Pequim orgânica

O pessoal do Greenpeace lá da China lançou o Guia de Orgânicos de Pequim às vésperas dos Jogos Olímpicos com mais de 60 dicas de fazendas, supermercados, restaurantes e sites que oferecem esse tipo de alimentação na cidade. No site, há ainda um mapa com a dicas dos principais fornecedores de orgânicos em Pequim.

Nunca é demais lembrar que os orgânicos são livres de pesticidas, fertilizantes sintéticos, hormônios de crescimento, transgênicos ou qualquer outro aditivo artificial.

Como parte do lançamento do Guia, o Greenpeace China encomendou uma pesquisa com consumidores locais e descobriu o seguinte:

  • 68% compram comida orgânica;
  • 80% afirmam que comprariam comida orgânica no futuro;
  • 92% compram comida orgânica em supermercados;
  • 93% escolhem comida orgânica por questões de saúde e segurança.

Esse é um mercado que vem crescendo em todo o mundo. No Brasil, não é diferente. Tenho reparado que as prateleiras dos supermercados estão cada vez mais repletas de opções. Eu tenho dado preferência a eles, principalmente quando vou comprar sucos, frutas e legumes. Sei que são mais caros, mas é o custo que temos que pagar para consumir responsavelmente e proteger o meio ambiente. A expressão o barato sai caro cai como uma luva aqui.

O Greenpeace ainda não tem um guia desse para o Brasil (só um que identifica produtos transgênicos), mas há outras boas fontes de informação na praça, como o Portal Orgânico e o Planeta Orgânico. Use e abuse. A melhor arma contra o canto da sereia transgênica (que promete vir com força total ainda este ano, aguardem…) é a informação!

Em tempo: um dos principais argumentos dos defensores dos transgênicos caiu por terra. Estudos de universidades americanos revelam: eles são menos produtivos que os cultivos convencionais e/ou orgânicos. As próprias empresas de biotecnologia já admitem que suas sementes geneticamente modificadas foram criadas apenas para garantir a venda de seus próprios herbicidas. Plantou transgênico? Perdeu!

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666 – Bruxa de Blair, versão Youtube

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Doutrina do choque em plena atividade

A privatização do petróleo iraquiano, a garantia de um domínio global para plantações modificadas geneticamente, a redução das últimas barreiras comerciais e a abertura das últimas reservas naturais… não faz muito tempo que estes objetivos eram conseguidos um atrás do outro por meio de cordiais acordos comerciais apresentados com o pseudônimo de “globalização”. Agora, essa agenda completamente desacreditada está obrigada a cavalgar sobre as costas de crises cíclicas, vendendo a si mesma como a medicina que curará, de uma vez por todas, a dor do mundo.

Essa é a conclusão de um artigo de Naomi Klein, autora dos livros No Logo e The Shock Doctrine: The Rise of Disaster Capitalism (A Doutrina do Choque: A Ascenção do Capitalismo de Desastre), que está no site da Agência Carta Maior – leia a íntegra aqui.

A doutrina do choque está mais ativa do que nunca, se aproveitando da crise energética, alimentar e climática, colocando assim uma faca no pescoço do meio ambiente. A indústria nuclear tem se vendido como solução energética e climática, a de biotecnologia diz que vai resolver a fome do mundo com suas plantações geneticamente modificadas (quando se sabe que o problema é de preço e distribuição, mais do que produção), as petrolíferas pressionam pela exploração em históricas reservas naturais, como o Ártico e a Antártica, para resolver o problema energético, e assim a questão ambiental vai ficando no meio do caminho.

Pra entender melhor como funciona a Doutrina do Choque, confira o curta documentário baseado no livro, dirigido pelo mexicano Alfonso Cuarón (de Y Tu Mamá También e uma das seqüências de Harry Potter):

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Vincent


Explorando aquela página dedicada ao Edgar Allan Poe, que indiquei no post abaixo, cheguei a essa animação do Tim Burton que reúne dois grandes ídolos meus: o autor de O Barril de Amontilhado e Vincent Price.

