
O Greenpeace e a sociedade brasileira conseguiram uma baita vitória esta semana: a rotulagem de produtos feitos com matéria-prima transgênica. Pelo menos de um deles, o óleo de soja Soya, da Bunge, um dos mais vendidos no Brasil. O primeiro lote chegou aos mercados esta semana já com o rótulo conforme exige a lei, mas isso só aconteceu depois que uma denúncia do Greenpeace, feita em 2005, foi levada à Justiça pelo Ministério Público de São Paulo por meio de uma ação civil pública. A Cargill também foi citada na denúncia e na ação, mas não se mexeu.
Esse pode ser o primeiro passo para a rotulagem geral e irrestrita de produtos vendidos no mercado sem a devida informação ao consumidor – ver a lista do que é ou não transgênico, segundo o Greenpeace.
Além disso, o respeito à lei de rotulagem pode causar um efeito cascata de proteção ao consumidor, conforme explica Gabriela Vuolo, coordenadora da campanha de Engenharia Genética do Greenpeace, em seu blog:
Agora, cá entre nós, eu tenho a impressão de que as pessoas ainda não tem idéia do que essa rotulagem representa. Porque existem inúmeras leis municipais e estaduais que tratam de alimentos transgênicos – leis que até agora não tinham como ser cumpridas porque não havia nenhuma produto rotulado no mercado. Agora, essas leis terão que ser colocadas em prática.
No estado do Acre, por exemplo, é proibida a venda de qualquer produto feito com transgênicos. No estado do Rio de Janeiro, as merendas escolares não podem conter nenhum produto derivado de transgênicos. E a melhor: na Cidade Maravilhosa, qualquer supermercado que venda um produto derivado de transgênico terá que colocar um aviso na gôndola, e os bares e restaurantes cariocas que usarem produtos transgênicos na elaboração de itens destinados ao consumo humano deverão informar isso aos clientes. Ou seja, comer um pastelzinho em qualquer boteco do Rio vai ficar muito mais seguro. E mais ambientalmente correto também.
É claro que seria melhor que não tivesse nenhum produto rotulado nos supermercados. Mas já que a soja transgênica está sendo usada, então o mínimo que as empresas têm que fazer é informar. Assim cada um pode escolher o que vai levar pra casa. E assumir a sua parcela de responsabilidade na proteção do meio ambiente.
Por enquanto apenas uma marca de óleo de soja de uma empresa está rotulada. Mas vamos manter a pressão para que TODAS as marcas de TODAS as empresas que usam matéria-prima transgênica estejam rotuladas no Brasil, conforme exige a lei. É o mínimo que elas podem fazer para manter o consumidor bem informado.
até postei sobre pedindo pra galera entrar aki pra ler..