Os (tu) barões da mídia vivem afirmando por aí que a imprensa livre e plural é um dos principais pilares da democracia. É muito cinismo, não? Senão, vejamos: livre ela não é, basta ver o silêncio que adota quando o assunto são os riscos dos transgênicos para o meio ambiente e nossa saúde, sucesso do Bolsa-Família ou importância de uma reforma agrária; plural muito menos. Pegue os cinco principais jornais brasileiros – Folha, Estado, Globo, Zero Hora e Correio Braziliense – e confira a impressionante coincidência no tratamento que dão às questões citadas. E a tendência é piorar, pelo que li hoje no blog Coleguinhas: o Estadão está mal das pernas e o grupo Globo já tá de olho grande.
Que mal há nisso? Faça uma visitinha à página do pessoal do Stop Big Media e confira.
Quando se fala em custos da energia nuclear, os cabeça-de-milico e afins dizem que são menores que os de projetos de geração renovável como solar e eólica. Só que eles não contabilizam o valor do desligamento, desmontagem e armazenamento (processo conhecido como descomissionamento) de todo o lixo nuclear após o fim do funcionamento dessas usinas. Uma usina nuclear tem prazo de validade de uns 40 anos, talvez 60 se for recauchutada. Angra 3, por exemplo, está orçada em cerca de R$ 8 bilhões pelo governo brasileiro, mas sem levar em conta o alto valor do descomissionamento.
Não existe país no mundo que tenha apresentado solução definitiva para o problema. Nem a França, que tem cerca de 75% de sua geração de energia elétrica dependente de usinas nucleares, nem os Estados Unidos e seus 110 reatores. Quando essas usinas forem desligadas, fazer o que? Bombardear o sol, enviar tudo pro espaço, jogar no fundo do mar, enterrar em minas antigas ou no meio de montanhas? Por mais absurdo que pareçam, essas hipóteses foram cogitadas.
Além da bomba-relógio que deixamos para as gerações futuras, ainda há o problema do alto custo. Esta semana, um representante da Autoridade de Descomissionamento Nuclear da Inglaterra revelou que o custo de se ‘limpar’ quatro usinas britânicas poderá chegar a incríveis 75 bilhões de libras! Dezenove reatores deverão ser desligados e desmontados nas próximas décadas por lá e a conta vai ser paga pelos ingleses, via governo. Não à toa empresa privada alguma investe nesse setor se o governo não colocar bilhões em subsídios. Além disso, muitos dos lugares ficarão estragados para sempre, segundo autoridades do governo.
O fato dos programas nucleares em todo o mundo serem caros e ineficientes é argumento suficiente para evitarmos essa opção. Não faz o menor sentido. Combater o aquecimento global? Esquece. Seriam necessárias dezenas de usinas construídas em tempo recorde para fazer alguma diferença – e ainda assim teríamos dezenas de usinas para desmontar e armazenar ninguém sabe aonde.
Como bem diz o cientista americano Amory Lovins, especialista em energia renovável, o suposto renascimento da energia nuclear como opção energética é como desfibrilar um cadáver: ele vai pular, mas não reviver. E diz que o iminente derretimento do mercado de energia nuclear é bom para o desenvolvimento mundial. Saca só:
O derretimento do mercado de energia nuclear é bom para o desenvolvimento mundial: economizar eletricidade precisa de mil vezes menos capital e recompensa cerca de 10 vezes mais rápido do que fornecer mais eletricidade. Mudar as fontes de financiamento para a economia de eletricidade pode potencialmente transformar o setor de energia em uma rede de outras necessidades de desenvolvimento. Além disso, um sistema eficiente, diverso, disperso e renovável de energia pode tornar impossível o fracasso de fornecimento de energia.
