Utilidade pública

A barrinha aí de cima acaba de ganhar mais um link – Biblioteca do Escriba – com livros que estão disponíveis gratuitamente na internet para download. Alguns são muito difíceis de encontrar por aí, como o Manual do Arquiteto Descalço. Outros estão proibidos, como a biografia do Roberto Carlos. Aceito sugestões!!

Alguns dos livros estão em arquivo PDF e precisam ser baixados; outros estão publicados na íntegra em páginas na internet. Em ambos os casos, basta clicar no link dado e boa leitura!

Um pedido: por favor, evite imprimir os livros. Ler no computador não é tão difícil assim…

ATUALIZAÇÃO: O Portal Domínio Público, uma biblioteca virtual do governo federal, tem diversos clássicos da literatura mundial disponíveis gratuitamente em arquivos PDF. Tem a Divina Comédia (Dante Alighieri), A Dama das Camélias (Alexandre Dumas Filho), O Banqueiro Anarquista (Fernando Pessoa), A Alma Encantadora das Ruas (João do Rio), Eu e Outras Poesias (Augusto dos Anjos) e as obras completas de Shakespeare, Monteiro Lobato, Machado de Assis, entre outros. Já está também na biblioteca do Escriba.

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Chove chuva

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Sempre que se cria muita expectativa, o resultado não é lá essas coisas. Disso eu bem sei, mas não pude evitar. Estava animadíssimo com minha primeira viagem de ônibus pro Rio com as crianças, pra eles curtirem a valer o Carnaval em blocos de rua. Mas choveu nos três dias que ficamos por lá (ok, na manhã de sábado fez sol e fomos à praia. E só). De carnaval, meia hora no Bloco da Segunda, na Cobal, por causa da maldita chuva.

Apesar deles terem se divertido com a prima-amiga Clarinha, o tio Beto e a tia Juli, o vovô ferramenta (meu pai), os primos Dedé e Fabinho, e as tias-avós Neném e Sueli, voltei pra sampa com um quê de decepção. Imaginei um carnaval colorido, rueiro e com muita praia, mas o tempo estava tão cinzento quanto um dia comum em São Paulo.

Mas tudo bem. Eles gostaram e é isso que vale. No carnaval de 2009 eu tento novamente. E deu pra ver também que não é um bicho de sete-cabeças viajar com a tropa de ônibus (se comportaram bem tanto na ida como na volta) e já planejo outras aventuras. Quem sabe encarar 17 horas pra visitar a vovó Brasília (minha mãe) ou levá-los a Penedo no meio do ano pra comemorar com meus antigos colegas de turma da ECO os 20 anos do início do resto de nossas vidas.

Agora é pensar nos novos tempos aqui em sampa mesmo. Estou separado e acabei de arrumar um novo apê. Martim e Sofia estão adorando a idéia de ter uma segunda casa (ainda bem!), mesmo que ela por enquanto só tenha um colchão, uma torradeira, meus discos e livros, e nada mais… ‘Era uma casa, muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada…’ Inevitável pensar na música hehehehe.

O bom é que vou ficar perto tanto dos moleques como também do trabalho. O bairro (Alto de Pinheiros) é agradável e vou fazer tudo de bicicleta. Além disso, sem eletrodomésticos (só a torradeira…) e carro, darei minha contribuição na luta contra o aquecimento global, já que minhas emissões serão mínimas. Alguém quer comprar créditos de carbono?

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Radical sim, com muito orgulho

Esse texto, que escrevi ontem à noite para o site do Greenpeace, vai para aqueles que acham que me ofendo quando sou chamado de radical:

Há 60 anos, morria um radical da não-violência: Mahatma Gandhi

“Existem dois dias no ano em que não podemos fazer nada: o ontem e o amanhã”

Muitos consideram o Greenpeace como uma organização radical. Eles estão certos. Somos radicais pela proteção do planeta e pela não-violência. E não somos os pioneiros. Há 60 anos, em 30 de janeiro de 1948, foi assassinado um dos nossos maiores inspiradores, Mahatma Gandhi, líder indiano pioneiro da filosofia de ações e protestos não-violentos.

