A privatização do petróleo iraquiano, a garantia de um domínio global para plantações modificadas geneticamente, a redução das últimas barreiras comerciais e a abertura das últimas reservas naturais… não faz muito tempo que estes objetivos eram conseguidos um atrás do outro por meio de cordiais acordos comerciais apresentados com o pseudônimo de “globalização”. Agora, essa agenda completamente desacreditada está obrigada a cavalgar sobre as costas de crises cíclicas, vendendo a si mesma como a medicina que curará, de uma vez por todas, a dor do mundo.
Essa é a conclusão de um artigo de Naomi Klein, autora dos livros No Logo e The Shock Doctrine: The Rise of Disaster Capitalism (A Doutrina do Choque: A Ascenção do Capitalismo de Desastre), que está no site da Agência Carta Maior – leia a íntegra aqui.
A doutrina do choque está mais ativa do que nunca, se aproveitando da crise energética, alimentar e climática, colocando assim uma faca no pescoço do meio ambiente. A indústria nuclear tem se vendido como solução energética e climática, a de biotecnologia diz que vai resolver a fome do mundo com suas plantações geneticamente modificadas (quando se sabe que o problema é de preço e distribuição, mais do que produção), as petrolíferas pressionam pela exploração em históricas reservas naturais, como o Ártico e a Antártica, para resolver o problema energético, e assim a questão ambiental vai ficando no meio do caminho.
Pra entender melhor como funciona a Doutrina do Choque, confira o curta documentário baseado no livro, dirigido pelo mexicano Alfonso Cuarón (de Y Tu Mamá También e uma das seqüências de Harry Potter):
Escriba,
Existe também o site brasileiro do livro, onde é possível baixar um capítulo.
segue link:
http://www.novafronteira.com.br/adoutrinadochoque
Opa, valeu, Sérgio! Fiz um post sobre isso agora!
abs!