A fur scum está com um blog pretensamente ecológico e diz que quer discutir meio ambiente com os visitantes. É claro que todos nós podemos mudar hábitos e levar a vida ambientalmente sustentável, mas… sinceramente? O caso aqui está mais para maquiagem verde. É só conferir o estilo de vida dela e comprovar. O caso é que a modelo sofreu um bocado no passado com grupos de defesa de animais, como o Peta, e tenta desde então refazer a imagem. Tomara que a jogada de marketing fique pra valer com o tempo…
Está no ar mais um artigo de Rex Weyler, escritor, jornalista e ecologista, sobre a história do ambientalismo e, por tabela, do Greenpeace. No texto deste mês, Weyler discute o consumo consciente e a importância de termos a noção de que o planeta é finito, seus recursos idem, mas a voracidade humana não. Ou mudamos isso ou vamos todos pro buraco – ricos, pobres, ecologistas, desenvolvimentistas, políticos, cidadãos e quem mais por aqui estiver.
Ele lembra os estudos feitos pelo economista britânico Thomas Malthus sobre a sinuca de bico que enfrentamos por conta do crescimento populacional desmedido. Temos cada vez mais gente no planeta, que consome e desperdiça de montão e só pensa em ter mais e mais. A atual crise dos alimentos é apenas a ponta do iceberg desse imenso problema. Mais pela tacanhice de governos e empresas que apostam num modelo falido de agricultura industrial do que pela falta de soluções. E isso vale para toda a cadeia de produção existente. Ela não é sustentável, reciclável, justa, equitativa, bem distribuída e geradora de riqueza, pelo contrário.
Na segunda-feira, em Bruxelas, o Greenpeace fez um protesto pra lá de divertido contra o lobby da indústria automobilística que prefere colocar o clima em xeque a perder alguns caraminguás de lucro. Desfilando pelas ruas da cidade belga com um carro similar ao da família Flintstones, os ativistas criticaram as empresas de carros que sabotam há anos a adoção de leis na Europa que reduzam as emissões de carbono de seus veículos. Para essas empresas, a tecnologia (etanol, carros híbridos, etc) vai nos salvar – como os transgênicos acabariam com a fome e os computadores reduziriam o consumo de papel e salvariam as florestas. Nada disso aconteceu, mas a mesma mentira continua sendo vendida como panacéia a todos os males ambientais. Até quando?
Do jeito que levamos a vida atualmente, a questão não é se vamos desaparecer, mas quando. Temos tempo para mudar isso? Talvez. Se não dermos o primeiro passo, sempre o mais difícil, não rola mesmo. Já deu o seu?
Pra facilitar, traduzi 12 idéias apresentadas por Weyler em seu artigo, compiladas por ele em textos de pensadores ecológicos como Arne Naess, filósofo e montanhista norueguês; Paul Shepard, ambientalista americano; Rachel Carson, ambientalista, escritora e cientista americana; e Bob Hunter, jornalista canadense, um dos fundadores do Greenpeace; entre outros. São os fundamentos da ecologia profunda, em que nós, seres humanos, não somos nem melhores nem piores do que tudo o mais que existe no planeta. Só a convivência harmoniosa entre seres vivos e meio ambiente garantirá nossa sobrevivência. Vamos às idéias:
1 – A importância do valor intrínseco do selvagem, natureza, diversidade, simbiose e complexidade, independentemente dos desejos humanos ou sua existência.
2 – Tudo na natureza existe em sistemas interligados. Nenhuma espécie opera independentemente. A unidade de sobrevivência da evolução é “espécies-em-um-ambiente”, co-existindo com todos os outros sistemas de vida.
3 – O senso humano de ‘ser’ expandiu-se para incluir esses sistemas vivos. A popular noção de economia em que as pessoas agem como perseguidores privados de felicidade permanece como um conceito trágico, destinado ao fracasso.
4 – Biocracia: expandindo a idéia de ‘direitos’ para todas as coisas, mas mais importante para o sistema ecológico em si, e portanto limitando a interferência humana na natureza.
