Livro revela a surpreendente beleza dos pontos de ônibus soviéticos

onibus2 Sempre que circulo por Brasília de bicicleta e vejo algo digno de ser fotografado – uma cena, um bicho, um prédio interessante -, lamento não estar com minha câmera a tira-colo. Faz tempo que desencanei de sair por aí fotografando, algo que praticava com certa frequência, como nos sabadões fotograficos pela capital federal.

Mas fotografar sem tesão é pior do que não fotografar. As imagens saem da câmera sem alma, desconexas. E os périplos tornam-se inúteis. A gente insiste e tal, esperando que a tal musa inspiradora apareça do nada, de repente, no momento mais insólito. Como ela não veio, parei geral, deixando minha Canon G11 encostada.

Acho que está na hora de tirar ela da gaveta. Quem sabe não tenho a mesma sorte do fotógrafo americano Christopher Herwig que, pedalando por São Petersburgo, na Rússia, em 2002, se deparou com a beleza dos pontos de ônibus da cidade, começou a fotografá-los e não parou mais.

De lá pra cá, viajou mais de 30 mil quilômetros de carro, ônibus e táxi, em 13 países – ex-repúblicas soviéticas e países da então Cortina de Ferro. A brincadeira cresceu e ganhou forma de livro – Pontos de Ônibus Soviéticos. A primeira fornada de 1.500 exemplares já foi toda reservada, mas uma segunda edição deverá sair em breve e vendida online. Já tô na fila!

Herwig gravou um vídeo sobre o projeto e publicou no Vimeo. Se você ainda está cético em relação à pretensa beleza de simples pontos de ônibus, prepare-se:

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8 respostas para Livro revela a surpreendente beleza dos pontos de ônibus soviéticos

  1. vani disse:

    Superlegal! Tem até um minisambódromo! Em tempos de carnaval, sintonia 🙂

  2. jhcordeiro disse:

    Que maravilha!! Muita farra boa pra ti! Por aqui, os blocos carnavalescos mais parecem festa agropecuária, mas tá valendo… Ontem teve o Tesourinha , infantil, mas choveu e eu e Sofia preferimos voltar pra casa e ver um filme de terror. Enquanto isso, Martim e Gioconda foram ver o A Teoria deTudo no cinema.

    Saudades imensas de você!! Quando aparece em Brasilia? Beijo!

  3. Adriana Cirne disse:

    Jorge, já viu as estações de metrô russas?? Vi num ensaio fotográfico e são incríveis, parecem salões de palácios reais.
    Por falar em Rússia, tenho lembrado de vc desde que comecei a ler: “O filho da mãe”, acho que vai gostar…estou super envolvida com a história que se passa grande parte em São Pertersburgo e tem como pano de fundo a guerra da Tchetchênia. A Rússia e suas contradições internas ainda desperta em mim um grande fascínio, tb acho que é uma relação de amor e ódio, pois como um país tão rico culturalmente, com um passado tão interessante e único pode produzir Putins e a propagação de tanta intolerância?

    • jhcordeiro disse:

      Já vi essas estações sim, sao lindas. Algumas são museus , com obras de arte belíssimas! Vou procurar esse livro, já me cativou! 🙂

      Quanto aos Putins, são herdeiros diretos dos czares, a Rússia sempre teve uma relação estreita com déspostas.

  4. Adriana Cirne disse:

    Interessante como conseguiram ser modernos e criativos usando o famoso concretão!!
    Por aqui tem poucos exemplares interessantes do uso do concreto típico da arquitetura socialista.

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