O filme traz várias referências a contos de Poe e tem narração do próprio Vincent Price. O texto é um poema do Burton, que começa assim:

Vincent Malloy is seven years old
He’s polite and always does as he’s told
For a boy his age, he’s considerate and nice
But he wants to be just like Vincent Price.

(o restante está aqui)

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Livros e mais livros (online, claro)


Já li este ano 11 livros – no momento devoro Fausto, de Goethe (em prosa, numa tradução da versão francesa de Gérard de Nerval). Desse total, dois foram online – Máquina de Pinball, da Clarah Averbuck, e Natural Capitalism, dos ambientalistas Paul Hawken e Amory Lovins (ainda não terminei, na verdade, mas tô quase). Ou seja, 20%. Nada mal… E a tendência é aumentar.

Não chegarei a 100% porque tenho livro que não acaba mais aqui em casa e pretendo ler todos até o fim dos (meus) tempos. Mas quase não compro mais livros e há dois motivos pra isso: tenho dado preferências aos clássicos e tenho encontrado quase todos eles na internet. A Biblioteca do Escriba que estou montando aqui neste espaço que o diga. Demorei a atualizá-la mas valeu à pena. Juntei material de montão, só com coisa fina. Saca só:

* Fausto (de Goethe) – tradução de António Feliciano de Castilho (1800-1875)
* Natural Capitalism – Creating the Next Industrial Revolution (dos ambientalistas Paul Hawken e Amory Lovins)
* Obras completas de Edgar Allan Poe
* Moby Dick (Herman Melville)

* Clássicos da literatura americana
* Clássicos da literatura européia
* Por que se mete, porra? (Delicadezas de Paulo César Peréio)
* Sun of Suns (ficção-científica de Karl Schroeder)

* Capão, Outras Histórias (de Valter Ferraz, a quem conheci na Comunidade do Nassif)

Tá tudo lá na Biblioteca, sirva-se!

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O verde de Obama e de McCain

Estamos na reta final das eleições americanas e o mundo está atento ao que os dois candidatos têm proposto para o meio ambiente. Afinal, os EUA são o maior poluidor do planeta e passaram os oito anos da administração Bush ignorando os apelos mundiais por respostas diretas ao desafio das mudanças climáticas. Mas vendo as propostas dos dois candidatos, está claro que isso deve mudar.

O que diz Barak Obama?

Seu plano está totalmente focado no estabelecimento de metas. Quer redução de 10% nas emissões de CO2 dos veículos até 2020 e mais 1% por ano a partir daí. Todas as empresas terão que comprar permissões de CO2, para levantar recursos a serem investidos em energia limpa. Prevê a redução das emissões de CO2 do país em 80% até 2050 (que é a mesma posição dos cientistas do IPCC da ONU). As empresas terão também que usar 25% de energia renovável (solar, eólica e geotérmica, entre outras) até 2025, prevendo investimento de US$ 150 bilhões por parte do governo nos próximos 10 anos nessa área (Al Gore acha que dá pra ser mais ambicioso).

E McCain?

Evita falar em metas e muito menos em novas taxas para empresas, deixando praticamente tudo nas mãos do mercado. Em vez de impôr mudanças aos fabricantes de carros e produtores de energia, propõe redução de taxas para consumidores de carros com baixa emissão de CO2 e pretende oferecer um prêmio de US$ 300 milhõespara quem inventar a bateria de carro do futuro, que não polua. Não cita, em seu programa de governo, qualquer incentivo às energias renováveis. Mas aposta na icógnita do carvão limpo e adora nuclear: quer mais subsídios a essa indústria, propondo a construção de 45 novas usinas até 2030.

As cartas estão na mesa.