5 – A natureza não é um ‘recurso’: Os elementos da natureza que chamamos de ‘recursos’ também fornecem recursos para tudo o mais que vive no planeta e têm valor em si mesmos. Um rio é uma parte viva de um sistema, não apenas um ‘recurso’ para servir a propósitos humanos.
6 – Desenho ecológico: nossas ferramentas devem imitar e trabalhar com os hábitos, leis e desenhos da natureza. Têm que ser 100% recicláveis, usar o mínimo de energia possível, integrar sistemas vivos, ter baixo impacto e assim por diante.
7 – A destruição da ecologia de suporte traumatizou a humanidade e levou os pobres a mais pobreza e desolação e os ricos à ansiedade, vício e violência. É preciso tempo para curtir a montanha, o litoral, a floresta, como parte de um período de auto-medicação. Toda perda de lugares selvagens reduz o bem-estar humano.
8 – Justiça social, igualdade de gênero e paz internacional: guerra, sexismo, racismo e injustiça não apenas causam sofrimento direto mas também contribuem para catástrofes ecológicas.
9 – Diminuir a população humana: a civilização humana que entende a natureza limitará sua interferência no planeta reduzindo seu tamanho. Um passo positivo para tal é reduzir, nos próximos dois séculos, talvez, a população humana para cerca de 1 bilhão de pessoas – mais ou menos o equivalente à população mundial no século 19. Os direitos das mulheres à contracepção poderia contribuir para atingirmos esse objetivo. A discussão sobre a população mundial envoca direitos humanos, direitos culturais, racismo e imigração. Quem tem o direito de dizer a outros humanos para que não se reproduzam? A resposta é que o planeta Terra tem o direito e o exercerá se nós não o fizermos. Uma população humana excessiva reduz a qualidade de vida e de tudo o mais.
10 – Simplicidade: aprender a melhorar a qualidade de vida das maneiras mais simples e com menor interferência na natureza. Isso requer uma mudança de expectativas, a redescoberta do prazer da simplicidade e um ambiente de apoio – os prazeres da natureza, paz, comunidade, família e criatividade. Menos coisas, mais paz de espírito.
11 – Ação: não resolveremos nosso dilema com filosofia e slogans apenas. A nova sociedade humana ambiental requer ação em todos os níveis. Primeiramente, precisamos proteger a vida selvagem e relocalizar a sobrevivência humana.
12 – Desde o advento dos impérios, agricultura e vida urbana, a humanidade tem procurado pelo paraíso em vários lugares errados – em riqueza, poder, dinheiro e reinos invisíveis além do tempo e do espaço. Nós humanos parecemos ter um senso inato de mistério, mas fracassamos em idolatrar o que nos sustenta, que é o planeta.
(Para ler o texto de Rex Weyler na íntegra, clique aqui)
A natureza tem valor, leis e limites. Não adianta apenas colar uma etiqueta ‘verde’ em nossas ações e mantê-las iguais ao que eram antes. Há quem diga que isso tudo é pregar o fim de confortos duramente conquistados pela humanidade. Balela. Ir à padaria de carro não é questão de conforto, mas de preguiça. Ter zilhões de eletrodomésticos em casa para fazer a mesma coisa não é prático, é ostentação oca. Se empanturrar de carne e depois tomar um monte de remédio pra curar doenças esquisitas é tão estúpido quanto viver reclamando do trânsito de São Paulo e nunca pegar um ônibus ou trem, alegando que não são transportes de qualidade.
Vai, somos mais inteligentes do que isso… Ou continuaremos a ser apenas macacos?
A lua tava linda ontem, cheia toda vida. E foi aí que me toquei: lua cheia em maio é aniversário de Buda. Aliás foi quando ele também recebeu a iluminação e atingiu o Nirvana. Parabéns, ô figura!!
