De nível

Um dos melhores anúncios de todos os tempos, Next Level, da Nike (eu não compro tênis deles, mas os caras mandam bem pacas na publicidade. Um dia ainda me convencem…). O filme, mais uma obra-prima do Guy Ritchie, é bem bolado, executado e divulgado. E como se não bastasse, tem como trilha uma música foda de um dos meus grupos preferidos, Eagles of Death Metal.

Primeiro, o filme:

Agora, a banda, tocando o mesmo som, só que ao vivo:

Por fim, o clipe da música. Yummy!!

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Tá difícil…


Desde o último dia 19 de abril tento ter internet na minha casa, mas o Ajato/TVA não deixa. De lá pra cá, se tive uma semana de internet foi muito. Já liguei trocentas vezes pro serviço de atendimento ao consumidor e não consigo resolver. Mandam eu desligar o modem, religar, dar reboot, etc e necas. E aí querem marcar as visitas dos técnicos em horários dos mais esdrúxulos – chegaram a propor a hora do almoço… do Dia das Mães!!

Perdi a paciência. Além de não pagar as mensalidades (se vierem cobrar, vou à Justiça numa boa), só aceito agora que o técnico apareça lá em casa com horário marcado. A primeira tentativa foi hoje, e obviamente eles não cumpriram o combinado. E se não ligo pra saber pq o técnico não apareceu às 9 horas, ia ficar esperando que nem um palhaço, porque segundo a atendente, eles iriam passar lá em casa “até as 13 horas”. Recusei, claro. Eles remarcaram para sexta-feira, às 9h30. Não sei porque mas tenho quase certeza de que vão furar de novo…

Ia contar essa história no blog Tá Difícil…, mas cheguei atrasado – já tem inúmeros tópicos sobre o assunto por lá! O mais parecido com a minha queixa é este aqui. Quem tiver alguma reclamação pra fazer, mete bronca por lá!

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Agenda ambiental subiu no telhado

O grande calcanhar de Aquiles do governo Lula sempre foi a pouca atenção dada às questões ambientais. Liberou variedades transgênicas de soja e milho, colocando nossa biossegurança em risco; retomou o programa nuclear, enquanto outros países apostam em energias renováveis como a eólica e solar; incentiva desmatadores na Amazônia e ainda quer reduzir a reserva legal no país para incentivar o plantio de palmáceas e outras plantas consideradas energéticas (cana, babaçu, mamona, e por aí vai) na onda dos biocombustíveis. Agora, com a demissão da Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente, definitivamente a agenda ambiental subiu no telhado do governo Lula.

Parece que estamos voltando no tempo, mais precisamente à década de 1970, quando a ordem era desenvolver a qualquer custo, colocando questões ambientais como entraves ao crescimento do país. Com a queda de Marina, o Brasil parece ter optado por um modelo predatório, a la China. Um desastre.

Segundo notícias que li, Lula teria ficado irritado com a forma como Marina saiu do Ministério. Pois eu fiquei foi puto, e com Lula, por ter permitido que a situação chegasse a esse ponto.

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Rumo aos 300 km de engarrafamento (com apoio da Folha)

Que a imprensa de São Paulo não é exemplo de jornalismo, não é novidade alguma. Mas com a internet, fica cada vez mais difícil para o (tu) baronato da mídia manter a pose de vestal. Afinal, o que antes embrulhava peixe agora circula pela internet com uma velocidade impressionante. Veja o caso da ponte estaiada da marginal Pinheiros, já apelidada de estilingão. Foi inaugurada no último fim de semana com pompa e circunstância e matérias elogiosas dedicadas a ela por Folha e Estadão. O protesto feito por grupos contrários à obra, que preferiam ver os milhões gastos em ciclovias, despoluição do rio Pinheiros, etc, foi relegado ao pé das páginas de culto ao segundo maior monumento paulistano ao automóvel – o primeiro, a meu ver, é o minhocão, aquela aberração malufista no coração de São Paulo.


(desligue a rádio pra curtir o vídeo da invasão dos ciclistas na inauguração do estilingão)

O estilingão, no entanto, já foi alvo de muita pedrada dos (tu) barões da mídia paulista, principalmente da Folha. Isso porque a obra foi iniciada na gestão Marta Suplicy, em 2005. E o projeto inicial incluía a construção de moradias populares para os moradores de favelas locais, as mesmas que a gestão Kassab/Serra quer tirar dali na marra, com o vergonhoso cheque despejo de R$ 5 mil. Eu particularmente acho que a ponte é horrível, mas o projeto da Marta era bem mais interessante e socialmente justo do que o executado por Kassab/Serra.

Mas o que dizia a Folha em 2005? Segue abaixo o editorial publicado em maio daquele ano (resgatado pelo blog do Favre):

PROJETO EXTRAVAGANTE

É acertada a decisão do prefeito José Serra (PSDB) de retomar as obras que ligam as avenidas Jornalista Roberto Marinho (antiga Água Espraiada) e a marginal Pinheiros, deixando de lado a construção de duas pontes sobre o rio Pinheiros, na zona sul da cidade, previstas no projeto original aprovado pela administração da ex-prefeita Marta Suplicy. A justificativa apresentada por José Serra é que a construção dessas pontes estaiadas (suspensas por cabos de aço) encareceria desnecessariamente a obra.