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Terapia lynchiana

David Lynch vem aí

Que tal bater um papo-cabeça com o cineasta americano David Lynch? Ele está chegando ao Brasil em agosto para dar palestras e lançar seu livro Águas Profundas: Criatividade e Meditação. Segundo eu li, a obra fala sobre a influência da meditação transcendental em sua vida e obra. Vai ser uma viagem e tanto.

Punk é o horário: 15 horas de uma quinta-feira, na livraria Cultura do Conjunto Nacional (av. Paulista). Já tem uma galera aqui no escritório com ‘doença’ agendada… :)

E por falar nisso, que tal um Pateta no estilo Lynch?

(Dicas do meu camarada Baitelo)

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Vital é a música

Que beleza curtir Vital Farias e sua bela filha, Giovana (que voz, que voz…), cantarem maravilhas no Sr. Brasil de ontem na TV Cultura. Emociona mesmo escutar canções belíssimas como Saga da Amazônia, Sete Cantigas para Voar, Ai que Saudade D’ocê, e tantas outras, num programa de TV porque é impressionante como há tão pouco espaço para esse tipo de música hoje no país. É revigorante saber que Boldrin mantém heroicamente há anos seu programa, um porto seguro à biodiversidade musical brasileira.

E de quebra somos brindados com os divertidos causos de Boldrin, como o do caboclo que estava no mato caçando passarinho e, de repente, viu passar no céu um teco-teco. Tava voando baixo porque fazia propaganda política, jogando panfletos pela janela, e o matuto, que nunca tinha visto um igual, pensou ser um grande pássaro. Não teve dúvidas: mirou e fez o disparo. Na mesma hora, mais panfletos voaram. E o caboclo disse, orgulhoso: “não matei, mas arranquei pena!”

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Chocolate sem culpa

Não sou fã dos chocolates da Hershey’s mas a empresa marcou um golaço esta semana ao se comprometer com o Greenpeace a não usar matéria-prima transgênica na fabricação de seus produtos. A empresa vinha sendo pressionada desde a Semana do Consumidor, em março, a informar sobre a procedência dos ingredientes que usava. Como comprava óleo de soja e gordura vegetal da Cargill, era grande a chance de seus chocolates serem produzidos com transgênicos. E com isso os chocolates da empresa deveriam ter em suas embalagens o símbolo do T num triângulo amarelo, conforme manda a lei de rotulagem – que por sinal está ameaçada por pressão da bancada ruralista e dos defensores dos transgênicos, como a senadora Kátia Flávia (oops, Abreu), do DEM/TO.

Mas enfim… o caso é que a Hershey’s correu atrás do prejuízo, substituindo a Cargill pela Brejeiro e a Imcopa, que não trabalham com soja transgênica. Assim, passa a respeitar seus consumidores, o meio ambiente e, de quebra, ainda entra para a lista verde do Guia do Consumidor do Greenpeace. Tenha o seu sempre a mão para exercer o consumo consciente e ambientalmente responsável.

E vc, Garoto? Vai ficar de bobeira?

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Antídoto contra patifaria

Pausa na patifaria pra falar de coisas mais agradáveis. Música, claro. Mais precisamente de uma das parcerias mais suingadas que conheço – Les McCann e Eddie Harris. Passei o sábado garimpando no soulseek algumas preciosidades desses dois e acabei de baixar esse disco aí, o Second Movement (1971), coisa fina. O piano Fender Rhodes de McCann e o sax ora tenor ora elétrico de Harris foram feitos um para o outro. Esse disco é a seqüência do clássico Swiss Movement, que traz a apresentação dos dois no festival de Montreux em 1969 – também devidamente baixado, já que eu tinha apenas algumas músicas desse disco – Compare to What entre elas – espalhadas em coletâneas de soul/funk jazz.

De quebra, achei no iutuba uma apresentação ao vivo dos dois, com cara dos anos 60 – só não sei se é a de Montreux. O som é Compare to What:


(não preciso falar pra desligar a rádio antes de curtir o som aqui, né?)

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