Sempre uma boa oportunidade para repensar algumas coisas… No site do Templo Zu Lai, há 100 recomendações para a vida feitas pelo mestre Hsing Yün. As 10 primeiras:
Descubra seu maior defeito e disponha-se a corrigi-lo.
Escolha até três exemplos de vida e determine-se a segui-los.
Tenha força e sabedoria para resistir às tentações do mundo.
Cultive a força da tolerância de forma a compreender, aceitar, assumir responsabilidades, ter determinação e melhorar as circunstâncias externas. Então, passe a cultivar a tolerância pela vida, a tolerância por todos os darmas e a tolerância pelos darmas não-surgidos de maneira a transformar o cultivo da tolerância em força e sabedoria.
Aprenda a se adaptar à pressão externa e não se deixe afetar por ela.
Seja ativo e destemido. Pense antes de agir.
Envergonhe-se do que ignora, do que é incapaz, do que o torna impuro e rude.
Faça com freqüência algo que toque o coração das pessoas.
Sinta-se bem sob qualquer circunstância, siga as condições corretas, esteja sempre livre de aflições e faça tudo com alegria no coração.
Ser corajoso e virtuoso é ter a capacidade de admitir os próprios erros.
Ontem à noite o Minc se reuniu com Lula e levou um decálogo de propostas que considera fundamentais para fazer uma boa gestão no Ministério do Meio Ambiente. Estavam entre elas a criação de uma Guarda Nacional Ambiental, com civis e militares; aumento substancial na verba do ministério e a manutenção da resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) que veta a concessão de crédito público a fazendeiros envolvidos em crimes ambientais. Parece que obteve apoio do presidente para todas elas, e também da ministra Dilma Roussef – tida como madastra da política ambiental por muitos.
Meu vereador mandou bem (sempre votei no Minc quando morava no Rio). Mas o gol de placa foi levar à reunião em Brasília a proposta do Pacto pela Valorização da Floresta e pelo Fim do Desmatamento na Amazônia, ou simplesmente Desmatamento Zero, que foi lançado em outubro passado por nove ONGs – Greenpeace, Instituto Socioambiental, Instituto Centro de Vida, The Nature Conservancy, Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, Conservação Internacional, Amigos da Terra e WWF.
A Marina era fã desse pacto e Minc parece que também é. Basicamente o projeto prevê o fim do desmatamento até 2015 com a injeção de R$ 1 bilhão por ano para compensar quem reduzir efetivamente a derrubada da floresta na região, além de pagar serviços ambientais. O dinheiro viria do governo brasileiro e também de outros países, instituições e fundos interessados em manter a Amazônia em pé.
O timing de aceitação do projeto não poderia ser melhor, justamente no momento em que começam a pipocar na imprensa internacional matérias discutindo uma possível internacionalização da Amazônia – a última delas veio do New York Times. Recentemente a BBC também produziu um extenso material sobre o tema, bem como os jornais The Guardian e The Independent.
Lula já deu a senha – e Minc e boa parte do movimento ambientalista atuante no Brasil também: a Amazônia é patrimônio da humanidade, mas sob gerência brasileira. Quer ajudar? Financie projetos do Desmatamento Zero no Brasil. A floresta agradece!
O Greenpeace fez uma proposta ainda mais ampla hoje na reunião da Convenção da ONU sobre Biodiversidade, que tá rolando na Alemanha, englobando todas as florestas tropicais do planeta. É um fundo internacional para o qual as nações mais ricas do mundo – e que mais poluíram até hoje – serão chamadas a contribuir para aumentar a governança em países e regiões em desenvolvimento com grandes áreas de florestas, como Brasil, Indonésia e países africanos. Os recursos podem chegar a 14 bilhões de euros por ano. Leia detalhes aqui.
Parece muito dinheiro, mas não é se levarmos em conta que o desmatamento das florestas tropicais é responsável por aproximadamente 20% das emissões de gases do efeito estufa na atmosfera – mais do que as emissões de todos os aviões, trens e carros do mundo inteiro. O Brasil é o quarto maior emissor mundial de gases estufa, graças às queimadas promovidas na Amazônia.
