Não chore por minha carne, querida.
Apesar do viço e bom sabor,
Ela está fria e há muito perdida.
Lágrimas não preenchem o vácuo
Que nos cerca, intimida e sufoca,
A anunciar, sim, o fracasso de fato.
A dor invade e faz lembrar
Que o distante desejo de Tara
Se foi – e pouco adianta o pesar.
Restou a alegria dos pequenos futuros
A sincera e infinita inocência de quem
pouco se importa se levantamos muros.
Nesses tempos de vacas magras,
a carne pouco ou nada vale.
Belíssimo poema!
Parabéns vegetarianos a isto.
É seu, Jorge? Nossa, arrasou. Nada como o sofrimento para nos inspirar e produzir coisas belas para o mundo.