de roquenrol de todos os tempos – e eu nem sou lá tão fã assim dos Beatles!
Ele vai fazer quatro posts – cada um dedicado a um lado dos dois LPs originais da obra. O post que está no ar já traz um monte de curiosidades. Vc sabia que Ringo Starr brigou com Paul McCartney por conta da levada de bateria de Back in the USSR, e por isso se demitiu temporariamente da banda? E que por conta disso Paul e John Lennon tiveram que assumir a bateria de algumas músicas do disco? Pois é… Mestre Jama sabe!

Acabei de ser apresentado ao Lemon Jelly, um duo britânico de triphop. Uma amiga inglesa, que mora em Amsterdã, me mandou um clipe deles, Nice Weather For Ducks, e avisou: “Cuidado, você vai ficar viciado…” Dito e feito. Não consigo mais parar de escutar. E ver. As animações são cativantes como o som. Coloquei três delas aí embaixo – se quiser mais tem um monte no YouTube e DailyMotion.
Eu sei que não é a última novidade de Londres (terra natal do grupo), mas como só ando escutando velharias, tá no meu esquema. Dificilmente eu curto de primeira algo que acabou de ser lançado – preciso de um tempo pra maturar o som na cachola. Aprendi com Bob Dylan.
(A dica de sempre: desligue a rádio pra curtir os vídeos):