E por falar em floresta, o Greenpeace está lançando a campanha Meia Amazônia Não!, para tentar barrar o projeto de lei 6424/2005, do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA). O projeto não foi apelidado de Floresta Zero à toa. Se for aprovado, vai diminuir a reserva legal em propriedades privadas na Amazônia de 80% para 50% e promover o plantio dos chamados cultivos energéticos (dendê, eucalipto, babaçu, cana-de-açúcar e afins) na região, além de permitir que áreas desmatadas num bioma sejam compensadas em biomas diferentes – ou seja, na prática poderá deixar regiões inteiras no país sem mata.
Se você leu este post e tem alguma forma de ajudar a divulgar essa campanha – seja por email, msn, orkut, lista de discussão, blog, facebook, o que for -, mete bronca. A meta é atingir 100 mil assinaturas para mostrar ao Congresso e ao governo que estamos de olho e não queremos mais destruição na Amazônia.
Visite a página da campanha, é bem legal. Ao entrar, vc ganha uma folha e nela outras se agregam cada vez que vc convida alguém. Cada folha agregada começa marrom e vai mudando de cor conforme a participação do convidado – se ele assinar o manifesto, a folhinha dele agregada à sua fica amarela. Se além disso convidar outra pessoa para participar, vai ficar verde também, que nem a sua. Há um ranking de quem conseguiu mais adesões e assinaturas.
O projeto Floresta Zero está na bica de ser votado – e mesmo aprovado, já que a pressão da bancada ruralista e de governadores como Blairo Maggi (MT) e Ivo Cassol (RO) tem sido gigante. Os mesmos que vibraram com a demissão de Marina Silva não param de esfregar as mãos com essa possibilidade.
Ou ajudamos a zerar o desmatamento ou eles zeram com a floresta – e sem uma ponta de arrependimento.
O texto é da Míriam Leitão. Pela primeira vez, em muuuuuito tempo, eu concordo com algo que ela escreve. Sem tirar nem por. Vou até me benzer…
O novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse em sua primeira entrevista que quer discutir a política industrial. A declaração dele deve ter causado muita perplexidade no BNDES, no Ministério da Fazenda e no Ministério do Desenvolvimento: o que ele tem a ver com isso?
Minc está coberto de razão. Não existe mais no mundo a idéia de que o governo possa dar incentivo a empresas sem exigir a adoção de determinadas práticas ambientais. A política industrial focada em setores é bastante controversa, mas quando ela é utilizada pelos governos, ela exige contrapartida. Funciona para que o governo incentive e induza práticas modernas.
Por exemplo: está sendo cobrado do setor petroquímico que diminua emissões e poluição? não. Foi exigido do setor de madeira e imóveis que exporte madeiras certificadas? não.
Está no programa industrial que o setor vai receber incentivos e empréstimos para fazer campanha no exterior para vender mais móveis brasileiros lá fora. Mas isso não vai acontecer se a maderia não for certificada. Desse jeito, sempre ocuparemos um mercado marginal. A Petrobras é a única produtora de diesel no Brasil e há anos resiste a uma resolução do Conama para reduzir a poluição do combustível. O diesel do Brasil emite dez vezes mais enxofre do que o da Europa. Mas ninguém cobra nada da Petrobras.
Política industrial não é só dar financiamento e redução de impostos. Ela tem que induzir o setor da indústria a ir numa direção. A política industrial do governo Lula não ouviu nem uma vez o meio ambiente. Passou ao largo, como se no mundo de hoje, um setor pudesse ser impulsionado para o exterior sem cumprir requisitos ambientais.
O novo ministro Minc lembrou ao governo o óbvio. Mas às vezes até o óbvio precisa ser lembrado a quem está acostumado a pensar de forma velha.