A morte do médico no Rio de Janeiro não é a única tragédia da história (nem a maior)

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São 15 passagens pela polícia, por crimes diversos, em 16 anos de vida – ele tinha 11 anos na primeira. Mãe e pai ausentes. A escola foi a rua, o medo, a fome, a violência. Cara, o resultado não podia ser muito diferente. Nunca é. E quem pede mais punição, mais violência, mais isolamento desses jovens só faz girar com mais força a roda da confusão.

A morte do cirurgião na Lagoa, no Rio de Janeiro, não foi a única tragédia – muito menos a maior. Não digo isso como forma de diminuir o que aconteceu. Jaime morreu bestamente; o rapaz que o matou ‘morreu’ para a sociedade há anos. A mãe de Jaime Gold, inclusive, deixou claro isso em entrevista à imprensa:

“(…) sei que Jaime foi vítima de vítimas, que são vítimas de vítimas. Enquanto nosso país não priorizar saúde, educação e seguranças, vão ter cada vez mais médicos sendo mortos no cartão postal do país. E não só médicos, afinal, morrem cidadãos todos os dias em toda a cidade, não só na Zona Sul.”

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