Outono, um poema de Rilke

Feliz aniversário, camarada Rilke

A frescura da relva

Herbst

Die Blätter fallen, fallen wie von weit,
als welkten in den Himmeln ferne Gärten;
sie fallen mit verneinender Gebärde.

Und in den Nächten fällt die schwere Erde
aus allen Sternen in die Einsamkeit.

Wir alle fallen. Diese Hand da fällt.
Und sieh dir andre an: es ist in allen.

Und doch ist Einer, welcher dieses Fallen
unendlich sanft in seinen Händen hält.

Outono

As folhas caem, caem como na lonjura,
Como se murchassem jardins no céu distante;
Caem num gesto que se nega e erra.

E cai pelas noites a nossa densa Terra
Com as estrelas todas na solidão escura.

Todos nós caímos. Cai esta mão branca.
E as outras caem: por onde quer que se olhe.

Porém Um há que nas suas mãos nos colhe
E com infinita doçura esta queda estanca.

Rainer Maria Rilke, 11/09/1902, Paris

[Dedicado à Maria Gabriel, com todo o carinho do mundo]

outono

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