Os cúmplices do golpe imóveis em suas confortáveis bolhas

É triste, pra dizer o mínimo, constatar que tenho amigos e familiares que defendem, sem o menor constrangimento, o retrocesso pelo qual passa o país. Uns apoiaram e colaboraram com o golpe de caso pensado, outros sem saber exatamente o que estavam fazendo – e hoje penam para justificar a lambança. São no mínimo cúmplices… Não os odeio, mas mantenho uma salutar distância.

Pensei neles quando li este artigo sobre a liberdade em tempos sombrios. Rosa Luxemburgo resume: “Quem não se movimenta não percebe as correntes que o aprisionam.”

Tem gente que está paralisada na bolha de privilégios e não quer sair nem a pau… ou não sabe sair.

“A experiência francesa durante a ocupação alemã guarda certa similitude com o Brasil de hoje. Na França parte da sociedade (muito maior do que os franceses gostam de admitir) foi complacente ou colaborou com o invasor que massacrava seu povo e aniquilava os mais elementares direitos dos franceses. Hoje, parte da sociedade brasileira assiste inerte, é complacente, apoia ou apoiou usurpadores que vão reduzindo a pó o pouco de direitos e garantias de um povo já miserável.”

Aqui o artigo completo, publicado no blog Justificando.

Perdoar sim; esquecer, jamais.

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