Já tenho pra quem torcer no Oscar 2016: Spotlight e Ex-Machina

spotlight

Já tenho meus dois filmes favoritos pra torcer no Oscar 2016: Spotlight e Ex-Machina.

O primeiro é um filme sóbrio, sobre como a premiada equipe investigativa do jornal Boston Globe, chamada ‘Spotlight‘, colocou a igreja católica em cheque no início dos anos 2000 ao publicar reportagens sobre envolvimento de dezenas de padres da igreja católica em casos de pedofilia na cidade. Durante a sessão, não parei de pensar em Todos os Homens do Presidente e, vou te falar, não fica muito atrás não, viu? Michael Keaton e Mark Ruffalo esbanjam técnica e emoção, como Redford e Hoffman fizeram no longa de 1976 – aliás, Todos os Homens do Presidente concorreu em oito categorias no Oscar, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor, ficando apenas com quatro (Ator Coadjuvante, Som, Direção de Arte e Roteiro Adaptado). Será que Spotlight terá melhor sorte? A ver.

exmachinaO Spotlight é uma equipe dedicada do Boston Globe para fazer jornalismo investigativo. Ficam meses, até ano, em cima de uma história, apurando, lapidando, até que ela esteja pronta para ser publicada. Quem dera o jornalismo brasileiro tivesse equipes desse tipo e nível – teríamos mais jornalismo e menos politicagem nas páginas de jornais e revistas. Sei que uma equipe dedicada como a do Spotlight é algo caro pacas pra se manter, mas se pudesse absorver pelo menos o espírito do trabalho deles na lida diária, já seria um avanço e tanto.

 

Meu segundo favorito ao Oscar 2016 é um sci-fi distópico, que trata de temas bem atuais: inteligência artificial, androides, transumanismo, póshumanismo. Como será a convivência de seres humanos e máquinas conscientes? “No futuro, as máquinas vão olhar para nós como nós olhamos para dinossauros”, diz um dos personagens a certa altura do filme. Pois é, e não estamos muito longe disso não…

Ex-Machina marcou a estreia de Alex Garland como diretor. Ele é escritor e roteirista dos bons, especialista em criar dualidades calmaria-porradaria em suas histórias (A Praia, Extermínio). Talvez por isso agradou tanto ao diretor Danny Boyle, com quem trabalhou em alguns filmes.

Apesar de ambos terem sido bem elogiados pela crítica e público, não devem ganhar muita coisa no Oscar. Mas vale a torcida. E a ida ao cinema!

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