A cautela e a mudança do projeto original são procedentes. Com as pontes endossadas por Marta, toda a empreitada custaria nada menos que R$ 147 milhões. Sem elas, o custo total -que inclui outras alterações na malha viária, além da construção das alças- cai para R$ 85 milhões.

É duvidoso, ademais, que a venda em leilões dos Cepacs (Certificados de Potencial Adicional de Construção), títulos que dão direito de construir além dos limites estabelecidos em certas áreas da cidade, possa gerar recursos suficientes para arcar com as despesas previstas inicialmente no projeto. No ano passado, os leilões desses papéis, realizados para angariar fundos para a construção das pontes, não conseguiram amealhar mais do que R$ 35 milhões, soma muito aquém da estimada para a conclusão das obras.

Além de cara, a construção dessas pontes suspensas está longe de ser uma prioridade para aquela área da cidade. A ligação da avenida Roberto Marinho com a marginal Pinheiros pode continuar a ser feita, sem maiores transtornos, através de duas outras pontes já existentes a apenas 800 metros do local. Essa circunstância, aliás, torna ainda mais extravagante -e suspeito- o projeto deixado pela gestão petista, para o qual, até aqui, não foram apresentadas justificativas convincentes.

A pergunta que não quer calar é: a Folha mudou de opinião porque o estilingão foi batizado com o nome de seu patrono, o (tu) barão Octavio Frias de Oliveira?

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Agora também temos!

qrcode

Que porra é essa? É o QR-Code do Escriba, tipo um código de barras do blog. Pra que serve? Bom, confira aqui.

Só tenho agora que aprender a usar a bagaça…

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“Orgânicos dão sabor e qualidade de vida”

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Acabei de subir no site do Greenpeace (na seção de Consumidores) a entrevista que fiz com a chef de cozinha Morena Leite, do restaurante Capim Santo – de SP e Trancoso. Faz parte de uma série dedicada à importância dos produtos orgânicos na alimentação e para o meio ambiente. Antes eu já tinha conversado com o Claude Troisgros (restaurante Olympe, no Rio) e a Flávia Quaresma (Bistrô Carême). Mês que vem tem mais!

Segue um trecho:

É possível viver hoje apenas consumindo produtos orgânicos?
Sim, já é possível se viver só de produtos orgânicos, mas a logística e o custo deixa tudo muito inviável, pelo menos por agora. O governo precisa incentivar e aumentar o crédito dos agricultores e agrônomos que têm se esforçado em ampliar as plantações orgânicas, respeitar as normas (que não são poucas) e continuar as pesquisas que prezam as formas naturais de controlar e combater pragas. Mesmo que isso venha incomodar as distribuidoras de alimentos industrializados. Como o governo nada faz sozinho, nós, que somos maior que ele, podemos colaborar modificando nossas escolhas e hábitos alimentares para gerar uma pressão natural.

E de quebra ela enviou uma receita com ingredientes orgânicos:

Sopa de cenoura orgânica com raspas de gengibre e pimenta dedo-de-moça (2 porções)

1 kg de cenouras
1 litro de água
1 colher de sopa de azeite extra virgem
4 dentes de alho

1 colher de chá de gengibre ralado
1 colher de café de pimenta dedo de moça picada
Sal a gosto
2 colheres de sopa de salsinha picada.

Coloque na panela a água, as cenouras inteiras (apenas raspe a casca), o azeite, o alho, o gengibre e a pimenta e o sal.

Leve a panela ao fogo e cozinhe até que a cenoura fique bem macia.

Retire a cenoura da água e passe por um espremedor ou amasse-a com um garfo e devolva na panela mexendo até engrossar um pouco.

Sirva em cumbucas de porcelana e salpique a salsinha para decorar.

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Baixo consumo não é sinônimo de consciência ecológica

Em jornalismo, não é incomum a gente ver títulos de matérias que pouco ou nada têm a ver com seu conteúdo. Muitas vezes, o texto não traz informação que renda um bom título, ou o editor tem uma grande sacada e resolve dar o que chamamos de esquentada no título, pra atrair a atenção do leitor. Foi o que fizeram com a pesquisa da revista National Geographic, o Greendex 2008: Escolha do Consumidor e Meio Ambiente.

O tal Greendex consultou, pela internet, consumidores de 14 países sobre seus hábitos de consumo, transporte, habitação e alimentação, e apontou brasileiros e indianos como os mais verdes do mundo, seguidos dos chineses, mexicanos, húngaros, russos, ingleses, alemães, australianos, espanhóis, japoneses, franceses, canadenses e, por fim, americanos.