Isso está em nosso DNA, desde que, em 1971, um grupo de ambientalistas e jornalistas zarpou do porto de Vancouver (Canadá) no navio Phyllis Cormack para impedir testes nucleares americanos nas ilhas Aleutas, no Alasca. De lá para cá, praticamos rigorosamente esse princípio. Como Gandhi, acreditamos ser possível mudar o mundo com base nesse valor.

Confira aqui os valores do Greenpeace.

Ao longo de décadas, Gandhi defendeu o uso da não-violência como forma de luta em diversos países. Na Índia, promoveu protestos como a Marcha do Sal, ato pacífico de desobediência civil realizado em 1930 que levou milhares de pessoas a desafiarem leis britânicas que proibiam indianos de fabricar seu próprio sal. Sob sua liderança, o país conquistou a independência do Império Britânico e ganhou os alicerces para o moderno estado indiano.

No Brasil, há quem considere o dia da morte de Gandhi como Dia da Não-Violência, mas a ONU instituiu no ano passado, oficialmente, o dia 2 de outubro – data de seu nascimento. Para nós do Greenpeace, todo dia é dia de não-violência. E somos radicais quanto a isso.

De quebra, ainda coloquei um link para a íntegra do manifesto A Desobediência Civil, do filósofo, pacifista e escritor americano Henry David Thoreau, uma das fontes de inspiração de Gandhi e também do Greenpeace.

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A verdade sobre o Google Maps

(Enviado pelo meu camarada Ricardo Amorim)

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A arte de fazer compras ‘verdes’

(fonte da imagem: News Target)

Se vc é o tipo de pessoa que faz compras de olho apenas no preço saiba que assim vc não ajuda em nada para tornar nosso mundinho velho sem porteira mais sustentável.

Ok, a maioria das pessoas não pode se dar ao luxo de pagar mais por produtos ambientalmente corretos – com menos embalagem, produzidos localmente (para evitar longas viagens que consomem combustível fóssil), em embalagens ‘verdes’, não-transgênicos, menos industriais e processadas. Mas o barato sai caro, já dizia minha avó e gastar um pouco mais em produtos que agridem menos a natureza pode sair mais barato lá na frente. E boa parte da galera que pode gastar um pouco mais não o faz – seja por preguiça, desinformação ou puro desleixo.

Acabei de chegar de um super e tentei por isso em prática com uma amiga (as compras eram dela). Ela vive dizendo que quer ser sustentável em 2008, então fizemos o teste. Difícil, muito difícil. Quase tudo vem embalado em muito plástico. Garrafas PET dominam o cenário das bebidas. Produtos transgênicos são vendidos sem rotulagem. Legumes e verduras orgânicas são mais caros.

Ainda assim, conseguimos evitar muita coisa ruim. É um bom exercício. Como diz o desenho acima, “o que você compra é o que você encoraja”.

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Dá uma força ae, Canon!

O Greenpeace iniciou uma campanha online para pedir à fabricante de material fotográfico que pressione o governo japonês a acabar com a caça de baleias. A Lelê, minha camarada que tá lá no Esperanza no meio do Oceano Antártico, explica melhor a história toda no seu blog.

A pressão internacional de governos e ONGs como Greenpeace e Sea Shepherd impediu a matança de baleias por duas semanas (completadas hoje). Vamos manter a pegada!

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France Press esnoba a Wikipedia – pior pra eles

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Deu no Blue Bus que a agência de notícias francesa proibiu o uso da Wikipedia como fonte, alegando ser o site pouco confiável. Nada mais equivocado. E também emblemático da arrogância do jornalismo, que ainda não entendeu os novos tempos. A internet mudou os paradigmas da informação (produção e distribuição) e boa parte da mídia corporativa ainda não pegou o espírito da coisa.

Mandei um email para a redação do Blue Bus, respondendo a eles e a um outro leitor que concordou com a medida. Para surpresa minha, publicaram o texto, com algumas alterações. Segue abaixo o texto original:

Sou leitor do bluebus e li hoje (quarta-feira, dia 23 de janeiro) a nota sobre a proibição da France Press em ter a Wikipedia como fonte e a mensagem do Thompson Loiola apoiando a decisão.

