Essa foi boa. Internautas, blogueiros, cyberativistas e afins foram eleitos a personalidade do ano pela revista Time em 2006. Segundo os editores da tradicional publicação americana, a onda colaborativista que tomou conta da rede de computadores é revolucionária e mudará para sempre o que conhecemos como mídia. Nós controlamos a mídia, disseram. Mas como cachorro velho não aprende truque novo, eles cagaram e andaram justamente para a vontade desse pessoal reverenciado na ampla matéria de capa. Na eleição promovida pelo site da revista, quem ganhou a votação foi o presidente venezuelano Hugo Chavez, seguido de perto do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. Ou seja: a gente tem o poder, mas só se os (tu)barões concordarem. Sintomático, não?
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Gostei da matéria de capa da Time. Questiono a relevância de se colocar uma eleição pela internet na edição impressa da revista. Fizemos isso em Época quando o Chico Xavier ganhou maior homem da história do Brasil. Mas existe um problema metodológico aí — e acho que Time acertou em manter Chávez e Ahmmadinejad (é assim que se escreve?) restritos ao site. Eu votei nos caras do You Tube, a meu ver muito mais importantes para o mundo atual e futuro (a meu ver Chávez e Ahmadinejad não deixarão legado) do que os dois vencedores.
Eu tambem votaria no pessoal do You Tube, Gabriel, mas nao deixa de ser curioso que a revista teça loas ao cidadão comum que tomou de assalto a produção e distribuição da informação e ignore sua vontade na enquete/eleição promovida pela publicação. Ficou, no minimo, incoerente…