A impresa, com aquela profundidade de um pires que lhe é característica, cravou: brasileiros e indianos são os que mais respeitam o meio ambiente. Nada mais falso. Ora, está claro que países em desenvolvimento aparecem na frente não porque seus habitantes têm maior consciência ecológica, mas pelo simples fato de que eles não têm o mesmo padrão de consumo dos países desenvolvidos. Um indiano não gasta menos energia elétrica que um japonês, um chinês não come menos produtos industrializados que um inglês, um brasileiro não compra menos bugigancas que um americano por ser mais ambientalmente responsável. Essa afirmação é falsa. Eles, isso sim, causam é menos impacto ambiental com seus hábitos de consumo, porque seu atual nível sócio-econômico não lhes permite ter o mesmo padrão de vida que os europeus, americanos e japoneses. Se lhes for dada a chance – e a tal globalização vive pregando isso – consumirão tanto ou mais. E o planeta que se vire para sustentar tudo isso! A questão não é apenas a quantidade do que se consome, mas a qualidade desse consumo.

O site Story of Stuff, da ativista Annie Leonard, traz um dado interessante: 99% do que o americano compra vai pro lixo após apenas seis meses de uso! Não é de se estranhar. A base da economia americana é diretamente ligada ao consumo – tanto que, para resolver o problema da atual recessão, o presidente Bush está enviando cheques de até US$ 600 para cada americano que ganha até um X por mês para que ele gaste em compras. O padrão lá é: compre o quanto puder para que a economia americana não afunde. Não tá funcionando a contento e, pior, vai acabar afundando o planeta inteiro!

A propósito: recebi por email uma série de fotos que revelam de maneira bem interessante como é o consumo alimentar em uma semana de famílias típicas de nove países diferentes – Alemanha, Estados Unidos, Itália, México, Polônia, Egito, Equador, Butão e Chade. Não sei de onde veio essa série, mas as (belas) fotos falam por si:

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(Alemanha: Família Melander de Bargteheide. Despesa com alimentação em 1 semana: 375.39 Euros / $500.07 dólares)

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(Estados Unidos da América: Família Revis da Carolina do Norte. Despesa com alimentação em 1 semana: $341.98 dolares)

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(Italia: Família Manzo da Secília. Despesa com alimentação em 1 semana: 214.36 Euros / $260.11 dolares)

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(México: Família Casales de Cuernavaca. Despesa com alimentação em 1 semana: 1,862.78 Pesos / $189.09 dólares)

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(Polónia: Família Sobczynscy de Konstancin-Jeziorna. Despesa com alimentação em 1 semana: 582.48 Zlotys / $151.27 dólares)

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( Egito: Família Ahmed do Cairo. Despesa com alimentação em 1 semana: 387.85 Egyptian Pounds / $68.53 dólares )

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(Equador: Família Ayme de Tingo. Despesa com alimentação em 1 semana: $31.55 dólares )

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( Butão: Família Namgay da vila de Shingkhey. Despesa com alimentação em 1 semana: 224.93 ngultrum / $5.03 dólares )

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( Chade: Família Aboubakar do campo de refugiados de Breidjing. Despesa com alimentação por semana: 685 Francos / $1.23 dólares)

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Santa Ceia no Twitter

Mais uma sacada genial do blog Ao Mirante, Nelson!

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A Ilha Tipográfica

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Meu camarada Otávio está todo orgulhoso. E não é pra menos. A sua editora, a Olhares, está lançando o seu primeiro livro infantil – A Ilha Tipográfica -, indicado ao público infantil entre 6 e 9 anos. Vem acompanhado de um CD de jogos interativos. O lançamento será Centro Cultural da Juventude, na Vila Nova Cachoeirinha (zona norte de SP). É longe, mas vale à pena. Ainda mais que o Frangó fica ali pertinho…

Ah, o mais legal: o livro pode ser baixado no site, num arquivo pdf. Então… já para a Biblioteca do Escriba!

Parabéns, Otávio, pelo lançamento do livro e pela iniciativa de pôr ele pra baixar na internet!!

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O Escriba já tem candidato em 2010

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O senador José Agripino Maia (DEM-RN) tentou encurralar a ministra Dilma Roussef durante o depoimento dela hoje na Comissão de Infra-Estrutura do Senado e tomou uma invertida de dar dó. Ele lembrou que Dilma afirmara numa entrevista que ‘mentiu muito’ nos depoimentos que prestou quando esteve presa na década de 1970, durante a ditadura militar, tentando intimidá-la, insinuando que ela poderia mentir novamente. A resposta de Dilma foi dura e perfeita.

Confira o vídeo:

Dilma foi aplaudida enquanto o senador Agripino Maia, filhote da ditadura, ficou com cara de tacho. A ministra está com a bola toda. Não me surpreenderia se numa próxima pesquisa de opinião já aparecer com mais de 10% das intenções de voto em 2010.

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Aliás, por falar em eleições, se ela se candidatar à Presidência da República, tem meu voto. Se for com Ciro na chapa (independentemente de quem for o vice), mais ainda.

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