Diz Thompson: “toda vez que acesso fico sempre pensando se alguém de má-fé nao acabou de postar alguma informaçao errada, ou até manipulada, e eu nao sou justamente aquele que está vendo antes que as ‘devidas providências’ sejam tomadas…”

Entendo a preocupação dele e da AFP, mas acho que é um pouco exagerada, equivocada mesmo. Toda fonte tem problemas de credibilidade no final das contas. Quem me garante que o reporter que redigiu um texto para a France Press, por exemplo, não mentiu, deturpou ou distorceu a informação? Já aconteceu antes e vai acontecer no futuro. Quem me garante que os livros que compro na livraria, as revistas que adquiro na banca ou o jornal que vejo na TV trazem realmente a informação correta?

A Wikipedia conta com a colaboração de milhares de pessoas mundo afora, que por diletantismo gostam de escrever sobre determinados assuntos. Muitos sao, inclusive, especialistas no assunto, mas não tem espaço – ou nao querem, por ter outra profissão – para divulgar seus conhecimentos. É aí que a Wikipedia entra e funciona muito bem. É a inteligência coletiva funcionando muito bem, obrigado.

Anos atrás, fizeram um teste para conferir a precisão da Wikipedia. Foi em 2005. Estudiosos foram convidados pela revista Nature para avaliar um mesmo número de artigos da enciclopédia livre e também da tradicional Britannica. Resultado? Encontraram a mesma quantidade de erros em ambas! Ou seja: a Wikipedia é tão precisa quanto à Britannica – com a vantagem de podermos corrigir os erros no exato momento que são identificados. Já os erros da Britannica terão que aguardar uma nova edição… E agora o pessoal wiki tira sarro, catalogando online erros e omissões verbetes da Britannica

Eu mesmo sou autor de alguns verbetes na Wikipedia e sempre que posso vou lá dar uma conferida para ver se alguem mexeu em algo, acrescentou, etc. Se encontro algum erro crasso, corrijo. Converso com outros autores, discuto idéias, debato conceitos e informações publicadas. É divertido, acreditem! Recomendo a todos que têm informações preciosas sobre o tema que for e nunca publicaram nada…
Essa cultura wiki não pára de crescer – estão soltando as amarras do pensar. A Wikipedia gerou filhotes. Muitos. Como a sisuda RationalWiki e as hilárias Uncyclopedia e Desiclopédia . Tem também a Wikibooks (dedicado a livros de conteúdo aberto) e a Wikiversity (que cria e promove o uso de materiais didáticos livres). Estão pensando até em criar um portal wiki para a produção científica . É o sonho de Diderot realizado – enciclopédias vivas!

ATUALIZAÇÃO: Meu camarada Marcos, assíduo leitor deste humilde blog, me mandou outros três bons exemplos de páginas wiki: Pornpedia, Monstropedia e WowWiki (sobre o jogo Warcraft). E por tabela achei outro: Grand Theft Wiki. Mais algum?

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Detalhes tão pequenos…

Um inocente pacote de mortadela, não? Delicioso, dirão alguns (eu, incluso). Mas, huum… será mesmo? O pessoal da NewsTarget.com resolveu ver em detalhes como são esses produtos processados e o resultado é, digamos, impressionante. Essa inocente mortadela se revela uma vilã e tanta sob as lentes macro de uma boa câmera fotográfica.

Antes de começar, suspenda seu lanche/almoço/jantar por algum tempo…blz?

Então vamos lá!

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Raios, raios triplos!

Uma boa alma colocou os 34 episódios do desenho Corrida Maluca para serem baixados na internet! Clique aqui e tenha horas de diversão! Mas corra antes que algum dick vigarista da Sony (detentora dos direitos da Hanna-Barbera) mova meio mundo para tirá-los do ar.

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Shrek se chamava Maurice, era francês e fez luta-livre

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Maurice Tillet sofria de uma doença rara chamada acromegalia e morreu em 1955, aos 51 anos. Chegou a ser campeão mundial de luta-livre nos EUA em 1944. Clique aqui para ver outras fotos do sujeito. E não se trata de lenda urbana ou algo parecido, ele realmente existiu – leia matéria publicada na revista Time em 1940.

Por que estou publicando isto aqui, e agora? Ué, porque recebi por email e achei interessante, ora bolas. Você sabia disso? Não? Nem eu…

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