Depois de Cartier-Bresson, quero Robert Frank!

Se você quer curtir uma exposição fotográfica, não é recomendável levar filhos. Mas neste último fim de semana não teve muito jeito. Além de curtir meus pequenos em SP – como tenho feito de 15 em 15 dias desde que me mudei pra Brasília -, aproveitei para ir à mostra das fotos do Henri Cartier-Bresson no Sesc Pinheiros, ansioso que estava para ver as belíssimas imagens deste que é considerado o pai do fotojornalismo.

Mesmo com a valorsa ajuda da Cris e sua filha, Lorena, foi uma correria danada – o tempo todo tive que ficar ‘fritando o peixe, de olho no gato’, porque tava muito cheio e não podia perder Martim e Sofia de vista -, mas ainda assim foi bem proveitoso. Deu até para curtir um pouco o filme documentário que tava passando, com o próprio Bresson dandos dicas, explicando sua técnica, seu olhar, fazendo críticas, incentivando jovens fotógrafos a exporem seus trabalhos. Foi curioso ver algumas pessoas deixarem a sala aos muxoxos após ouvirem do homenageado dizer que fotografia publicitária é um tipo de corrupção. Só peguei o final do filme (não sei o nome, se alguém souber, avisae!), mas deu para pegar algumas coisas legais Cartier-Bresson:

* Quanto menos equipamento, melhor;
* Para ele, o filme era como um caderno de exercícios de desenho. O negócio é ir fotografando, às vezes uma mesma cena várias vezes, até chegar ao ponto desejado;
* Foto quadrada? Nem pensar. “Melhor encontrar o quadrado no retângulo.”
* Fotografia é luz e olhar. E muita geometria também (enquadramento).
* Perguntado quantas fotos fazia por dia, respondeu assim: “Depende. Pense assim: quantas coisas interessantes você vê por dia?” Perfeito!
* Uma boa exposição fotográfica deve ter poucos fotógrafos e muitas fotos.

Não consegui ver a segunda parte da exposição, porque as crianças queriam algo mais emocionante, digamos assim. Mas tudo bem, assim que a Cosac Naify fizer uma promoção relâmpago com o livro da mostra, aquelas com desconto de 50%, de preferência, eu levo o melhor de Cartier-Bresson para casa – a publicação traz as 155 fotografias que ele próprio considerava as fundamentais de sua obra. (Clique aqui e veja uma lista de suas obras e exposições, listadas pela agência Magnum, criada por ele e outros fotógrafos.

Bom, agora que trouxeram Henri Cartier-Bresson, bem que poderia trazer a exposição The Americans, de outro fotógrafo casca-grossa, o Robert Frank, que no momento está no Museu de Arte Metropolitan, de Nova York (veja mais fotos dele aqui). Ela acaba no início de janeiro por lá. Alguma boa alma na área?

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Uma resposta para Depois de Cartier-Bresson, quero Robert Frank!

  1. luis disse:

    legal! a lorena me disse q tinha visto a exposição, só não imaginei q era com vc. abraxx.

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