RocknRolla e Hammond

Fui ver no sábado o novo filme do Guy Ritchie, RocknRolla. Mais uma vez o diretor inglês esmiuça o submundo londrino, com a agilidade e humor de sempre. Ritchie está para Londres como Woody Allen está para NY. RocknRolla não é tão bom quanto Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes e Snatch, seus filmes anteriores, mas ainda assim diverte e se coloca bem acima da média do cinemão que temos por aí.

A edição das cenas, os atores e sua direção, a trilha sonora, o roteiro, tudo muito bem amarrado. Me amarro nos nomes que Ritchie inventa pros seus personagens – One Two, Mumbles, Squid, Archy, Cookie, Tank. E todos, mesmo os que pouco aparecem, têm papel fundamental na história.

Há quem diga que ele é um Tarantino piorado. Questão de gosto. Acho que tem uma pitada de despeito aí pelo cara ter sido casado (e dispensado) pela Madonna, queridinha de muitos. Sei lá, apenas um pensamento que me ocorreu. Acho o Tarantino exagerado, um tanto quanto over, sanguinolento, escrachado – americano, enfim. Já Ritchie é sutil, elegante e econômico, puro humor britânico. O diretor americano gosta de ressuscitar carreiras de atores famosos e sumidos, já Ritchie tem o dom misturar bons nomes, como Gerard Butler (que fez Leônidas, em 300 de Esparta), com a nata de atores do segundo escalão (em termos de fama, não de qualidade), nivelando tudo por cima. Em comum, a edição nervosa dos filmes e a escolha perfeita das músicas. No saldo geral, fico com o inglês.

Da sala do Espaço Unibanco fui direto pro Jazz nos Fundos que apresentou ontem o tipo de jazz que mais gosto, o funk jazz, a cargo do trio Hammond Grooves, projeto do Daniel Daibem, apresentador do programa Sala dos Professores, da rádio Eldorado FM. Os caras mandaram Wes Montgomery, Jimmy Smith, George Benson, Lonnie Smith e até Walter Wanderley! Uma noite inesquecível pra quem gosta de boa música.

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3 respostas para RocknRolla e Hammond

  1. Não vi ainda o novo do Guy Ritchie, mas já imagino as cenas rápidas, os cortes secos, a ironia fina dos personagens e o clima úmido da história. Também acho o cara muito bom.

    Sobre o jazz pós-película, deve ter sido demais. Só por ter alguém tocando um Jimmy Smith e um George Benson, já é fodido!
    deve ter sido uma grande tarde e noite cultural.

  2. escriba disse:

    Foi ducaralho mesmo, Vilauba! A galera mandou muito bem no som, pena que o lugar estava empanturrado de gente, no final já desagradavelmente…

    E o filme é mais do mesmo: gangues no submundo londrino, mas é apenas Guy Ritchie e eu curto pacas!
    abração!

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